Meio ambiente na mente

A estação que celebra a beleza e o florescimento da natureza é um momento que, em especial, traz à tona a questão ecológica. A relação é direta. A necessidade da conscientização ambiental é assunto de importância mundial, mas cujas ações podem fazer parte do cotidiano de qualquer pessoa. Pensar global e agir local. Ambientalistas de vários segmentos reafirmam a urgência de mais educação e informação quanto ao assunto. A solução começa como uma iniciativa pessoal.

Para o físico, professor, e coordenador do movimento SOS Mangue, Rogério Câmara, a questão é simples. “Você escolhe ter a sua casa limpa ou suja. Não tem fórmula mágica. Qualidade de vida é o que todo mundo deveria almejar”, afirma. Para Rogério, entre os muitos problemas que afligem a natureza atualmente, as queimadas florestais são as mais urgentes. “Sem vegetação perdemos proteção contra o sol, o ar fica mais poluído, há mais poluição sonora e visual, e desperdício de energia. Uma tragédia”, diz.

Cuidados mais simples fazem parte do dia a dia, conforme Rogério. Pode-se começar pela economia de água e energia elétrica, como por exemplo, menos tempo no banho e moderação no uso de água; apagar as luzes quando desnecessário, e utilizar eletrodomésticos com parcimônia. “A água é o bem mais precioso dos dias atuais”, enfatiza. ´Quase tudo está envolvido com o cotidiano, como o monóxido de carbono emitido pelos carros, os objetos plásticos, e mesmo o óleo de fritura. São elementos que devem ser reajustados ao meio ambiente, de forma a não prejudicá-lo.

O biólogo Gilvan Cassiano há quatro anos desenvolve um trabalho que promove o reaproveitamento de resíduos de óleo e gordura de fritura. Esse ingrediente – nocivo dentro e fora do corpo – é transformado em sabão, beneficiando comunidades e o meio ambiente. Gilvan segue recolhendo o óleo inútil das residências e fazendo oficinas de reciclagem em escolas, entidades e interessados em geral. “São restos que sujam e prejudicam. É uma iniciativa que pode e deve se estender a vários segmentos”, afirma. Gilvan também alerta sobre a contaminação dos lençóis freáticos, causada pelos despojos dos esgotos clandestinos, o desmatamento de mangues, e demais resíduos indevidos – como a do óleo de cozinha. São cuidados que também levam ao tratamento do lixo, cuja seleta coletiva ainda não se tornou popular como deveria. “Separar materiais orgânicos e sintéticos é a base de tudo. A questão do plástico ainda é algo a ser muito debatido”, diz.

Apesar do problema real e urgente, os ambientalistas celebram o fato de que hoje em dia se fala e se discute mais o assunto do que antigamente. “Há muitas instituições que fazem campanhas de alcance global, que alertam sobre as mudanças climáticas e as consequencias para o mundo. O planeta Terra é a nossa casa, e devemos cuidar bem dela”, conclui o biólogo.

Fonte: Tribuna do Norte

Compartilhar no facebook
Compartilhar no google
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram

Pesquisar

Últimos posts

Arquivo de postagens

Siga o CRBio-04

Rolar para cima