segunda-feira, 4 de março de 2013

Brasil recebe ararinhas-azuis para tentativa de reprodução em cativeiro



O Brasil vai receber duas ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) da Alemanha para tentar a reprodução da espécie em cativeiro. O animal, nativo do Brasil, não é encontrado na natureza desde 2000 e atualmente há apenas 79 ararinhas-azuis no mundo, a maioria em cativeiro fora do país. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), somente quatro aves compõem a população reprodutiva brasileira.

Camile Lugarini, coordenadora do Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação da Ararinha-Azul, explica que o objetivo "é ter indivíduos suficientes em cativeiro para efetuar a reintrodução em seu habitat natural daqui a alguns anos".

As duas fêmeas que chegarão ao Brasil passarão por um período de quarentena, quando ficarão sob observação e serão submetidas a exames de saúde. Após esse período, as ararinhas serão enviadas a um criadouro em São Paulo credenciado pelo governo brasileiro. A ideia é que seja feita a reprodução com machos de outras linhagens. "Temos quatro indivíduos dessa espécie no Brasil que estavam em um zoológico e há quase um ano estão em um criadouro. Há mais um animal em outro criadouro, que é a ararinha mais velha que se tem notícia, com mais de 30 anos", relata Camile.

Segundo o ICMBio, a primeira experiência de reintrodução das ararinhas na natureza, desde que haja condições (com o aumento da população em cativeiro), está prevista para ocorrer até 2017. Caso os esforços de reprodução sejam bem sucedidos, as aves devem ser reintroduzidas em seu habitat.

Além das duas ararinhas que estão sendo trazidas ao Brasil, outras cinco aves da espécie - quatro que estão na Espanha e um macho que está na Alemanha - devem ser trazidas ao país nos próximos meses, conforme relata Camile.

Fonte: ICMBio
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