segunda-feira, 8 de abril de 2013

WWF aponta sete pecados ambientais da construção de Belo Monte



A organização não governamental Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês) divulgou este mês o relatório Seven Sins of Dam Building (em português, Sete pecados na Construção de Barragens), que traz estudo de casos de construção de barragens. Entre as nove avaliadas está Belo Monte que, na visão da WWF, viola critérios fundamentais de sustentabilidade. Belo Monte será a segunda maior hidrelétrica do Brasil.

O relatório aponta que a usina está "caindo na má economia", pecado número 4 da lista, por sobrevalorizar os aspectos econômicos, enquanto negligencia seus impactos sociais e ambientais. Além disso, para a WWF, Belo Monte está sendo construída no rio errado (pecado 1), negligenciando a biodiversidade (pecado 3), gerenciando mal os riscos e impactos que provoca (pecado 6) e caiu na tentação de construir (pecado 7), ou seja, não avaliou corretamente custos e necessidade da obra.

O estudo de caso de Belo Monte ressalta o desvio que a usina produzirá no Rio Xingu e aponta que o fluxo residual do rio terá de ser suficiente para sustentar as necessidades do ecossistema e as atividades de subsistência das comunidades indígenas e ribeirinhas. De acordo com reportagem do portal O Eco, aproximadamente 20 mil pessoas serão afetadas pela barragem, que deve produzir menos energia do que o divulgado no início pelo governo federal.

Além de Belo Monte, o relatório avaliou também os projetos Coosa (EUA), Kaunertal (Áustria), Pequenas hidrelétricas na Romênia, Moraca HPP (Montenegro), Cide HEPP (Turquia), Bogunchanskaya (Rússia), Xayaburi (Laos) e Gibe III (Etiópia).

Para a WWF, os erros cometidos são evitáveis e não existem desculpas para as violações cometidas nos nove projetos avaliados.

Fonte: WWF
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