Cemig faz soltura recorde de peixes no Pardo e no Jequitinhonha

Os Rios Jequitinhonha e Pardo, na região nordeste de Minas, receberam um volume recorde de peixes nos últimos meses, totalizando mais de 2,5 toneladas de massa. Só no Jequitinhonha, foram 1,5 toneladas, um número que supera em mais de quatro vezes o peixamento do ano anterior. Anteriormente, os peixes eram soltos apenas na bacia do Rio Pardo, mas, há dois anos, o repovoamento com espécies nativas acontece também no Jequitinhonha, onde a Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig opera a Usina Hidrelétrica Irapé.

Essa é uma iniciativa do Programa Peixe Vivo, criado para garantir a qualidade e preservação da vida aquática e das bacias hidrográficas onde a Cemig atua. Através de projetos, criação e expansão de ações, o Peixe Vivo favorece o desenvolvimento das comunidades que vivem diretamente desses recursos naturais.

Os peixamentos da safra 2008/2009 tiveram início em novembro do ano passado e se encerraram em abril, em Itamarandiba, no Vale do Jequitinhonha. As ações de soltura serão retomadas em meados do próximo semestre, quando as temperaturas voltarem a subir. Dentre as espécies destinadas ao repovoamento estão o piau, a piabanha e a curimba.

Os peixes soltos são produzidos em tanques da Estação de Piscicultura de Machado Mineiro, em Águas Vermelhas, no Norte de Minas, e na Escola Agrotécnica Federal de Salinas, parceira da Cemig na produção de alevinos desde 2004. “A própria comunidade cobra o peixamento nas localidades; não só as autoridades, mas até as crianças já estão se conscientizando com a preservação do meio ambiente”, explica Luciano Xavier dos Santos, zootecnista da Escola Agrotécnica e um dos coordenadores do projeto.

Luciano diz que os peixes são soltos com comprimentos entre 10 e 12 centímetros e com aproximadamente 30 gramas de peso. Esses peixes, denominados “peixes intermediários”, se adaptam mais fácil ao meio ambiente, tendo maior chance de sobrevivência. “Os peixes pequenos são muito vulneráveis a ações de predadores, além de terem dificuldade pela busca de alimentos; o peixe acima de 12 centímetros já estaria adaptado a um sistema de criação doméstico e demoraria um pouco mais a se inserir ao meio ambiente; portanto, os peixes intermediários estão mais aptos a enfrentarem as adversidades naturais”, detalha.

Fonte: News Peixe Vivo

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