Governo de SP lança Selo Verde para empresas

Com o objetivo de incentivar o consumo de energia “limpa” e investir em bioeletricidade, o governo do Estado de São Paulo está preparando o lançamento do Selo Verde, medida que será destinada às empresas que consumirem apenas energia renovável proveniente de biomassa de bagaço da cana-de-açúcar. A biomassa é fonte de energia reno
Para o ex-secretário do Verde e Meio Ambiente de Mogi das Cruzes e atual ouvidor municipal, Romildo Campello, a medida veio para incentivar indústrias que ainda não fazem o reaproveitamento dos resíduos. “O Selo Verde vai dar certo. A energia renovável já é uma prática comum em indústrias de cana-de-açúcar de outras localidades. A atitude agora é de um incentivo complementar às empresas que não aderiram”, afirmou Campello.
Segundo ele, o motivo para algumas empresas ainda não produzirem energia renovável está relacionado a questões financeiras. “Esse incentivo que o governo dará é o que faltava para a viabilidade econômica de algumas usinas”, disse. Ele contou ainda que, com a transformação do bagaço em energia elétrica, por exemplo, há um melhor aproveitamento do produto, por meio de um recurso natural. “Não haverá mais o descarte do bagaço, que era resíduo e se transformava em um problema. Haverá agora um ganho ambiental utilizando essa matéria-prima e um ganho de segurança. Será uma nova fonte de energia elétrica”.
Para a secretária do Verde e Meio Ambiente de Mogi, Maria Inês Soares Costa Neves, a medida a ser adotada pelo governo é “excelente” e vai incentivar as empresas a desenvolver a energia renovável. “Esse meio de produção de energia tem menor índice de poluição. É possível conseguir, dentro da cadeia produtiva, uma energia mais limpa, com a mesma qualidade”, disse.
Segundo Agostinho Salem Coelho, biólogo e especialista em ecologia, para a implantação do Selo Verde, o governo precisa analisar como será feito o processo para a transformação do bagaço em energia renovável. “A energia renovável é uma coisa que se fala há muito tempo. Será preciso analisar como será a colheita, onde será utilizada e qual empresa poderá aderir”.
Fonte: Mogi News

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