domingo, 28 de julho de 2013

União Europeia proíbe completamente comercialização de cosméticos desenvolvidos com testes em animais



Desde o dia 11 de julho, entrou em vigor na União Europeia a proibição completa da comercialização de produtos cosméticos desenvolvidos a partir de testes em animais, mesmo que tenham sido fabricados fora do bloco. Testes desse tipo já são proibidos na UE desde 2009, mas, com a nova legislação, busca-se, ainda que de forma indireta, fazer com que seus parceiros comerciais sigam o mesmo caminho. Ativistas tratam a medida europeia como um marco, mas dizem que o objetivo principal ainda não foi alcançado: o banimento global desse tipo de experimento.

Representantes de ONGs dos direitos dos animais reclamam que a lei ainda tem muitas lacunas e que a proibição se aplica apenas ao campo dos cosméticos. Quando um ingrediente é utilizado em outros produtos, como de limpeza, por exemplo, ele muda de categoria para substância química. "A indústria de cosméticos ainda pode utilizar o ingrediente, já que claramente ele não foi testado em animais para fins puramente cosméticos", afirma Irmela Ruhdel, da Associação Alemã do Bem-Estar Animal.

Segundo reportagem da Agência Deutsche Welle, a lei apresenta uma série de exceções. Os testes em animais podem ser realizados caso sejam aprovados pela Comissão Europeia, quando, por exemplo, há um ingrediente importante que não pode ser substituído e haja a preocupação que ele possa ser prejudicial. Isso se aplica principalmente a substâncias que possam causar câncer ou esterilidade.

A proibição de testes em animais para a indústria de cosméticos ainda é pouco, lamenta Silke Bitz, bióloga e porta-voz da ONG Médicos Contra Experimentos em Animais. "Nosso principal objetivo é o fim de todos os experimentos com animais".

Anualmente, cerca de 12 milhões de animais são utilizados para fins científicos apenas na União Europeia, de acordo com a Agência. No entanto, nos últimos anos, a participação da indústria dos cosméticos foi relativamente baixa: cerca de dois mil animais por ano (0,02%).

Fonte: AMDA
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