Nova espécie de peixe é descoberta em córrego

Para surpresa de pesquisadores, foi isso que aconteceu em Tangará da Serra, onde uma nova espécie de lambari foi descoberta em um córrego que atravessa a área urbana do município. “Esse achado ocorreu durante as coletas do meu projeto de mestrado em Ecologia e Conservação da Biodiversidade, realizado na Universidade Federal de Mato Grosso, entre os anos de 2006 e 2007.
Um peixe de pequeno porte, com cerca de 5-6 cm foi capturado no Córrego Buriti, um afluente do córrego São José”, explica o biólogo Diones, que é mestre em Ecologia e Conservação da Biodiversidade pela UFMT. Atualmente, é doutorando do Programa de Pós-Graduação em Zoologia pela Universidade Federal do Paraná, em Curitiba.
De acordo com outros estudos sobre a fauna de peixes realizados na região de Tangará da Serra, a distribuição dessa nova espécie pode ser restrita a poucos córregos, pois durante o projeto ela não foi muito capturada. “Acredita-se que ela possa ocorrer em outros córregos próximos, e para verificar a abrangência dessa e outras espécies de peixes, estudos estão sendo realizados por pesquisadores da Unemat em parceria com outras instituições brasileiras”.
Para descrever cientificamente o novo lambari, são adotados critérios como o número de escamas, dentes, entre outras características que o diferenciam das demais espécies já conhecidas. A descrição dessa espécie está sendo realizada por especialistas da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em Botucatu/SP. Já se sabe que a nova espécie encontrada, pertence ao gênero Moenkhausia, um grupo de peixes conhecidos popularmente na região como lambari ou pequira. Após a conclusão da descrição dessa nova espécie, o nome proposto será publicado em revista especializada da área validando seu nome científico.
Descobertas como essa mostram que ainda há muito a aprender e conhecer sobre a biodiversidade da região. Principalmente, devido ao impacto ambiental que esses córregos estão sofrendo a cada dia. Estas informações podem auxiliar no desenvolvimento de políticas de preservação da vegetação que fica no entorno desses córregos, áreas conhecidas como matas ciliares.
Vale ressaltar que Tangará da Serra é rica em ambientes aquáticos, principalmente de pequenos córregos que se encontram para formar os rios da região, que consequentemente irão contribuir para a formação do Pantanal, uma das maiores áreas úmidas do planeta. Assim, estes riachos podem conter informações importantes e devem ser melhor estudados, para que espécies não sejam extintas antes de serem conhecidas e estudadas no meio científico.
Fonte: 24 Horas News
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