Bióloga desenvolveu uma vacina para tratar uma das doenças mais comuns em mulheres

Mariana Diniz, 28 anos, é doutoranda na Universidade de São Paulo (USP) e está tendo deu nome destacado no cenário científico nacional pela criação de uma vacina que pode radicalizar o tratamento de uma das principais doenças femininas, o câncer de colo de útero.

Mariana foi a vencedora do prêmio nacional de jovens empreendedores no final do ano passado, promovido pelo banco Santander, e seu projeto acaba de ser selecionado para a disputa Ibero-americana.

A bolsa de R$ 50 mil que ganhou em novembro, usada para a continuidade das pesquisas, foi reconhecimento de um trabalho que teve iniciou em 2000.

Pesquisa

Os testes em animais conduzidos por Mariana mostraram que as doses estimulam o sistema imunológico, impedem o avanço do vírus (causador do câncer de colo de útero), e reduzem as lesões. Se os efeitos forem confirmados em pessoas, em um futuro próximo, o produto poderá coibir a alta mortalidade de mulheres pela doença, hoje a terceira causa de morte do sexo feminino entre 10 e 49 anos, como mostram os dados do Ministério da Saúde.

“Conseguimos (o plural é em referência ao professor e dois colegas que ajudam no trabalho) ainda a parceria de um laboratório que vai financiar os testes clínicos em humanos e também a produção em larga escala das doses”, diz Mariana. “Esta segunda etapa dos testes deve começar já neste semestre. É muito bom saber que um projeto desenhado há tanto tempo pode sair do papel e virar realidade.”

HPV

Em 2002, Mariana encontrou a possibilidade de pesquisar uma vacina contra o HPV, vírus sexualmente transmissível que, dizem as pesquisas, acometem 80% das mulheres em alguma fase da vida.

Democrática, a doença está em todas as classes sociais, mas na parte mais carente da população, descobriu Mariana em seus estudos, a evolução do problema tende a ser mais cruel.

Para aquelas que não têm acesso à saúde de qualidade e não fazem exames simples, como o papanicolau, o vírus pode evoluir para o câncer de colo de útero, ainda muito letal no País (segundo o Instituto Nacional do Câncer serão 18.430 novos casos só este ano).

Próximo passo

Após o encontro com o HPV, muitos avanços das pesquisas foram catalogados nas pranchetas, companheiras inseparáveis de Mariana. De estagiária do Instituto de Ciências Biomédicas da USP ela conseguiu passar direto da pós-graduação para o doutorado, sem o mestrado entre as duas fases como seria natural, de tão sólidos que foram seus achados.

Com os resultados em mãos e com o dinheiro conseguido com o prêmio Santander, Mariana criou uma empresa e conseguiu a parceria com o laboratório, a Farmacore, para avançar ainda mais na elaboração do produto. Para comprovar se a vacina será a saída para quem só vê o médico depois que as lesões provocadas pelo HPV estão em fase muito crítica, a bióloga e a empresa aguardam aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para começar a produação em escala e aplicá-la em humanos.

Fonte: IG

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