‘Preocupação ambiental aumenta demanda’

A coordenadora do bacharelado em ciências biológicas da Universidade Paulista (Unip), Cristiane Furlaneto, conta que a demanda pelo curso tem apresentado evolução significativa nos últimos anos em função da crescente preocupação mundial em relação ao meio ambiente. “Tanto governos quanto o meio empresarial têm se sensibilizado frente ao aquecimento global e suas desastrosas consequências para a economia mundial.”
Segundo ela, esse processo de reconhecimento dos efeitos da ação do homem sobre o meio ambiente, bem como a compreensão de que algo deve ser feito para evitar que desastres ocorram, têm propiciado maior oferta de postos de trabalho, com destaque para profissionais que atuam nas áreas de toxicologia e saneamento ambiental, impacto ambiental e gestão ambiental.
Cristiane acrescenta que o aumento do respeito à natureza e aos seres vivos faz com que o bacharel em biologia também encontre oferta de trabalho em áreas voltadas à biodiversidade, conservação e manejo. “A possibilidade de haver falta de alimentos para a população mundial também abriu um novo campo de atuação na área de biotecnologia.”
A professora diz que biólogos têm profundo conhecimento em ecologia e compreendem os ecossistemas terrestres e aquáticos de forma mais específica que qualquer outro profissional, o que faz ampliar ainda mais o campo de atuação. “Entre as possibilidades de trabalho estão instituições como Ibama, Cetesb e Sabesp, institutos florestais, biológicos e de botânica, além de consultorias e indústrias ou laboratórios voltados à biotecnologia e biologia molecular.”
Foi em um laboratório de células tronco que o estudante do quinto semestre de ciências biológicas da Unip Edvando João Araújo encontrou uma vaga de estágio. “Trabalho há um ano no laboratório CordVida, que faz coleta e armazenamento de células tronco.”
Ele conta que sua rotina de trabalho inclui o cadastramento de bolsas que contém sangue do cordão umbilical, extraído logo após o parto.
“Também auxílio nos demais procedimentos feitos no laboratório para a extração da célula tronco, que depois ficará congelada a uma temperatura de -195º. Futuramente, essas células poderão ser usadas para tratar vários problemas de saúde do dono do material.”
Araújo diz que escolheu a carreira de biólogo quando ainda era criança. “Eu adorava criar animais e cuidar de meu aquário. Até os seis anos, pensava em ser veterinário, mas quando descobri a biologia me identifiquei no ato.”
O estudante conta que está gostando muito da experiência profissional proporcionada pelo estágio.
“Adoro a movimentação do laboratório e o processamento das bolsas. Também aprendo muito sobre o manejo e a higiene dos materiais.”
Araújo diz que existe a possibilidade de ser efetivado nesse laboratório e que depois da graduação quer continuar estudando. “Pretendo fazer uma especialização ou mestrado, nas áreas laboratorial, clínica, patologia ou biologia molecular, e depois farei uma pós-graduação”, conclui.
Fonte: O Estado de S.Paulo
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