Moradores de Sete Lagoas pedem criação de parque natural

Cerca de mil manifestantes, a maioria de crianças e adolescentes de escolas públicas e particulares, fizeram uma paralisação por uma causa ambiental na manhã desta terça-feira, no Centro de Sete Lagoas, Região Central do Estado. Em meio à uma queda de braço entre sociedade organizada e poder público está a discussão sobre única área verde ainda preservada dentro da cidade. O terreno está ameaçado pela especulação imobiliária. A manifestação, que durou duas horas, pedia a criação do Parque Natural da Lagoa da Chácara, uma das sete que dá nome à cidade.

A discussão começou quando entrou em tramitação na Câmara Municipal a lei que institui o parque municipal. Aprovada por unanimidade pelos vereadores ainda em 2008, o projeto foi vetado pelo prefeito Mário Márcio Campolina Paiva, que alegou não ter orçamento para a desapropriação do terreno. A área está localizada em uma região valorizada, entre um bairro nobre e as obras do futuro shopping na cidade. “É claro que não queremos que os proprietários do local tomem prejuízo. Mas também não queremos que toda uma cidade de 235 mil habitantes tenha esse prejuízo ambiental”, pondera Alessandra Lisboa, do Instituto Municipal de Meio Ambiente e Cultura, organizador da passeata.

Segundo o biólogo Ramon Lamar, de toda a área ainda existente, cerca de 800 mil metros quadrados, dois terços estão dentro de área de preservação permanente, e fazem parte da Área de Proteção Ambiental (APA), no Parque da Serra de Santa Helena. Segundo ele, a área é local da nascente do Córrego do Diogo, que corta a cidade. Além disso, o local é considerado primordial para preservar a unidade do ar. “Na comparação, a área equivale a quase 12 mil climatizadores portáteis funcionando, sem gastar um quilowatt de energia elétrica, aumentando a umidade do ar e tornando o clima mais ameno”, explica o biólogo.

As informações são de que os proprietários pretendem fazer um empreendimento imobiliário no local, mas ainda nenhum projeto foi apresentado à prefeitura.

Fonte: Jornal Estado de Minas

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