Líderes ibero-americanos assinam declaração sobre emissão de gases estufa

As autoridades do Meio Ambiente da região ibero-americana aprovaram na terça-feira, 30 de setembro, em Assunção, no Paraguai, uma declaração na qual emitem “uma clara mensagem” à próxima Cúpula Ibero-Americana de chefes de Estado sobre a urgência de reverter as emissões de gases do efeito estufa. A “Declaração de Assunção”, aprovada no último dia do 8º Fórum Ibero-americano de Ministros do Meio Ambiente, realizado na capital paraguaia, será levada à Cúpula Ibero-Americana de chefes de Estado e de Governo, que acontecerá no final de outubro em El Salvador.

O vice-ministro do Meio Ambiente e Recursos Naturais de El Salvador, Roberto Escalante, cujo país exerce a Presidência desse fórum, disse à Agência Efe que o documento tem “uma clara mensagem sobre a urgência de agir para tentar diminuir as emissões de gases do efeito estufa”. Nesse sentido, os participantes do fórum reiteraram que se deve alcançar a meta estabelecida de reduzir em 20% as emissões de gases até 2020 e em 50% para 2050.

“Não agir é o custo mais caro que pode haver. Agora, o problema realmente escapa de nossas mãos”, afirmou Escalante, que durante o encontro também apresentou um projeto de reciclagem impulsionado por seu país. “Estamos esperançosos de que vamos encontrar uma solução a tempo”, acrescentou. Ricardo Sánchez, diretor para a América Latina e o Caribe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), também advertiu da necessidade de se “trabalhar urgentemente em medidas apropriadas para a adaptação da mudança climática aos fortes impactos que isto está causando na região”.

O fórum reuniu representantes de Brasil, Andorra, Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Paraguai, Panamá, Portugal, República Dominicana e Uruguai. Os debates giraram em torno de temas como “qualidade ambiental, recursos hídricos, diversidade biológica, mudança climática e biocombustíveis”.

A “Declaração de Assunção” também destaca como uma iniciativa muito positiva a criação, na Espanha, do Escritório do Fundo de Cooperação para Água e Saneamento, para oferecer assistência técnica e financeira aos países da região. Nesse sentido, a ministra do Meio Ambiente, Meio Rural e Marinho da Espanha, Elena Espinosa, disse à Efe que esse fundo terá um total de US$ 1,5 milhão. Espinosa disse ainda que os participantes do encontro também expressaram a necessidade de “começar a educar as crianças e os jovens e explicar-lhes o que significa lutar contra espécies exóticas invasoras para proteger os recursos naturais”. Ela considerou que esse segmento da população deve pensar “em todo o tema de resíduos, sejam perigosos ou não”.
“Que aprendam a reciclar para iniciar desde muito jovem um comportamento para que, quando forem adultos, nos ajudem em determinados hábitos de vida para lutar contra a mudança climática”, disse.

Por outro lado, Espinosa explicou que conversaram sobre a necessidade de impulsionar mais estudos para determinar os mecanismos adequados para combinar a produção de biocombustíveis com a conservação do meio ambiente. Os participantes do encontro destacaram a possibilidade de solicitar à Cúpula Ibero-Americana de chefes de Estado e de Governo a realização bienal do fórum, que, segundo uma proposta inicial, poderia acontecer em 2009, em Portugal.

Fonte: Ambientebrasil

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