Capital do Pará tem apenas 15% da vegetação original, indica estudo

Uma pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi mostra que Belém, capital do Pará, já perdeu 85% de sua vegetação original. O estudo, que utilizou imagens de satélite, foi feito por Surama Munhoz, com orientação do pesquisador e biólogo Leandro Ferreira.
Qual foi a principal conclusão do estudo?
Que Belém não é a capital verde da Amazônia. A partir de imagens de alta resolução do satélite Iconos, concluímos que sobrou somente 15% da vegetação original em Belém. Dos fragmentos que restaram, vários são pequenos, estão muito degradados e são ameaçados pelo crescimento desordenado.
Qual é o impacto da redução da mata para a biodiversidade?
Quanto menores os fragmentos de vegetação, mais difícil é a sobrevivência da biodiversidade da região.
É possível avaliar em quanto tempo a vegetação desaparecerá, se nada for feito?
Se continuar nesse ritmo e se não houver intervenção do Estado, entre 10 e 15 anos a vegetação acabará. A maior ameaça é a ocupação desordenada. As pessoas não têm onde morar e invadem áreas importantes ecologicamente. Por isso, vamos encaminhar os resultados do estudo para as autoridades.
E como é possível preservar?
Uma das maneiras é criar parques e reservas nas áreas verdes. E melhorar a situação dos já existentes. O Parque Ambiental de Belém, por exemplo, não tem nenhuma estrutura, existe praticamente só no papel. O Parque Ambiental do Utinga ainda possui um anfiteatro, mas não tem trilhas interpretativas, que poderiam atrair escolas, nem quiosques para comprar alimentos.

Fonte: Jornal Estado de São Paulo

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