Competição premiará quem decifrar genes de centenários

Amostras genéticas de centenários serão a base para uma competição milionária que pretende encorajar a “medicina personalizada”, afirmaram na quarta-feira os organizadores do prêmio Archon Genomics X.
Os participantes terão de, no prazo de 30 dias, decifrar o código genético de cem centenários ao custo máximo de US$ 1.000 por indivíduo.
A competição ocorrerá entre janeiro e fevereiro de 2013 e terá como amostras células doadas por centenários de diferentes origens étnicas e de várias partes do mundo.
As regras, divulgadas na revista “Nature Genetics”, reeditam uma competição que ocorreu cinco anos atrás. Na época, não houve um vencedor.
Até agora, o prêmio de US$ 10 milhões seria concedido à equipe que conseguisse, até outubro de 2013, decifrar cem genomas humanos –não necessariamente de centenários– em dez dias ao custo unitário de US$ 10 mil ou menos.
“Nós mudamos a duração da competição de 10 para 30 dias após discussões com os competidores em potencial, que consideraram a estreita margem de tempo uma barreira”, explicaram Larry Kedes e Grant Campany, da Fundação X Prize, da Califórnia, parceira na competição.
“Além disso, reduções drásticas nos custos divulgados nos levaram a diminuir a cifra admissível por genoma”, acrescentou.
O genoma compreende o DNA, o código da vida, embalada em uma “escada” de dupla hélice, cujos degraus contém quatro bases químicas.
A genética vasculha estes cerca de três bilhões de pares em busca de pequenas falhas vinculadas a doenças. O objetivo é desenvolver uma medicina personalizada, na qual o indivíduo possa ser alertado para o risco de uma doença, tomar medidas para evitá-la ou tomar medicamentos especialmente produzidos para abrandá-la.
O uso de amostras de voluntários centenários visa a revelar mais sobre os segredos de uma vida longa e saudável. Descobrir variedades do DNA que evitam ou reprimem as doenças pode ajudar a identificar novos alvos para medicamentos e mudanças no estilo de vida.
As decodificações vencedoras terão de apresentar altos padrões de qualidade, sem não mais do que um único erro em um milhão de bases.
Após a competição, a amostra genética será “disponibilizada abertamente para a comunidade científica” na esperança de incentivar a pesquisa, afirmaram os organizadores.
Segundo o site do NHGR (Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano dos Estados Unidos, na sigla em inglês), o custo do sequenciamento do genoma humano caiu de cerca de US$ 100 milhões em meados de 2001 para cerca de US$ 10 mil dólares em meados de 2011.
Fonte: FRANCE PRESSE
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