Embrapa estuda genes de espécies nacionais

Há sete anos o biólogo molecular Elibio Rech, da Embrapa, estuda o DNA de aranhas brasileiras, procurando genes associados à síntese da seda. Já encontrou vários. E espera, num futuro não muito distante, produzir um polímero com características equivalentes às da fibra natural dos aracnídeos.
“As possibilidades de aplicação tecnológica são enormes. O limite é a nossa imaginação”, diz Rech, que vê o projeto como uma forma de agregar valor à biodiversidade brasileira.
O primeiro passo foi sequenciar o genoma funcional de cinco espécies de aranhas brasileiras – três do Cerrado, uma da Amazônia e outra da Mata Atlântica -, com atenção especial para genes ativos nas glândulas produtoras de seda.
As aranhas tecedoras de teias orbiculares (aquelas “clássicas”, com uma espiral no centro) podem ter até sete glândulas de seda, cada uma dedicada a um tipo de fibra. “Diferentes partes da teia são construídas com diferentes tipos de seda”, explica o biólogo Danilo Guarda, especialista em aranhas.
Rech identificou vários genes de interesse e os usou como base para o desenvolvimento de bactérias transgênicas, capazes de sintetizar as proteínas da seda de aranha in vitro. Há planos também para sintetizar as proteínas em leite animal, sementes de soja e plantas de algodão. “Queremos testar várias plataformas de expressão para ver qual é a melhor”, afirma Rech
Fonte: O Estado de S.Paulo
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