Cientistas brasileiros desenvolvem o feijão transgênico

A Embrapa desenvolveu uma semente modificada geneticamente para produzir um dos alimentos mais consumidos pelos brasileiros. A novidade desencadeou uma polêmica entre os cientistas – e só poderá chegar aos supermercados se for autorizada pelo governo.
É sabor que está no prato do brasileiro.
“Cresci comendo feijão e vou morrer comendo feijão”, diz um rapaz.
O Brasil é o maior consumidor de feijão do mundo e agora, cientistas da Embrapa criaram uma nova planta resistente ao vírus do mosaico dourado, transmitido pela mosca branca – o terror dos produtores de feijão.
Para criar a semente transgênica, foi colocado um pedaço do gene do vírus em uma célula da planta. A célula modificada ativa as defesas do feijão e assim, a semente já nasce pronta para impedir a contaminação pelo vírus.
Em uma plantação atacada pela mosca branca, é possível ver a diferença:
as plantas transgênicas não são afetadas – as convencionais, ficam doentes e param de produzir. Hoje, a única forma de combater a praga é com inseticida.
Os pesquisadores afirmam que os testes feitos com animais provam que o feijão transgênico é seguro para consumo humano e mantém o valor nutritivo do feijão convencional.
“Mesmo teor de ferro, proteína, de vitaminas que são encontrados no feijão convencional. O sabor também é exatamente o mesmo”, afirma o pesquisador da Embrapa Francisco Aragão.
Mas o Conselho de Segurança Alimentar, que assessora a Presidência da República, não se convenceu.
“O que está se pedindo é que mais testes sejam realizados e na opinião de especialistas os apresentados não são suficientes”, aponta Renato Maluf, presidente do Consea.
A decisão sobre permitir ou não a venda do feijão transgênico é da CTNBio, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança e deve sair ainda este mês. Ate lá continua a queda de braço entre os grupos a favor, e contra esse tipo de feijão modificado.
Organizações não-governamentais acham que faltam garantias para a saúde do consumidor.
“O feijão, nós estamos falando da lavoura direto para a mesa do brasileiro e aí quais são as consequências de consumir algo que é geneticamente modificado e nós não temos estudos a médio e longo prago que nos garantam a segurança alimentar”, diz Sérgio Sauer, da ONG Terra de Direitos.
Um biólogo da Universidade de Brasília diz que não ha motivo para o receio.
“O feijão é processado, é cozido pra ser consumidor, e o próprio cozimento é um processo que inativa muitos tipos de produtos. E não existe nenhum risco para o consumo humano”, garante o biólogo Renato Oliveira Rezende.
Certo mesmo, é que feijão não pode faltar.

Para ver o vídeo da matéria, veiculado dia 06 de setembro no Jornal Nacional, clique aqui

Fonte: G1 / Jornal Nacional
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