Mundo começa a conhecer o tatu-bola

Depois da escolha do tatu-bola como mascote oficial da Copa do Mundo de 2014, o mundo voltou os olhos para esse animal curioso, endêmico do Brasil e que corre o risco de extinção. A ONG Associação Caatinga recebeu diversos apoios após a campanha que culminou na escolha do animal pela Fifa e pretende no próximo mês fazer uma apresentação para a entidade internacional e seus parceiros comerciais. “Vamos mostrar o projeto em outubro, como iniciativa de legado ambiental da Copa. Acreditamos que o evento pode contribuir para esse esforço de conservação do tatu-bola”, explica o biólogo Rodrigo Castro, coordenador da campanha para a escolha do animal.
Ele afirma que já tem o apoio do Ministério do Meio Ambiente e está em conversa com a pasta dos Esportes para ajudar na empreitada. Outro reforço importante foi a adesão da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), maior ONG do mundo, no projeto. “Nos aproximamos dela e estamos fazendo um projeto de conservação da espécie, que inclui recenseamento. Segundo critérios internacionais, o tatu-bola está na categoria ‘criticamente em perigo’, ou seja, está perto de entrar em extinção”, afirma.
Com 50 centímetros de comprimento, o tatu-bola consegue se enrolar completamente formando uma bola, como forma de defesa. Mas seu formato peculiar, quando fechado, chamou a atenção de caçadores e isso causou uma grande diminuição de sua população. “O nível de ameaça ainda é grande”, diz.
O biólogo entende que a escolha da mascote como símbolo na Copa é positiva, inclusive, para ajudar na preservação da caatinga e do cerrado, os dois biomas onde a espécie ocorre, e também para colocar o foco em outros animais ameaçados de extinção. “É uma bandeira para ajudarmos a preservar outras espécies e chamar atenção para o assunto. A mascote abre um caminho muito positivo para reverter essa situação de vulnerabilidade e a gente acredita que serão criadas condições para reduzir o nível de ameaça de extinção”, diz.
Fonte: O Estado de S.Paulo
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