Cientistas aliviados com novas aprovações da CTNBio

Leila Oda, pesquisadora da Fiocruz, presidente da ANBIO (Associação Nacional de Biossegurança) e do Grupo Internacional de Biossegurança, comemorou as aprovações pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) de quatro novos organismos geneticamente modificados no país. Para ela, é “um alívio” para a comunidade acadêmica ver que finalmente, as aprovações da CTNBio começaram a transcorrer de forma pacífica e o que tem prevalecido são o debate técnico de qualidade e as decisões científicas, “como sempre deveria ter sido”.

A pesquisadora observa que nunca entendeu os motivos para a discussão sem-fim dos opositores da biotecnologia que questionavam os procedimentos científicos para avaliação de segurança adotados pela Comissão sem apresentar outras soluções efetivas para garantir o suprimento de alimentos, medicamentos e insumos de forma tão segura.

“Para isso, a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) endossa o critério de equivalência substancial pelo qual avalia a segurança dos produtos transgênicos para consumo humano e animal comparando-os aos seus equivalentes convencionais”, afirmou. “A conclusão é de que não há diferença entre os produtos aprovados e seus pares, exceto a característica do gene inserido (resistência a insetos, tolerância a herbicidas, etc.). Além disso, a experiência internacional tem demonstrado há mais de 10 anos que esses produtos reduzem o uso de defensivos agrícolas”, destacou a presidente da ANBio.

Os organismos geneticamente modificados aprovados nesta quinta-feira, dia 18, foram: o milho NK603, algodão RR e o milho GA21, todos tolerantes ao herbicida glifosato e a vacina contra circovirose suína.

Fonte: ANBio – Associação Nacional de Biossegurança

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