Como evitar pragas urbanas

Por Joana Gontijo (joana.gontijo@uai.com.br)
Lugar Certo (Jornal Estado de Minas)

Prevenção ainda é a melhor forma de combater insetos e pragas em casa, principalmente durante o verão. Mas, quando nível de infestação é muito alto, opção é mesmo procurar empresas especializadas

A melhor forma de evitar os inconvenientes insetos que aparecem em casa, principalmente com o aumento das temperaturas durante o verão, continua sendo a prevenção. Com o clima quente, o ciclo de desenvolvimento e reprodução desses animais indesejáveis (primavera-verão-outono) continua favorável, já que o calor, aliado à maior umidade do ar e ao aumento da vegetação cria condições ideais para a reprodução. Então, aumentam os problemas com cupins, baratas, formigas, entre outros. Especialistas orientam que, em residências e estabelecimentos comerciais, é bom respeitar algumas medidas básicas para se prevenir, antes de utilizar inseticidas como única forma de combater essas pragas urbanas, quando o nível de infestação já for muito alto.

O comerciante Geraldo Maurício Diniz Vivas, de 40 anos, há seis meses começou a viver um transtorno com formigas e baratas em seu apartamento em BH. “As formigas saíam da rede elétrica e atacavam qualquer coisa que estivesse em cima da mesa, na cozinha, resquícios de comida. As baratas eram aquelas pequenas, apareciam nos armários, sala, área de serviço”. No início, Maurício tentou usar inseticidas de uso caseiro, e até vela de citronela, mas não adiantou. Quando o número de “visitantes” aumentou, o comerciante se viu obrigado a contratar uma empresa de dedetização. “Fiz uma pesquisa na Vigilância Sanitária para ver as empresas licenciadas, e escolhi uma por indicação, com certificação de qualidade. Eles foram super profissionais, o serviço custou R$ 160 e foi o suficiente para as baratas e formigas desaparecerem”, conta.

Os insetos chamados sinantrópicos são aqueles que se adaptaram às condições humanas e dependem do homem para viver, como explica o biólogo especialista em controle de pragas urbanas, Horácio Capistrano. “Eles precisam de três coisas: abrigo, água e alimento, tudo o que a gente oferece em casa, através dos restos, ou do esgoto, e locais úmidos”.

Segundo o biológo, o segredo para prevenir o aparecimento de insetos é manter a casa limpa e organizada. A Associação Mineira de Empresas Controladoras de Pragas (Minasprag) recomenda preservar os alimentos guardados em recipientes fechados, além da limpeza cuidadosa de locais onde possa ocorrer acúmulo de gordura e restos alimentares (fornos, armários, despensas, eletrodomésticos, coifas, sob pias), eliminação de resíduos de alimentos em pias, bancadas, eletrodomésticos e dentro de utensílios, conservação de armários e despensas fechados, estocagem correta de mercadorias e acondicionamento do lixo em sacos plásticos e dentro de latas fechadas e limpas, entre outras medidas.

Cuidados
Quando começa a infestação, Horácio orienta que há duas vertentes de controle. Existem produtos caseiros que têm ação repelente (como cravo da índia, folhas de louro, detergentes domésticos, citronela), mas é preciso cuidado com os ditos naturais, vendidos muitas vezes sem identificação, com alto grau de toxicidade. Mas, quando o nível de insetos fica muito alto, o jeito é procurar empresas especializadas.

O presidente da Minasprag, Geraldo Lúcio Ferreira, alerta que, em BH, apenas 30% das empresas são regularizadas, e o consumidor deve ficar atento com serviços feitos de forma autônoma, sendo co-responsável por possíveis danos. “É preciso que a empresa apresente, atualizado, o alvará expedido pela Vigilância Sanitária do município; forneça a relação dos produtos a serem utilizados, que devem ser registrados no Ministério da Saúde; os funcionários devem utilizar os equipamentos de segurança (luvas, máscaras, jalecos, botas). Também deve haver um responsável técnico efetivo, que pode ser biólogo, químico, agrônomo, médico veterinário, farmacêutico, engenheiro químico ou florestal”. Geraldo também orienta desconfiança em relação a valores tentadores e garantias prolongadas, além da opção por uma assistência técnica compartilhada, onde a empresa pratica medidas de controle e fornece ao contratante informações sobre medidas preventivas.

Fonte: Jornal Estado de Minas (08/03/2009) / Portal Uai (www.uai.com.br)

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