Cemig solta 214 mil peixes da espécie mais pescada em Minas

A Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig realizou, nos últimos quatro meses, a soltura de 214 mil alevinos de curimba, a espécie mais capturada por pescadores nos rios mineiros. Ao todo, foram soltos 295 mil alevinos nas bacias hidrográficas dos rios Grande, Paranaíba, Pardo e Jequitinhonha, totalizando 11,3 toneladas, com o objetivo de repovoar rios e reservatórios no âmbito do Programa Peixe Vivo, criado para preservar a ictiofauna nas bacias onde a Empresa tem usinas.

O trabalho de repovoamento realizado nas bacias dos rios Grande e Paranaíba também incluiu outras quatro espécies: pacu, piracanjuba, piapara e dourado. Entre março e junho deste ano, a Cemig promoveu a soltura de 174 mil alevinos, sendo 8,5 toneladas de biomassa. Os 59 peixamentos foram realizados em 41 municípios (21 no Triângulo Mineiro, 13 no Sul de Minas, seis no Campo das Vertentes e um em Goiás). Em todos os eventos, foram soltos espécimes de curimba, totalizando 150 mil.

A Estação Ambiental de Volta Grande, no Triângulo Mineiro, suspendeu os peixamentos em julho, quando a temperatura cai. No primeiro semestre, a estação promoveu a soltura de 114 mil alevinos (5,15 toneladas), sendo 98 mil de curimba. Cerca de 29% da produção (34,2 mil peixes) foi realizada em parceria com produtores rurais, que recebem ovas da Empresa e assistência técnica de especialistas do Instituto Estadual de Florestas (IEF). Em contrapartida, 50% dos peixes produzidos nos tanques das fazendas são utilizados nos peixamentos.

Na Estação Ambiental de Itutinga, no Sul de Minas, a curimba também foi o destaque na produção, com 51,5 mil alevinos. Itutinga produziu 60 mil peixes, com um total de 3,4 toneladas. Na estação de piscicultura de Machado Mineiro, em Ribeirão Vermelho, a Cemig produziu, em parceria com a Fundação de Apoio ao Ensino e Desenvolvimento Tecnológico (Fadetec) da Escola Agrotécnica Federal de Salinas, cerca de 64 mil espécimes de curimba (2 toneladas) soltos nos rios Pardo e Jequitinhonha, em cinco municípios do Vale do Jequitinhonha e três no Norte de Minas.

Segundo Carlos Frederico Guimarães, engenheiro ambiental da Gerência de Gestão da Fauna Aquática e Pesca do IEF, a curimba pode ser considerada o peixe mais significativo para a pesca profissional no Estado pela quantidade e valor comercial. “Existem peixes mais valorizados, como o dourado e o surubim. Mas pela quantidade média de captura no Estado, a curimba pode ser considerada a mais significativa”, informa. Já o presidente da Federação dos Pescadores de Minas Gerais, Valtin Rocha, garante que, hoje, a curimba é a espécie mais capturada no estado.

A bióloga da Cemig, Alessandra Martins Arruda, explica que o estágio de maturação da curimba começa logo no início do período de piracema, em outubro, e se estende até o final de fevereiro, o que favorece a reprodução em cativeiro. Segundo a bióloga, a maioria das espécies migradoras produzidas na estação tem um período reprodutivo mais restrito. “Além disso, a curimba é uma boa opção pela grande procura, por ser um peixe de carne magra e apreciado na culinária reJustificargional”, complementa.

Educação ambiental

A maior parte dos eventos para a soltura de peixes tem a participação de representantes das comunidades locais e estudantes. Durante os peixamentos, foi realizado um trabalho de educação ambiental com milhares de crianças e lideranças participantes sobre a importância de preservar a vida nos rios e sobre o papel de cada um nesse processo.

Segundo Alessandra, as pesquisas realizadas pela Cemig sobre a eficiência de peixamentos da Empresa também trarão dados importantes sobre os benefícios desse trabalho, informando a comunidade sobre a importância do repovoamento.

Fonte: News Peixe Vivo

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