Estudo espeleológico descobre mais 50 cavernas no Parque Estadual do Sumidouro

Estudo espeleológico sobre as cavernas existentes no Parque Estadual do Sumidouro, em Lagoa Santa, Região Metropolitana de Belo Horizonte, apontou a existência de 50 novas cavernas dentro da área de 1.300 hectares da reserva ambiental. A apresentação do estudo aconteceu na no dia 28 de julho, durante reunião do Conselho Consultivo do parque, que também abriga a famosa gruta da Lapinha.
De acordo o estudo, agora o parque possui cerca de 100 cavidades naturais subterrâneas, que têm no mínimo 2 metros de profundidade e até 500 metros de extensão. O estudo também identificou que 65% das cavernas apresentaram algum tipo de depredação, como pichação, quebra de espeleotemas (formações típicas de cavernas) e lixo. O estudo foi realizado pelo Grupo Bambuí de Pesquisas Espeleológicas em parceria com o Grupo Guano Speleo, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e o Centro de Estudos de Cavernas, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Segundo o gerente do Parque Estadual do Sumidouro, Rogério Tavares, o estudo espeleológico aponta a necessidade de estabelecer parâmetros de monitoramento sobre os possíveis impactos das atividades de escalada e visitação às grutas do parque, como a da Lapinha.
“O lixo encontrado dentro das cavernas será removido, mas a pichação e a quebra dos espeleotemas são danos irreversíveis. Diante desse estudo vamos estabelecer metodologias para evitar as pichações, as erosões nas entradas das cavernas bem como o impacto sobre a fauna e a flora”, disse Tavares.
O gerente informou que o trabalho de conscientização dos visitantes contra a depredação das grutas e cavernas será reforçado. Além disso, a pesquisa vai ajudar a montar o mapa do estado de conservação das cavernas no entorno do parque e da gruta da Lapinha, que foi reaberta para visitação no último dia 11.
O mapa do estado de conservação das cavernas será composto por fichas com as principais características de cada cavidade natural subterrânea e imagens de satélite, que mostram a localização de cada uma.
“Essas cavernas possuem um enorme potencial para desenvolver pesquisas sobre a bioespeleologia. Com um maior número de cavernas na área do parque os pesquisadores terão condições de estudar novas espécies de seres vivos que habitam o interior e a entrada dessas cavidades”, avalia o gerente do parque.
Fonte: AMDA
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