VII Simpósio Nacional de Recuperação de Áreas Degradadas

DEGRADAÇÃO E RECUPERAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL

A presença de florestas sempre foi referência para a fixação das populações desde os primórdios da história da humanidade e no Brasil. A crescente ocupação de áreas florestais tem contribuído para a degradação de ambientes naturais. Processos contínuos de urbanização, abertura de estradas, agropecuária, mineração e barragens têm sido os marcantes vetores da degradação ambiental no país. E o quadro mundial não é otimista visto a tendência de aumento da população que cresceu, em 30 anos, mais de dois bilhões de habitantes. Hoje somos mais de 6,1 bilhões. Este enorme contingente populacional exerce grande pressão sobre os recursos naturais, vitais a sua sobrevivência. Para os padrões de qualidade de vidas dos paises da Europa e USA, há quem calcule que a capacidade populacional de nosso planeta é de somente dois bilhões.

No Brasil, as atividades agrícolas são apontadas como um dos vetores da degradação dos recursos naturais. E a tendência é crescer, pois se supõe que em breve, seremos a superpotência da agricultura mundial, ultrapassando os atuais líderes mundiais.

Assim, conservar ou fazer bom uso do que resta, primar pela busca da produtividade das áreas atualmente cultivadas, deveriam ser as principais metas dos governos e, no rol de suas preocupações, a questão da educação ambiental deveria estar fortemente inserida. Difícil é manter uma estrutura adequada para a gestão ambiental de um país das dimensões do nosso, se não houver consciência e cooperação.

A degradação, segundo dados recentemente publicados, avança 16 vezes mais rápido que os processos de recuperação. Mas, nas últimas décadas, as pesquisas sobre recuperação e reabilitação de ambientes degradados têm evoluído muito no Brasil. Ultimamente, novos conceitos sobre restauração são incorporados às práticas de recuperação devido aos conhecimentos gerados. Desta forma, programas de recuperação de áreas de preservação permanente e reserva legal tem ganhado muito com esses conhecimentos e apontam para um horizonte mais otimista na questão.

Defende-se, principalmente no meio acadêmico que os métodos de restauração devem buscar benefícios que aliem conservação da biodiversidade a mais benefícios financeiros e sociais, contemplando os valores da sociedade, aspectos éticos e também culturais, guardadas as devidas limitações técnicas e financeiras.

Algumas linhas de pesquisa têm surgido nos últimos anos e tem gerado conhecimentos para o avanço da restauração com uma maior diversidade de espécies que caracterizam nossos ecossistemas e que se preocupam com a reconstrução das comunidades. E não as simples práticas de plantio de espécies arbóreas buscando a simples revegetação da área. Afinal deve-se pensar também na recuperação do ecossistema para que ele cumpra seus processos ecológicos e assim contribua para o equilíbrio dos ambientes naturais.

A legislação ambiental brasileira sofreu alterações recentes e passou a ser mais restritiva, na busca de uma ocupação mais ordenada, protegendo e preservando os remanescentes florestais no seu território. Porém as florestas continuam cedendo espaço àquelas atividades impactantes.

Neste contexto e com o objetivo de mostrar e discutir esta interessante temática a Sociedade Brasileira de Recuperação de Áreas Degradadas – SOBRADE, em conjunto com a Universidade Federal do Paraná – UFPR, Embrapa – Florestas e a Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná – FUPEF, realizarão de 09 a 11 de outubro de 2008, na cidade de Curitiba o “VII Simpósio Nacional de Recuperação de Áreas Degradadas”. De acordo com o Prof. Mauricio Balensiefer, da UFPR e Presidente da SOBRADE, o evento que inscreveu mais de uma centena de trabalhos técnicos e científicos apresenta, como novidade desta edição, dentre outros assuntos importantes, estudos de casos de recuperação de ecossistemas amazônicos, atualmente muito discutidos no Brasil e no mundo todo. O programa do simpósio além dos temas dos mini-cursos agendados estão detalhados em http://www.sobrade.com.br/

SOBRADE – Assessoria de Comunicação
(41) 3360-4256 (41) 3360-4255

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