Impactos ambientais causados pelo pré-sal ainda são ignorados pelo governo, afirma especialista

Até o dia 31 de agosto, o governo federal assinará contrato com a Petrobrás para estabelecer alguns padrões com relação à exploração de petróleo na camada pré-sal. O tratado irá definir o preço do barril de petróleo, que servirá para calcular o valor da capitalização da Petrobrás, e fixar o nível de nacionalização de equipamentos para a exploração e para a produção na área.

O pré-sal é uma área de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, localizada abaixo do leito do mar, a uma profundidade de 7.000 metros. Essa área engloba três bacias sedimentares: Espírito Santo, Campos (RJ) e Santos (SP).

As questões ambientais são um dos pontos do pré-sal que mais deveriam ser levados em conta, pelas muitas consequências que podem trazer. O site do jornal britânico Financial Times destacou “as complicações para explorar o petróleo na camada pré-sal podem ser muito maiores que as enfrentadas pela BP no golfo do México, uma vez que estão a uma profundidade muito maior”.

Para o advogado e professor Cláudio Araújo Pinho, especialista em petróleo e gás, as conseqüências do pré-sal no meio ambiente é um assunto que deve ser tratado com urgência. “O Governo demonstra muita preocupação em colocar a capitalização da Petrobras na ordem do dia e, mesmo em pleno cenário de desastre do Golfo do México, a questão ambiental foi negligenciada e ficou omissa.”

Segundo o especialista, “A senadora Marina Silva, relativamente à área cedida, apresentou uma emenda legislativa que previa que deveriam ‘ser promovidos estudos técnicos que apontem obrigatoriamente todas as informações de cunho ambiental, necessárias ao prévio diagnóstico quanto à vulnerabilidade ambiental das áreas cedidas’. Essa emenda foi rejeitada, pois isso certamente atrasaria a assinatura do contrato de cessão.” Mais uma vez, a questão ambiental é desprezada.

Fonte: AMDA

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