Em busca de pedigree

Uma das matérias publicadas pela revista Carta Capital desta semana é a respeito da genealogia genética. A matéria explica o método da genealogia genética e questiona conceitos como raças e populações. Para quem se interessa pelo assunto, vale conferir a matéria na íntegra na versão impressa da Edição no 479.

Em busca de pedigree
por Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa
A procura por origens étnicas dá a partida a um novo segmento no setor da biotecnologia. Mas as raízes pelas quais seus clientes anseiam podem não passar de uma quimera
A análise do genoma humano proporciona diagnósticos mais precisos de doenças genéticas, testes de paternidade, técnicas forenses e a promessa de novas terapias. E a mania da vez: a genealogia genética.
Estima-se que de 600 mil a 700 mil pessoas fizeram testes pessoais de ancestralidade genética até o fim de 2007 e o número cresce em 100 mil por ano. Dependendo da empresa e da amplitude da análise, pode custar de 100 a 1,2 mil dólares. O interessado encomenda o kit, tira uma amostra de células da boca com uma escovinha e a envia à empresa, que responde em dois meses.
De maneira rápida e fácil consegue-se uma espécie de resposta à ansiedade, ou curiosidade, que leva muitos a gastar muito mais tempo e dinheiro a tentar rastrear seus antepassados por métodos genealógicos convencionais e pesquisar cartórios e paróquias. Muitos clientes são afro-americanos em busca de raízes, da etnia da qual seriam descendentes. Informação que leva alguns a formar comunidades com “irmãos de etnia” nos EUA ou na África e fazer doações à pátria dos supostos ancestrais africanos ou à suposta etnia de origem.
É uma busca de “origens” e “identidade”. Mas por que nos genes, em pleno século XXI? Qual a natureza da pergunta, que espécie de resposta é essa e a que ponto isso faz sentido?

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