Mineiradoras são punidas por danos ao meio ambiente

Aproximadamente 50 hectares do Parque Nacional Serra da Canastra, localizado no Centro-Oeste de Minas Gerais, foram destruídos por mineradoras que atuam ilegalmente na extração de quartzito – tipo de rocha utilizada em larga escala pela construção civil. A ilegalidade, denunciada pelos responsáveis pelo parque, resultou na Operação Quebra Pedra, que foi liderada pelo Instituto Chico Mendes, órgão do governo federal, em ação conjunta com as polícias Federal e Ambiental de Minas Gerais e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBMA).

A operação, que começou no dia 8, autuou, quarta-feira, quatro mineradoras, que estão proibidas de continuar as atividades. “O embargo se deve ao fato de que as empresas, além de extraírem o material ilegalmente, descumpriram o termo de ajustamento de conduta firmado com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade”, explicou o chefe do Parque Nacional Serra da Canastra, Joaquim Maia Neto. Ele acrescentou que há muitos anos são detectados o crescimento da extração e a ilegalidade. “Das nove empresas que atuavam, cinco já tiveram o TAC suspenso e, hoje (quarta), essas quatro foram autuadas. Elas jogavam rejeitos nos rios e atuavam em áreas não autorizadas.”

Durante a operação, que continua na região, os 30 agentes tiveram de demolir vários barracões, que serviam de abrigo a garimpeiros, e depósitos de ferramentas e de pedras. Apreenderam ainda caminhões e obstruíram várias estradas construídas para dar passagem aos veículos que transportavam o produto.

Fonte: Estado de Minas

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