Filme retrata como Darwin criou ‘A Origem das Espécies’

O livro “A Origem das Espécies”, lançado em 1859 por Charles Darwin, foi sucesso imediato de vendas e um marco divisor na história da humanidade. Na época, a obra de Darwin foi acusada de “matar” Deus ao provar que o homem é fruto de uma evolução natural, e não de Adão, como prega a Bíblia. Durante boa parte de sua vida, o cientista seguiu os preceitos cristãos e quando morreu, em 1882, foi enterrado em uma cerimônia religiosa. É sobre essa dualidade: ciência versus religião, que fala o longa “Criação”, que estreia hoje.

O Darwin que se vê na tela é bem diferente do velhinho de longas barbas que ilustra os livros de história. Aqui, ele está em seu melhor momento, após retornar da expedição ao redor do mundo a bordo do navio H.M.S Beagle. Em sua casa de campo, a Down House, no interior da Inglaterra, faz diversos experimentos com pombos na tentativa de provar sua tese sobre a evolução, ao mesmo tempo em que cria seus dez filhos.

Se antes ele era muito religioso e frequentava missas, suas convicções vão, aos poucos, diminuindo conforme avança nas descobertas. A perda completa da fé acontece quando sua filha Anne Darwin morre, com apenas 10 anos. A menina era uma das preferidas de Charles por, logo cedo, mostrar interesse em ciência.

Além disso, pressionado pelo biólogo Thomas Huxley e o botânico Joseph Hooke, Darwin entra em conflito com sua mulher e prima, Emma Darwin (Jennifer Connelly), que ainda é extremamente religiosa.

O personagem descobre que modificações genéticas acontecem mais rápido quando são feitas entre parentes próximos. A consequência é que os descendentes poderão ter a saúde mais frágil. Ao saber disso, ele passa a acreditar que sua filha tenha herdado uma estranha doença sua, por ter se casado com uma prima. Apesar de não ficar claro do que a menina morre, tudo indica que ela tenha pegado uma pneumonia. Na história, o cientista sofria com alucinações e via a todo momento sua filha morta, como se fosse um espírito a lhe rondar.

Dirigido por Jon Amiel, o filme é baseado no livro “Annie”s Box”, do ambientalista Randal Keynes, tataraneto de Darwin. Na obra, o autor conta a relação do cientista com sua filha e como, após a morte dela, Charles criou coragem para desafiar a igreja e publicar “A Origem das Espécies”. No longa, Darwin é interpretado pelo inglês Paul Bettany, o mesmo que fez Silas, o albino, em “O Código da Vinci” (2006). Já o papel de sua filha é feito pela estreante Martha West.

As informações são do Jornal da Tarde.

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