Uma brasileira estudando os mistérios do cérebro

RIO – Elisa Dias formou-se em Biologia e foi contratada há 10 anos pelo Instituto Nathan Kline de Pesquisa Psiquiátrica, nos EUA. Trabalhando no Laboratório de Neurofisiologia Cognitiva, conheceu um pesquisador de lá e acabou se casando com ele.

Fazer upload de informações, gravando-as no cérebro, é algo que pode ser conseguido nos próximos anos?
Não existe nem estimativa de quando isso será possível. Algo como o que se viu no filme “Matrix” só mesmo no mundo da ficção científica.

O que existe hoje de mais avançado nessas pesquisas?
Há várias frentes de pesquisa em andamento. Em uma delas, são feitas experiências com chips fotossensíveis. Os pacientes têm eletrodos inseridos no cérebro na região que recebe os estímulos visuais. O fotossensor capta a informação visual, que é transmitida para o cérebro, fazendo com que a pessoa tenha um começo de uma percepção de forma. Mas ainda é algo rudimentar, que se encontra em estágios iniciais de pesquisa – nada que já se possa adquirir numa farmácia.

Existe algum risco em conduzir essas pesquisas?
Esses experimentos são muito invasivos. É preciso abrir o cérebro, que é superprotegido, para inserir pontas de metal. Ok, é tudo esterilizado, mas o risco é alto, pois o sistema nervoso não se regenera. Ou seja, se estragar alguma coisa lá dentro, é dano permanente.

Então quem é que se submete a essas experiências?
Experiências com cérebro vivo só são feitas com pessoas que estão em situação crítica ou dispostas a se arriscar. Esses testes são mais aplicados em pacientes locked-in, ou seja, trancados dentro de si mesmos em decorrência de um derrame ou de outra situação grave.

Como se dá o progresso dessas pesquisas?

Em geral, a evolução do conhecimento nessa área se dá de forma gradual e linear. Mas de vez em quando acontecem uns saltos inesperados. É por isso que é tão difícil fazer estimativas de quando algo se tornará realidade.

Que tipo de pesquisa você tem feito no instituto?
Temos feito muitos estudos comparativos entre cérebros de pessoas normais e de pacientes de esquizofrenia. Já identificamos várias diferenças que se repetem ao longo dos casos. Usamos ressonância magnética anatômica, acompanhando os prótons das moléculas de água do corpo. Já na ressonância magnética funcional, medimos a circulação do sangue nas regiões do cérebro.

Fonte: O Globo

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