CURSO DE BOTÂNICA EM CAMPO

CURSO DE CAMPO – BOTÂNICA
Apresentação
www.ibiosfera.org.br

O Instituto IBiosfera realiza o III Curso teórico e prático sobre Identificação em campo das principais famílias botânicas da Mata Atlântica. O curso acontece nos dias 17 e 18 de janeiro de 2008 no Viveiro Maria Tereza, localizado na cidade de Juquitiba/SP.

O curso destina-se a estudantes de cursos técnicos em Meio Ambiente e cursos de Graduação em Biologia, Ecologia e de outras áreas afins, que estejam interessados em conhecer detalhes da rica biodiversidade encontrada na Mata Atlântica.

No curso o aluno terá a oportunidade de aprender a identificar e reconhecer o domínio Mata Atlântica, sua origem, fatores condicionantes, fisionomias, usos e riscos; identificar os diferentes estágios sucessionais da floresta quanto à fisionomia e composição de espécies e adquirir conhecimentos teórico-práticos na área de morfologia que sirvam de subsídios na atividade de identificação de plantas nativas através de caracteres vegetativos.

O domínio Mata Atlântica é caracterizado por um complexo de Biomas no qual é destacada a elevada biodiversidade vegetal. Devido ao alto grau de endemismo e risco de interferência antrópica, é classificada como um hot spot de megadiversidade, dentre as 23 áreas denominadas como tal no planeta. Considerando suas diferentes fisionomias florestais a Floresta Ombrófila Densa, ou Floresta Pluvial da Encosta Atlântica, é a formação que detém a maior riqueza de espécies.

Distribui-se ao longo das encostas úmidas da Serra do Mar. Atualmente, apenas 7% da área de ocorrência original desse domínio ainda existem (SOS Mata Atlântica, 2001), considerando todas as fisionomias florestais e os diferentes estádios sucessionais. Além disso, os principais remanescentes naturais da Mata Atlântica são encontrados em porções da Serra do Mar, principalmente no estado de São Paulo e Rio de Janeiro e em grandes áreas contínuas na região do Vale do Ribeira e Serra de Paranapiacaba do Estado. O conhecimento científico na área não atingiu níveis seguros para se determinar quais as implicações para a biodiversidade dessa fragmentação de seus remanescentes. Além disso, estima-se que há ainda muitas espécies por se descrever, antes que estas acabem sendo extintas “silenciosamente”. Por isso, o trabalho de preservação deve ser acompanhado por um esforço de coleta capaz de se determinar com clareza a riqueza de espécies em UCs e, principalmente, fora de unidades protegidas onde a pressão antrópica é ainda maior.

Assim, o reconhecimento de espécies da Flora Atlântica configura-se como uma necessidade na busca pela preservação, prestando subsídios importantes em atividades de licenciamento ambiental, manejo de espécies e recuperação de áreas degradadas, realizado por estudantes, técnicos ambientais, ambientalistas e pela comunidade científica em geral. Os ideais desse curso estão em sintonia com as atividades sócio-ambientais do Instituto IBiosfera, na medida em que possibilita oferecer aos seus associados, parceiros e seguidores um conjunto de informações específicas capazes de permitir o desenvolvimento de atividades de incremento de renda local, como coleta de sementes e produção de mudas, além de subsídios para a preservação ambiental, no reconhecimento de espécies e famílias botânicas e suas respectivas funções e ocorrências na floresta natural.

Carga horária: 16 horas

Os objetivos

1.Identificar e reconhecer o Domínio Mata Atlântica: Sua origem, fatores condicionantes, fisionomias, usos e riscos;
2. Transmitir conhecimentos teórico-práticos na área de morfologia que sirvam de subsídios na atividade de identificação de plantas nativas através de caracteres vegetativos;
3. Identificar os diferentes estádios sucessionais da floresta quanto a fisionomia e composição de espécies;

Através de diferentes metodologias de amostragem rápida de vegetação, os grupos, auxiliados por monitores, ficarão responsáveis pelas coletas em cinco ambientes diferentes. (borda de mata, clareira, mata ciliar, subosque de mata secundária, subosque de mata conservada). Após a etapa de campo, os grupos irão identificar, através de bibliografia, as plantas em nível de família, e se possível até nível de gênero.

Cronograma e Metodologia

O curso será ministrado em um final de semana no Recanto Maria Tereza, propriedade particular onde se localiza o Viveiro Maria Tereza. Abaixo, será apresentado preliminarmente o cronograma de atividade nessa data, assim como a descrição detalhada de cada atividade:

SÁBADO, 17 de Janeiro de 2009

Chegada
· 8:00 – Café da manhã e formação de grupos para as atividades práticas.
· 9:00 –Apresentação teórica: O domínio Mata Atlântica (Objetivo 1); Suas formas de vida (Objetivo 3); A diversidade morfológica em plantas e sua importância na taxonomia (Objetivo 2).
· 12:00 – 13:30 Almoço
· 14:00 – Atividade em grupo. Cada grupo, com o auxílio de um técnico, irá identificar algumas plantas coletadas previamente pelos técnicos utilizando as chaves de identificação e bibliografia pertinente. Nessa atividade os alunos poderão familiarizar-se com os caracteres morfológicos utilizados na taxonomia vegetal, assim como com as famílias mais freqüentes da Mata Atlântica, e mais especificamente, da região onde será realizada a saída de campo.
·Obs. De acordo com o seguimento do cronograma, as atividades do Domingo serão iniciadas no sábado.
· 20:00 – 22:00 – Jantar

DOMINGO, 18 de Janeiro de 2009

· 7:00 – 8:00 Café-da-manhã
· 8:00 Saída de campo. Os grupos, acompanhados pelos técnicos, irão percorrer algumas trilhas nas quais serão abordados diferentes aspectos do trabalho realizado em levantamentos de vegetação. Cada técnico irá trabalhar um assunto e irão revezar entre os grupos.
Nas trilhas será trabalhado: metodologias de levantamento de vegetação (parcela, ponto-quadrante e métodos de levantamento rápido); coleta e herborização do material coletado; florística, características fisionômicas e estruturais de áreas com diferentes graus de perturbação.
· 12:30 – 14:00 Almoço
· 14:30 – Continuação das atividades de campo, iniciadas na manhã.
· 16:30 – 18:00 Preparação para saída
· 18:00 – SAÍDA DO VIVEIRO MARIA TEREZA

Instrutores

Natalia Guerin: Bióloga, graduada pela Unesp de Rio Claro/SP, estagiária da Seção de Ecologia Florestal no Instituto Florestal em São Paulo, participando de execução de Planos de Manejo das Unidades de Conservaçãodo Estado de São Paulo. Mestranda pelo CRHEA- Centro de Recursos Hídrico e Ecologia Aplicada – USP.
Rodrigo Polisel: Estudante de Biologia – IB – USP, estagiário desde 2005 da Seção de Ecologia Florestal do Instituto Florestal de São Paulo, participando de atividades relacionadas a planos de manejo de UCs, identificação de espécies florestais nativas, florística e fitossociologia.
Rita de Cássia Sousa: Estudante de Biologia – Uninove, estagiário da Seção de Ecologia Florestal do Instituto Florestal de São Paulo. Atualmente trabalha no levantamento florístico dasespécies arbustivo-arbóreas do Parque Estadual do Jaraguá.

Preço e Forma de Pagamento

Até o dia 31 de dezembro: R$ 200,00Após está data: R$ 230,00

O que está incluso no valor do curso
· Hospedagem em quartos comunitários no Sitio sede do Viveiro Maria Tereza (link pra fotos).
· Mídia eletrônica com os conceitos teóricos do curso.
· Equipamentos para serem utilizados durante as práticas do curso.
· Refeições no local (quatro refeições completas)

Opcional:
· Transporte (Van sairá de São Paulo às 7hs do Sábado, confirmar com antecedência)
Preço: R$ 50,00

Sábado 17/01

Café da Manhã
Almoço
Jantar
Pães, frios, café, leite, chocolate e sucos.
Arroz; Feijão; Bife Grelhado; Escarola Refogada; Alface e Batata com ovos.
Pizza

Domingo 18/01

Café da Manhã
Almoço
Lanche (saída)
Pães, frios, café, leite, chocolate e sucos.
Arroz; Feijão; Carne assada; Couve Refogada; Pure de Batata; Berinjela picante e Agrião.
Pães, frios, café, leite, chocolate e sucos.

OBS: Caso alguém não se enquadre nesse perfil de alimentação, principalmente os vegetarianos, por favor, avisar com antecedência.

Fotos da sede do Curso:
http://picasaweb.google.com/willian.ibiosfera/ViveiroMariaTereza

Fotos e Vídeos do Curso realizado em 19 de Janeiro:
http://picasaweb.google.com/willian.ibiosfera/ICursoDeCampoEmBotNica
http://www.youtube.com/watch?v=m1oq_e9G2AY&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=70pIEs27ZaI&feature=related]

Como chegar

Solicite os mapas de como chegar em Juquitiba e no sitio.

Formas de pagamentos

O pagamento será aceito apenas através de depósito bancário, havendo a possibilidade de parcelamento, através de parcelas de iguais valores.

Dados para depósito

BANCO BRADESCOAGENCIA: 2269-1CONTA CORRENTE: 19925-7INSTITUTO IBIOSFERA – CONSERVAÇÃO & DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Enviar comprovante por e-mail ou para o fax: (11) 3031-6161 ramal 19

Inscrições / Contato
Carolina De Leon
E-mail: carolina@ibiosfera.org.br
Cel: (11) 8575-8288

Referencias Bibliográficas

Conde, M.M.S. & Pereira-Moura, V.L. 2004. Guia para identificação das principais famílias botânicas do sudeste brasileiro. Instituto de Biologia. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Roman”; mso-fareast-font-family: “Times New Roman”; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA”>
Franco, G.A.D.C. & Esteves, R. 2000. Chave dicotômica para identificação de espécies arbóreas do Parque Estadual da Cantareira – SP. (não publicada). Autorização de uso pelos autores. Joly, A.B. 2002. Botânica: introdução à taxonomia vegetal. Companhia Editora Nacional. 13º.
Lorenzi, H. 2002a. Árvores Brasileiras: Manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil. 2 ed. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP. Vol. 1.
Lorenzi, H. 2002b. Árvores Brasileiras: Manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil. 2 ed. Instituto Plantarum. Nova Odessa, SP. Vol. 2.
Rizzini, C.T. 1978. Árvores e madeiras úteis do Brasil: Manual de dendrologia Brasileira. Ed. Edgard Blücher. 2º ed. São Paulo.
Rossi, L. 1994. A flora arbórea-arbustiva da Mata da Reserva da Cidade Universitária “Armando de Salles Oliveira” (São Paulo, Brasil). Boletim do Instituto de Botânica 9:1-105. Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2005. Botânica sistemática: guia ilustrado para identificação das famílias de Angiospermas da flora brasileira. Instituto Plantarum, Nova Odessa.
Vidal, W.N. & Vidal, M.R.R. 2003. Botânica: Organografia – Quadros sinóticos ilustrados de Fanerógamas. Ed. UFV. 4º edição. Viçosa.
Wanderley, M.G.L.; Shepherd, G.J.; Giulietti & Melhem, T.S. 2003. Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo. Vol. 1,3,4. FAPESP. Rima. São Paulo.

Carolina De LeonInstituto iBiosfera- Conservação e Desenvolvimento Sustentável
www.ibiosfera.org.br
11-8575-8288

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