Ambiente ajuda a definir se espécie terá ou não sexo, diz estudo

Biólogos da Universidade de Toronto acreditam ter descoberto que o ambiente desempenha um papel fundamental para determinar se uma espécie usará reprodução sexuada ou não.
O estudo, liderado por Lutz Becks e Aneil Agrawal, descobriu que espécies que vivem em ambientes heterogêneos – caracterizados por concentrações variadas de membros da própria espécie, em meio a uma rica variedade de outros seres vivos – têm uma taxa mais elevada de reprodução sexuada que espécies de ambientes mais homogêneos.
Uma das questões clássicas da biologia evolutiva é determinar por que os organismos usam sexo para se reproduzir, diz Agrawal, por meio de nota.
“Qualquer que seja a força evolucionária que sustenta esse modo de reprodução em uma diversidade tão grande seres vivos deve ser um dos fatores mais potentes e importantes da biologia”, complementa.
A pesquisa sugere que a heterogeneidade do ambiente está entre esses fatores. “A reprodução sexuada ajuda a criar genótipos capazes de sobreviver em ambientes diversos”, prossegue.
Os pesquisadores realizaram o estudo usando rotíferos, pequenos organismos aquáticos capazes de reproduzir-se com ou sem sexo. No trabalho, populações de rotíferos puderam se desenvolver em ambientes homogêneos ou heterogêneos.
Em mais de 70 gerações, a tendência para reprodução sexual persistiu em taxas muito mais elevadas nos hábitats heterogêneos, e declinou rapidamente nos homogêneos.
Os resultados aparecem na edição desta semana da revista Nature.
Fonte: Jornal Estado de São Paulo
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