Aranha “gigante” pode comer até lagartixa, dizem pesquisadores

Um benefício do acordo de paz entre Israel e Jordânia, assinado há 15 anos, foi a cooperação e o intercâmbio científico entre os países.

Entre os esforços de cooperação mais recentes está um estudo do Vale do Arava envolvendo biólogos da Universidade de Haifa e colegas da Jordânia.

“Ficamos muito felizes em finalmente poder ver que tipo de diversidade existe do outro lado da fronteira”, afirmou Uri Shanas, biólogo do campus de Oranim da universidade. Eles estão observando diferenças biológicas entre o lado israelense, com sua economia agricultora no estilo ocidental, e o gerenciamento nômade de terras no lado da Jordânia.

Porém, em seus estudos, os pesquisadores descobriram outra coisa: uma nova espécie de aranha do deserto.

A aranha, da espécie Cerbalus aravensis, foi coletada nas dunas de Samar, na fronteira jordaniana. A C. aravensis é grande para os padrões de aranhas –até 12,7cm– e vive num pequeno esconderijo na areia, reforçando as paredes com seda. A aranha cobre o esconderijo com um tipo de porta, feita de seda coberta por areia. “Isso disfarça totalmente a entrada”, disse Shanas.

Os cientistas ainda têm de aprender muito sobre os hábitos da aranha, embora se suponha que ela coma insetos e, devido ao tamanho, talvez até pequenas lagartixas. No entanto, Shanas afirmou que o tempo pode estar se esgotando, pois seu habitat está em perigo. As dunas estão sendo usadas para material de construção.

“Elas realmente estão sob grande ameaça”, disse ele. “Quase não resta nada”.

Fonte: New York Times

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