Metade das espécies brasileiras ameaçadas de extinção vive em unidades de conservação

De acordo com levantamento divulgado na última segunda-feira (11) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), metade das 627 espécies brasileiras ameaçadas de extinção vive em unidades de conservação (UCs) federais, onde estão mais protegidas do risco de desaparecer da natureza. Os dados estão disponíveis no Atlas – publicação digital da ICMBio –, que pode ser acessado no portal do instituto – http://www.icmbio.gov.br/ .
O primeiro colocado do levantamento é a Bahia, com 81 espécies ameaçadas vivendo em unidades de conservação federais, seguida pelo Rio de Janeiro, com 76. Minas Gerais é o terceiro colocado, com 73 espécies vivendo nas 16 UCs já regularizadas.
De acordo com o presidente do ICMBio, Rômulo Mello, o Atlas faz parte de uma estratégia traçada para facilitar o acesso da população e de pesquisadores às unidades, e desenvolver mais estudos científicos sobre fauna e flora brasileiras.
“As informações levantadas, pesquisas e imagens ficarão à disposição da comunidade científica nacional e internacional”, afirma Mello.
Ainda de acordo com o presidente, o Atlas é o início de um esforço conjunto, e deve ser ampliado nos próximos anos. “As ferramentas que temos, o uso da internet, são parte de um trabalho que estamos fazendo, um choque de gestão. Queremos levar mais pessoas e mais pesquisa aos parques”, ressalta.
Participaram da elaboração uma centena de pesquisadores, responsáveis pelo levantamento e por outras informações sobre ocorrências de espécies, fotos, sugestões e todo tipo de apoio para tornar possível a elaboração do projeto. No total, foram compilados 1.333 registros de 314 espécies da fauna ameaçada em 198 unidades de conservação em todos os estados do país.
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