Cidade superpovoada pode ter colaborado com imunidade de nossos ancestrais

A vida em cidades superpovoadas não soa como uma receita de saúde, mas pode ter ajudado nossos ancestrais a se protegerem de doenças.
Algumas pessoas carregam sequências genéticas que garantem imunidade à hanseníase e à tuberculose, e essa imunidade natural pode ter sido adquirida quando os seres humanos começaram a viver mais próximos uns dos outros, dizem o biólogo evolucionista Mark Thomas e o o paleobiólogo molecular Ian Barnes, respectivamente da University College London e da University of London, ambas na Inglaterra.
As más condições sanitárias significam abundante proliferação de doenças, mas a exposição aos causadores das enfermidades teriam levado, ao mesmo tempo, ao desenvolvimento da imunidade nas pessoas, o qual teria sido passada aos seus descendentes.
Para colocar essa ideia em prática, Thomas e colegas analisaram o DNA de pessoas que vivem em 12 regiões da Europa, Ásia e África. Para cada área, foram estudados os registros históricos e antropológicos na época em que os seres humanos deram início à convivência grupal.
Descobriu-se que quanto mais as cidades estavam desenvolvidas, mais seus habitantes apresentavam um gene da imunidade a alguma doença.
EVIDÊNCIAS EM GADO
Na tuberculose bovina, pensava-se que o gene ligado ao combate à doença era prevalente em gado domesticado –um tipo de tuberculose que pode ser transmitido para seres humanos. O estudo na Inglaterra, porém, detectou uma forte evidência entre a incidência da bactéria causadora e os efeitos da urbanização.
Segundo a pesquisa, é como se o gado domesticado tivesse tido um papel crucial no desenvolvimento da imunidade, diz Barnes. Já Thomas pensa que a resistência a outras doenças pode ter evoluído da mesma forma.
Fonte: NEW SCIENTIS
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