Corredor Ecológico no Vale do Paraíba recupera áreas degradadas

A região deve ganhar nos próximos dez anos um Corredor Ecológico que pretende recuperar 150 mil hectares de áreas na Mata Atlântica
Acredita-se que no início do século XX, o estado de São Paulo tinha 80% de seu território ocupado pela vegetação, porém o intenso processo de industrialização e os ciclos antropogênicos de café, cana e pastagem devastaram a maior parte do território. O estado conhecido como um grande centro econômico do Brasil, também possui altos índices de degradação ambiental, assim, em busca de reverter o quadro, a região do Vale do Paraíba, situada no leste do estado, deve ganhar nos próximos dez anos um Corredor Ecológico que pretende recuperar 150 mil hectares de áreas degradadas na Mata Atlântica, o que corresponde a 150 mil campos de futebol.
O termo Corredor Ecológico foi adotado pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), que institui os critérios sobre as Unidades de Conservação (UCs), estabelecida pela Lei no 9.985 de 18 de julho de 2000. A Lei conceitua UCs como um “espaço territorial e seus recursos ambientais, (…), com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção”.
A intenção é que o Corredor Ecológico, formado pelas Unidades de Conservação interligadas, possibilite a dispersão de espécies animais e vegetais, a recolonização de áreas devastadas e a ampliação de área de trabalho das populações da região contribuindo assim o desenvolvimento econômico.
O projeto, além de ajudar o produtor rural que se localiza próximo as áreas a serem reflorestadas, também o incentiva à ações sustentáveis por meio da conscientização. A lei defende a preservação da natureza e a define como “o manejo do uso humano da natureza, compreendendo a preservação, a manutenção, a utilização sustentável, a restauração e a recuperação do ambiente natural, para que possa produzir o maior benefício, em bases sustentáveis, às atuais gerações”.
Entretanto, o jornal Estadão, publicado dia 19 de setembro, disse que para atingir o objetivo de recuperação e desenvolvimento das áreas, um estudo sobre a região foi realizado envolvendo informações sobre malha viária, condições de drenagem do solo, forma de relevo e áreas urbanas. O professor da Unesp Silvio Simões, um dos coordenadores do projeto explica que “O plantio de árvores nativas deve considerar a disposição do corredor na paisagem e seus aspectos ambientais, sócio-institucionais e culturais. Caso contrário, temos como resultado florestas que não vingam”.
Fonte: Instituto Brasileiro de Florestas
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