Servidores da carreira de meio ambiente do Estado manifestam-se contra política salarial do Governo

Nas reuniões do Copam (Conselho Estadual de Política Ambiental) que aconteceram ontem (1) na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, foi realizada leitura do manifesto dos servidores da Supram (Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável). Segundo eles, há descaso por parte do Governo do Estado, sobretudo no que diz respeito ao piso salarial, muito inferior ao salário praticado por empresas privadas.
No documento, que já havia sido apresentado em outras reuniões do Copam e ontem foi lido pela conselheira Lígia Vial, assessora jurídica da Amda, servidores explicam que a remuneração paga pelo Estado não é compatível com a responsabilidade necessária para desenvolvimento de suas funções. Conforme expresso no manifesto, funcionários trabalham vistoriando locais insalubres e perigosos, e não raramente sofrem pressões da sociedade e dos empreendedores, que muitas vezes têm objetivos contrários à preservação do meio ambiente. Não obstante, algumas vezes recebem ameaças físicas e psicológicas no exercício de suas obrigações funcionais .
Após a leitura do manifesto, o promotor de justiça Carlos Eduardo Ferreira Pinto propôs envio de moção ao governador do Estado para explicitar a situação dos servidores. Em votação, os conselheiros aprovaram o envio do documento.
Maria Dalce Ricas, superintendente executiva da Amda, afirma que a entidade apóia a reivindicação por entender que a remuneração condizente com a responsabilidade do cargo é um dos pilares básicos para acreditarmos que o governo considera a proteção do meio ambiente como assunto prioritário. Segundo ela, é importante lembrar que a estrutura do Sisema, na qual se incluem salários pagos a seus servidores, além de ferramentas como gestão do território através de sensoriamento remoto, fiscalização, políticas sócio-ambientais, é condição inerente à mudança do cenário ambiental do Estado.
“Transformar Minas em Estado industrial foi opção planejada e executada pelo Governo, e, para tanto, criou-se a infraestrutura necessária, como produção e fornecimento de energia através da Cemig e água pela Copasa, além de órgãos como o Indi, projetos e programas públicos. Os salários pagos pelas duas empresas públicas citadas são muito maiores do que aqueles praticados no Sisema”, explica Dalce.
“Se Minas quer realmente colocar em prática o discursado desenvolvimento sustentável, o Governo tem de planejar isto, como planejou a industrialização em moldes não sustentáveis. Técnicos bem remunerados e com condições de aprimoramento profissional são condições essenciais para isto,” conclui a superintendente.
Fonte: AMDA
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