Profissionais da Fiocruz coletam animais silvestres para pesquisa de leishmaniose em Florianópolis

Desde domingo, profissionais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), entre cientistas, biólogos e veterinários estão em Florianópolis para coletar animais silvestres e descobrir a fonte de infecção dos mosquitos que passaram a leishmaniose para quatro cães entre julho e início de setembro no Canto dos Araçás, na Lagoa da Conceição, no Leste da Ilha de Santa Catarina.

A equipe, que também conta com o apoio da Secretaria de Saúde do Estado e de Florianópolis, montou dois laboratórios na região onde houve a contaminação. Os animais silvestres são capturados, identificados e as amostras de sangue e tecidos são coletados para verificar se há a infecção.

De acordo com o zoólogo Paulo D’Andrea do Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro, até o fim da tarde desta segunda-feira foram capturados nove bichos — número considerado alto pelos especialistas. Ele conta ainda que foram identificadas duas espécies de roedores e uma ou duas de cuíca.

— O nosso trabalho é descobrir a fonte de contaminação dos mosquitos, quantos e quais animais — explica o biólogo especialista em zoonoses.

Pelo menos 200 armadilhas foram montadas na floresta. Elas serão recolhidas na sexta-feira. As amostras de sangue serão encaminhadas para o RJ, onde passarão novamente por análise.

Os animais empalhados (taxidermizados) serão encaminhados para algum museu do país. Segundo Paulo, o prazo médio da conclusão do relatório após a coleta de material no campo é de um mês.

Fonte: Diário Catarinense

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