Espécies exóticas invasoras marinhas

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, lançou, nesta segunda-feira (21/12), no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a obra inédita Informe sobre as Espécies Exóticas Invasoras Marinhas no Brasil. Primeira de uma série de informes científicos sobre espécies exóticas invasoras no Brasil, a publicação pretende ampliar o conhecimento da sociedade sobre o tema e difundir informações atualizadas para professores e estudantes da área com intuito de prevenir, controlar e monitorar essas espécies que, frequentemente, se tornam pragas e geram grandes perdas para o País.

Durante o evento, o ministro Carlos Minc disse que a publicação vai facilitar e estimular a pesquisa científica, reconhecendo a importância do trabalho para que o Brasil não fique na dependência dos conhecimentos externos.

O ministro lembrou que o Brasil preside os países megadiversos e a obra, lançada, representa um dos esforços brasileiros para aprovação de um regime internacional de acesso e repartição de benefícios dos recursos da biodiversidade.

Ainda admitiu ser grande o desafio para que o Brasil cumpra a meta de reduzir em 10% a perda da biodiversidade, uma vez que as espécies exóticas invasoras no País são a segunda maior ameaça à biodiversidade depois da perda de hábitats. “Temos feito todos os esforços para preservar todas as formas de vida”, destacou.

Minc disse que o MMA trabalha para que o Congresso aprove no próximo ano a revisão da Lei de Acesso a Recursos Genéticos.

O trabalho de comunicação e mobilização vai prevenir a entrada e o aumento da espécies exóticas e invasoras marinhas com ações conjuntas que serão constantemente atualizadas.

As próximas edições que serão lançadas em 2010 tratarão das espécies invasoras nas águas continentais, nos ambientes terrestres, nos sistemas de produção e na saúde humana. Todos os informes foram realizados ao longo dos anos de 2004 e 2005 e são resultados dos inúmeros acordos ambientais internacionais de que o Brasil é signatário.

A obra sobre as espécies marinhas é composta por dois conjuntos de dados: o primeiro relaciona-se às espécies propriamente ditas, e o segundo reflete a estrutura existente no País para seu enfrentamento.

A publicação é resultado da parceria da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente com o Programa das Nações Unidades para o Desenvolvimento (PNUD), da Universidade Federal do Rio de Janeiro ( UFRJ), da Universidade de São Paulo (USP) e da Marinha do Brasil.

Fonte: Ascom MMA

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