Biodiversidade de áreas privadas é fonte para projeto de biólogos da UFRJ

Áreas como a da Madepar Agroflorestal são verdadeiros refúgios para espécies ameaçadas de extinção.
Os biólogos Carlos Salvador e Marcos Tortato, doutorandos em Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, desenvolvem, desde julho de 2009, o Projeto Javali, na propriedade da Madepar Agroflorestal, em Abelardo Luz, Santa Catarina. O projeto é uma iniciativa da Caipora Cooperativa, coordenada por Carlos Salvador e faz parte da sua tese, com término previsto para 2012.
Os trabalhos da Caipora abrangem quase todos os grupos de vertebrados terrestres e formam dois subprogramas de manejo, um para espécies exóticas e outro para espécies ameaçadas de extinção. O principal objetivo do Projeto Javali é avaliar e monitorar a situação das populações e comunidades de espécies selvagens, como o javali e os porcos ferais, espécies exóticas em grande número nessa região de Santa Catarina.
Além dos resultados sobre a população de javalis, o relatório preliminar do estudo apontou a riqueza de espécies de mamíferos, consideradas relevantes, já que algumas correm o risco de extinção. Na área da Madepar Agroflorestal foram registradas pelo menos 9 espécies de mamíferos, entre elas, a jaguatirica e o cateto. O biólogo Marcos Tortato avalia que a presença desses animais ameaçados de extinção é resultado da preservação das matas nativas. “As áreas mantidas pelas empresas privadas, como a da Madepar Agroflorestal, acabam servindo de refúgio para muitas espécies”, ressalta.
Segundo ele, a jaguatirica e o cateto são extremamente importantes para o ecossistema. “O cateto é um ótimo dispersor de sementes, um facilitador de regeneração de espécies da floresta. Já a jaguatirica tem a função de regular a população de presas e sua presença confirma que naquela região o ecossistema está em equilíbrio”, explica o biólogo.
Madepar Agroflorestal – Fundada em 1982, a Madepar Agroflorestal é uma empresa que administra fazendas próprias e de seu principal acionista Wilson Dissenha, localizadas nos estados do Paraná e Santa Catarina e com escritórios em São Paulo e Paraná. Por meio da implantação e desenvolvimento de projetos específicos, desenvolve negócios relacionados à biodiversidade, quando envolve florestas com espécies nativas.
Fonte: Portal Fator Brasil
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