segunda-feira, 25 de março de 2013

Área de florestas recuperadas no país diminuirá 58% caso formato do novo Código Florestal seja mantido



Caso o formato do novo Código Florestal brasileiro seja mantido, a área de florestas a ser recomposta em todo o território cairá 58%. A estimativa, desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), aponta ainda que Minas Gerais será um dos Estados mais prejudicados com a nova lei ambiental.

Apenas o bioma Cerrado, com a expansão da soja, poderá ter 40 milhões de hectares desmatados legalmente por possuir a maior extensão de propriedades com ativo florestal, isto é, áreas passíveis de desmatamento. Outro bioma ameaçado é a Caatinga, com cerca de 26 milhões de hectares (Mha) de ativo florestal.

A área de passivo ambiental, quando há obrigação de recompor a vegetação nativa, segundo o estudo, cairá de cerca de 50 Mha para 21 Mha. Junto com Minas, os Estados mais prejudicados serão Mato Grosso, Pará e Bahia.

Para Britaldo Silveira Soares-Filho, do Centro de Sensoriamento Remoto da UFMG, "é preciso planejar melhor a produção agrícola em áreas já ocupadas e aumentar a produtividade de modo que não seja necessário abrir novas áreas".

Mesmo com a grande redução de áreas a serem recompostas, o estudo prevê a possibilidade de que mecanismos criados pelo novo Código, como a Cota de Reserva Ambiental (CRA), efetivamente viabilizem parte da recomposição. Pelas projeções, seria possível reduzir em até 55% o passivo ambiental em reservas legais, o que equivaleria a pouco mais de 16 Mha.

Fonte: UFMG
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