Denúncia ambiental leva Jornalista sair do Espírito Santo ameaçado de morte

O Jornalista Fabrício Ribeiro Pimenta com atuação em jornalismo ambiental no Espírito Santo está refugiado após escapar de uma tentativa de homicídio por um proprietário de uma marmoraria clandestina que havia denunciado. O fato aconteceu na manhã do dia 30 de julho e as ameaças continuaram. Sem nenhum tipo de proteção, o jornalista deixou o Estado. O criminoso continua operando normalmente sua marmoraria.

Ao longo do primeiro semestre de 2009 e, principalmente, em julho a Fiscalização Ambiental e o Disk Silêncio da Prefeitura da Serra foram sistematicamente acionados. Por muitas vezes compareceram ao local mas, estranhamente, a marmoraria seguia funcionando, mesmo com um parecer da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano de que o empreendimento era irregular e que não poderia funcionar naquele local.

O jornalista Fabrício Ribeiro conversou diretamente sobre o problema com autoridades como o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Cláudio Denícoli, diretores de departamentos, chefes de fiscalização e até como próprio prefeito da Serra, Sérgio Vidigal.

A Ouvidoria Municipal também foi acionada pelo jornalista. Infelizmente, nenhuma providência efetiva foi tomada e o caso por pouco não acabou numa tragédia ainda maior.

Desde o início dos anos 2000, Fabrício Ribeiro Pimenta vem cobrindo, sistematicamente, irregularidades e crimes na área ambiental estadual, principalmente no município da Serra – Espírito Santo, que é o mais industrializado do Estado.

Varias empresas e até obras públicas foram denunciadas, o que acabou acarretando em fiscalizações, multas, embargos e até prejuízos financeiros para degradadores que, sob pressão, acabavam sendo obrigados a investir em gestão ambiental e no cumprimento da legislação.

Entre as denúncias do jornalista figuraram funcionamentos irregulares de pedreiras, areais, aterros sanitários (lixões), sistemas de tratamento de água e de esgoto, descartes de resíduos industriais em áreas de preservação, invasões de áreas de preservação, desmatamentos, negligência e até cumplicidade de órgãos do Poder Público, entre outros.

Todos esses anos de trabalhos e denúncias acabaram por criar problemas e tensões para Fabrício Ribeiro que, ocasionalmente, recebia insinuações e mesmo ameaças, tanto de ser processado, como também de ser morto. O mesmo nunca levou tais questões à sério.

Entre os veículos do Estado que o jornalista atuou no ES estão o jornal semanário Tempo Novo da Serra e o jornal diário A Tribuna.

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