De acordo com pesquisa, fungo encontrado na Amazônia pode degradar plástico

Um fungo da Amazônia equatoriana capaz de degradar o poliuretano, um tipo de polímero muito usado para a confecção de espumas, adesivos e tintas, foi descoberto por pesquisadores norte-americanos. Por meio do trabalho, estratégias inovadoras para reduzir o impacto ambiental dos plásticos podem ser desenvolvidas.
Na pesquisa, o estudante Jonathan Russell identificou a enzima secretada pelo fungo responsável pelo enfraquecimento das ligações químicas do polímero. Os resultados trouxeram uma descoberta inusitada: a enzima funciona tanto na presença como na ausência de oxigênio, algo inesperado para os cientistas.
Desse modo, o fungo poderia funcionar nos aterros sanitários, onde uma grossa camada de dejetos e terra costuma cobrir os plásticos descartados, diminuindo a oxigenação e, desta forma, dificultando sua decomposição.
A descoberta de organismos que são aptos para degradar o plástico nos aterros sanitários ajudaria a encurtar o tempo de decomposição e a diminuir consideravelmente o dano causado no meio.
O plástico demora muito para se decompor na natureza. O polietileno, por exemplo, leva cerca de 50 anos. O PET, usado na produção de garrafas plásticas, permanece até 200 anos no ambiente. 

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