Gestão das Unidades de Conservação em Minas Gerais é o tema da Terça Ambiental de outubro


A 25ª edição da Terça Ambiental, que acontecerá neste mês, terá como tema a Gestão das Unidades de Conservação em Minas Gerais. O convidado da Amda é Antonio Augusto Tonhão de Almeida, gerente técnico do Parque Estadual do Rio Preto, localizado no município de São Gonçalo do Rio Preto, distante 70 quilômetros de Diamantina. A Terça Ambiental de outubro será realizada no dia 29, às 19h, no Centro de Belo Horizonte.
Tonhão é graduado em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa e gerencia o Parque do Rio Preto desde 1994, ano de sua criação. Foi prefeito de São Gonçalo do Rio Preto e, durante sua gestão, começou a pensar na criação de uma área que protegesse a nascente do rio Preto. Durante os 19 anos de gestão, ele carregou a bandeira da preservação e da sustentabilidade. Em 2012, recebeu o Prêmio Hugo Werneck, considerado o “Oscar” da Ecologia.
Em sua apresentação, Tonhão vai falar sobre a criação, implantação e os desafios e dificuldades da gestão da unidade de conservação. A Lei 9.985, de 18 de julho de 2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), define unidade de conservação como “o espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção.”
Segundo informações do Instituto Estadual de Florestas (IEF), o Parque Estadual do Rio Preto está inserido no complexo da Serra do Espinhaço e possui um relevo acidentado repleto de rochas de quartzo que formam belos painéis. Com uma área total de 12,185 hectares, a unidade de conservação abriga diversas nascentes, dentre as quais se destaca a do rio Preto. Os recursos hídricos favorecem a formação de cachoeiras, piscinas naturais, corredeiras, sumidouros, canion e praias fluviais com areias brancas.
A maior parte da cobertura vegetal do parque é composta por Cerrado e campos de altitude. São inúmeras as espécies vegetais existentes na área, com destaque para o monjolo, pau pereira, candeia, sucupira, pau d’óleo, peroba, ipê, araticum, carvalho e várias espécies de sempre-vivas. A fauna é igualmente rica, com a presença de diversas espécies ameaçadas de extinção como o lobo-guará, tamanduá-bandeira, tatu canastra e jaguatirica.
Ao final da palestra, o público terá espaço para fazer perguntas ou comentários. Haverá ainda sorteio de brindes institucionais. A Amda disponibiliza certificado de participação no evento. É necessário solicitar o documento, após realização da Terça Ambiental, pelo e-mail eventos@amda.org.br .
A Terça Ambiental será realizada na última terça-feira de outubro, dia 29, às 19h, na Rua Guajajaras, 40 – 16º andar, Centro de Belo Horizonte.
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