Pedalada musical comemora Dia Mundial do Meio Ambiente em BH

Meio de transporte, equipamento para lazer e instrumento musical. Na tarde de sábado, a bicicleta comprovou que é capaz de unir todos esses atributos e ainda ser amiga da natureza. Na véspera do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado hoje, o evento Pedalada Musical BH 2011, na Praça da Liberdade, elegeu a bicicleta como mascote e convidou centenas de ciclistas a mostrar que a terra de montanhas combina, sim, com o veículo de duas rodas. O encontro também foi palco da inusitada Ciclophonica Orquestra de Câmara de Bicicletas, grupo carioca formado por músicos ciclistas.
Para essa turma, além de meio de transporte, a bicicleta é suporte para experimentos sonoros. Sobre duas rodas , eles tocam p ercussão, flautas, escaletas e até a bike vira instrumento musical. “Tudo começou há 11 anos. Resolvemos fazer testes com a música em movimento e a bicicleta é o mais silencioso dos transportes. Mas, além de ser um grande suporte, ela também pode emitir uma enormidade de sons”, explica o diretor da orquestra, o músico Leo Fuks. Na tarde de ontem, a Ciclophonica preparou repertório especial que foi de estrelas da MPB, como o Clube da Esquina e Tim Maia, a clássicos como o Bolero de Ravel.
A orquestra deu a largada para o percurso de seis quilômetros percorridos por centenas de participantes. Os ciclistas passaram pela Avenida Brasil, Praça Floriano Peixoto, Avenida do Contorno, Getúlio Vargas, depois da Cristóvão Colombo até retornar ao ponto de partida. O músico Antonino José Coutinho, de 27 anos exibiu um modelo reclinado confeccionado em bambu. “É mais resistente do que a de aço. Vou trabalhar todos os dias com ela”, garante o morador de Itabira, na Região Central.
Segundo Fred Sampaio, coordenador do evento, que teve ontem sua primeira edição, a pedalada serviu para derrubar o mito de que bicicleta e a montanhosa Belo Horizonte não combinam. “Estimulamos as pessoas a trocar o veículo motorizado pela bike”, explica. Muita gente já fez essa escolha. Há 10 anos, o analista de sistemas Humberto Guerra, de 43, vendeu o carro e transformou a magrela em meio de transporte. “Morro não é o problema, bicicleta também tem marcha. E quem se locomove de bicicleta não precisa de academia”, afirma o ciclista.
As amigas do grupo Pedal de Salto Alto também optaram pela bike. “Não tenho carro mais e só ando de bicicleta. Tenho quatro”, afirma uma das integrantes do grupo, a psicóloga Simoni Rodrigues Alves, de 44, que há apenas um ano se apaixonou pelo veículo. “Num passeio em Paris, descobri essa paixão. Só tinha andado de bike na infância”, conta. A bicicleta também já faz parte do cotidiano de Beatriz Collet, de 2. “Começamos a andar na Serra do Cipó e, aqui em BH, é uma forma de fazer programas diferentes de cinema e shopping”, conta a mãe, Simone.
Fonte: Jornal Estado de Minas
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