Ambientalista francês de 72 anos é espancado e morto no Pará

Um biólogo francês que defendia a preservação da Amazônia morreu nesta segunda-feira (14) em decorrência de agressões sofridas em sua casa, em Santo Antônio do Tauá (a 65 km de Belém, PA). Pierre Edward Jauffret, 72, havia sofrido traumatismo craniano há 15 dias, provocado por golpes na cabeça.

Ele foi encontrado ainda com vida por um de seus filhos na porta de sua casa, que fica dentro de uma RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural) de 25 hectares, da qual era o dono. Levado para Belém (PA), foi internado, mas não resistiu.

Nascido em Toulon, o francês chegou ao Brasil em 1963. Era especializado no estudo de borboletas da região, das quais tinha uma coleção científica. Casou-se com uma brasileira e foi morar em Santo Antônio do Tauá, em 1976.

Segundo o filho Jacques Jauffret, que também é biólogo, ele e seu pai vinham sofrendo ameaças de morte há mais de um ano, por conta de suas tentativas de evitar o desmatamento e a degradação ambiental na área. “Ligavam dizendo: ‘Vou te matar, velho safado. Tu e teu filho’.”

A família cita dois conflitos recentes que podem ter originado o crime. O primeiro foi a discussão para retirar o lixão municipal, que ficava a apenas 300 metros da reserva –o que é proibido por lei. Há cerca de um ano, o local foi limpo.

Ele também denunciou ao Ministério Público sem-terra que invadiram uma fazenda vizinha à reserva e desmataram quase toda a área. Até hoje a propriedade está invadida.

Um inquérito foi aberto para investigar as agressões. Até agora, a polícia civil trabalha com a hipótese aventada por testemunhas, de que o francês foi morto por homens que faziam uma festa próxima à reserva, e que, ao insistirem em urinar dentro dela, discutiram com o ambientalista.

Para a família, essa possibilidade serve apenas para acobertar as causas reais. Afirmam que uma das testemunhas da suposta discussão havia ameaçado matar Jauffret alguns dias antes, depois que o francês a acusou de poluição sonora. Além disso, dizem, a casa não tem sinais de arrombamento.

Fonte: Folha Online

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