Divulgado novo censo do CNPq sobre grupos de pesquisa no Brasil

Estudo mostra que dos pesquisadores cadastrados em 2008, 49% são mulheres e 51% homens, e que mais de 60% são doutores

O novo censo do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil foi realizado durante o ano de 2008 e acaba de ser divulgado. Reflete o cenário atualizado da ciência brasileira a partir das informações dos grupos de pesquisa cadastrados.

A distribuição geográfica, as linhas de pesquisa desenvolvidas, as produções científicas, tecnológicas e artísticas dos pesquisadores e estudantes são alguns dados que integram o mapeamento realizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT).

O Diretório dos Grupos de Pesquisa foi criado em 1993 pelo CNPq e suas informações são atualizadas permanentemente. Os dados sobre os recursos humanos que constituem os grupos, linhas de pesquisa, especialidades do conhecimento, setores de atividade, produção de C&T e padrões de interação dos grupos com o setor produtivo ficam armazenados.

A cada dois anos, um censo é realizado e toda a comunidade representada no Diretório é convocada a atualizar as informações dos grupos que são processadas e apresentadas à comunidade científica e ao público, proporcionando um abrangente panorama sobre a capacidade de pesquisa no Brasil.

Mais de 60% dos pesquisadores são doutores

Participaram do último censo 422 instituições, registrando 22.797 grupos de pesquisa compostos por mais de 104 mil pesquisadores, sendo 66.785 doutores. No comparativo com o censo de 2002 – ano em que o formulário tornou-se on-line, facilitando a comunicação e a coleta dos dados – o crescimento do número de grupos cadastrados foi de 50%. O número de pesquisadores cresceu 83% e o de doutores 94% no mesmo período.

Descentralização regional

O censo 2008 revela que todas as regiões cresceram numericamente, desde o primeiro censo, realizado em 1993. Em termos participativos, as regiões Norte e Nordeste foram as que registraram maior aumento percentual nos últimos 15 anos: 176% e 71%, respectivamente. Os dados mostram ainda que uma constante descentralização regional da pesquisa está ocorrendo. As regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste foram as que mais cresceram em 2008. Sua participação conjunta, em relação a 2006, passou de 26% para 28%.

Em 1993 a região Sudeste detinha 68,5% dos grupos de pesquisa registrados. Em 2008 esse percentual diminuiu para 48,8%. Contudo, o número total de grupos quase quadruplicou, passou de 3.015 para 11.120.

Linhas de pesquisa

Foram registradas 86.075 linhas de pesquisa, quase 10 mil a mais que no censo anterior. As três ciências com maior cadastramento foram as Engenharias e Ciências da Computação, com 15,3%, Ciências Humanas com 14,7% e Ciências Biológicas com 14%. As áreas de Medicina, Educação e Agronomia continuam sendo as três maiores em número de linhas de pesquisa.

Participação feminina

Dos pesquisadores cadastrados em 2008, 49% são mulheres e 51% homens. Quando a liderança dos grupos é analisada, a participação feminina cai para 45%. Apesar disso, os números indicam uma evolução da presença feminina na realização de pesquisas. Se o critério comparativo for apenas por não líderes, o percentual de mulheres supera o de homens, respectivamente 51% contra 49%. Em 1993, a cada 100 pesquisadores, apenas 39 eram mulheres.

As linhas de pesquisa em Fonoaudiologia, Enfermagem, Serviço Social e Nutrição são aqueles que reúnem o maior número de mulheres. Já a predominância masculina aparece em Engenharia (Mecânica, Elétrica, Naval e Oceânica e Aeroespacial) e Física. Odontologia, Medicina, Arqueologia, História e Biologia Geral são as áreas registram maior equivalência entre os dois sexos.

As informações completas de todos os censos já realizados, com séries históricas, súmulas estatísticas e buscas detalhadas podem ser acessadas em:
http://dgp.cnpq.br/censos/index.htm

Fonte: Jornal da Ciência

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