Brasil adere à Plataforma Internacional de Informação sobre Biodiversidade

Após mais de uma década de mobilização e expectativa de sua
comunidade científica, o Brasil aderiu oficialmente à Plataforma
Internacional de Informação sobre Biodiversidade (GBIF, na sigla em
inglês) – maior iniciativa multilateral para tornar acessíveis na
internet dados sobre biodiversidade.

A rede composta por 58
países e 46 organizações reúne informações sobre a ocorrência de
espécies vegetais, animais e de microrganismos registradas em herbários,
museus, coleções zoológicas e microbianas além de sistemas com dados de
observação.

O protocolo de entendimento foi assinado no dia 24
de outubro pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco
Antonio Raupp.

A iniciativa insere o país – que abriga 15% da
biodiversidade do planeta – em uma comunidade global que compartilha
dados, informações, ferramentas, competências e experiências
relacionadas à gestão dos recursos de informações biológicas.

Embora o
Brasil ainda não fosse oficialmente membro do GBIF, mais de 1,6 milhão
de registros relativos à biodiversidade nacional já estavam acessíveis
na rede global, provenientes de mais de 700 bancos de dados mantidos em
28 países.

Nos últimos três anos, segundo divulgou a rede global,
pelo menos 18 trabalhos de pesquisas de autores brasileiros citaram o
uso de dados mediados pela plataforma GBIF. No mundo, em média, cerca de
quatro artigos revisados por pares são publicados a cada semana com
dados acessados pela rede GBIF.

Participante associado

O
Brasil ingressa, inicialmente, como associado ao GBIF. Embora possa
participar plenamente na publicação de dados e projetos de capacitação,
não contribui financeiramente e não possui direito de voto no Conselho
de Administração.

A partir da assinatura do protocolo de
entendimento, o país se comprometeu a se movimentar para a participação
votante em um prazo de cinco anos.

Na América Latina, Argentina,
Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, México, Nicarágua, Peru e Uruguai já
integram o GBIF. A rede foi fundada por um grupo de países em 2001 – com
sede em Copenhague, na Dinamarca –, após recomendação do fórum de
megaciência, hoje denominado Fórum de Ciência Global da Organização para
a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Atualmente, o
GBIF concentra mais de 388 milhões de registros, de mais de 10 mil
bancos de dados provenientes de 422 instituições.

Fonte: Agência FAPESP

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