Ações pelo meio ambiente

Com uma consciência ecologicamente correta, o biólogo Marcos Dias aproveitou para expandir seus conhecimentos e ajudar no bem estar das futuras gerações. Ele é o responsável pelo projeto Reflorestamento do Morro da Matriz (Remoma), que tem como objetivo principal dar nova vida ao morro nos fundos da Igreja Matriz de São Gonçalo do Amarante, no Centro da cidade. Com ajuda de 300 voluntários escritos, ele faz plantios de espécies nativas da Mata Atlântica mensalmente. O próximo encontro acontecerá em dezembro, quando serão plantadas mais 50 mudas de árvores.
O trabalho, no entanto, não se resume ao plantio. No local, nos fundos da igreja, há um viveiro, mantido pelos voluntários, com capacidade de armazenamento para duzentas árvores. De lá que saem as mudas que servem para o reflorestamento da área. Marcos, que faz parte desde criança da igreja, conta que vê o morro como o quintal de sua casa e que o seu principal interesse é mudar o impacto visual e tentar evitar o crescimento desordenado de casas no local.
“Não é meu trabalho. É um hobby, mas faço com muito prazer. O objetivo principal é o reflorestamento do morro, mas que indiretamente também ajuda na integração da comunidade com o meio ambiente. O resultado é a melhoria da paisagem da cidade, inibindo o crescimento desordenado no topo do terreno e propiciando as caminhadas com temas religiosos e ecológicos, o que dá mais satisfação. Faço tudo pensando nas gerações futuras. Sonho que o resultado de todo esse trabalho pode ser a consolidação do local como um ponto turístico. Futuramente, quem sabe, até mesmo se tornando o parque da cidade”, acredita.
O trabalho, no entanto, precisa de muita ajuda. E o avanço do projeto, que já rendeu mais de 300 árvores plantadas em um espaço de 4 mil m², depende da participação da comunidade e de empresas.
“Ganhamos reconhecimento e apoio de pessoas físicas que se sensibilizaram conosco, nos ajudando com a doação de mais mudas de plantas e roçadeiras, facilitando muito o avanço do projeto. Os voluntários também são essenciais. Eles ajudam molhando as plantas do viveiro, limpando a trilha, capinando e roçando para a preparação do dia principal, que é o dia do plantio”, conta o biólogo.
Emília Candido, 51 anos, é uma dessas pessoas que se empenha para que tudo dê certo. Ela, que há 22 anos trabalha com projetos sociais, além de ajudar como voluntária, está sempre levando crianças da ONG que mantém para colaborar.
“Eu sempre trabalhei com projetos sociais e me identifiquei muito com o Remoma, principalmente, por ser uma questão ecológica. E levar as crianças foi um meio de envolvê-las na proposta do projeto como meio de conscientizá-las sobre a questão do meio ambiente. Afinal, as crianças que vão usufruir no futuro”, opina a voluntária, que conseguiu levar, além das crianças, os pais delas para ajudarem no projeto.
O plantio, normalmente, é realizado bimestralmente. A última empreitada aconteceu no dia nove de setembro, quando o grupo concluiu a nona etapa. Cada etapa consiste no plantio de 50 mudas de árvores e a meta é chegar a 1,5 mil. Para alcançar o objetivo, os voluntários ainda terão muito trabalho pela frente, já que cerca de 35% do que é plantado, se perde. Mas se depender da vontade de Márcio, dos voluntários e dos futuros adeptos que ele pretende conquistar, não será uma tarefa árdua.
Os interessados em participar do projeto como voluntários, devem enviar e-mail para projetoremoma@gmail.com ou acessar o blog deixando o contato na página http://www.projetoremoma.org/2008/11/contato.html A partir daí, o coordenador entrará em contato com os interessados passando dia e locais de ações do projeto.
Histórico
O Remoma existe desde 2002 e começou sem grandes pretensões com um grupo de jovens da igreja. A primeira ação do grupo foi a pintura do cruzeiro existente no alto do morro, que existe desde 1947, e foi construído em comemoração ao tricentenário da igreja matriz.
Em 2005, Marcos começou a construção do viveiro no pé do morro para poder aclimatar as mudas para o futuro reflorestamento. Logo depois, foi criado o grupo ecológico da matriz, que vem fazendo o trabalho com várias espécies.
Fonte: São Gonçalo Online
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