quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Pós-graduação IEPG



O IEPG – Instituto de Especialização e Pós-Graduação, em parceria com as Faculdades Oswaldo Cruz, está com as inscrições abertas para seus cursos de pós-graduação.

Alguns são de interesse dos Biólogos: Análises Clínicas e Toxicológicas- Atenção Diagnóstica (início dia 09 de novembro); Microbiologia (início dia 16 de novembro); Biotecnologia em Biocombustíveis, Meio Ambiente, Agronegócios, Alimentos e Biofármacos (início dia 30 de novembro).

As aulas serão realizadas em Goiânia/GO (Av. T63 Qd. 583 Lt.02 Nova Suíça).

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3ª Sabio IFGoiano



Os alunos do curso de Biologia do IFGoiano - Câmpus Rio Verde realizarão, entre os dias 19 e 25 de novembro, a 3ª Semana Acadêmica de Biologia (3ª Sabio).

Este ano o tema será "Educação, Preservação e Sustentabilidade".

As inscrições devem ser feitas até o dia 19 de novembro.

O evento tem o apoio do CRBio04.

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Curso de Especialização em Planejamento e Gerenciamento de Recursos Hídricos



O curso de Especialização em Planejamento e Gerenciamento de Recursos Hídricos (CEPG-RH) da Escola de Engenharia Civil, da UFG, está com as inscrições abertas.

As aulas acontecerão na cidade de Goiânia (GO), no período de 11 de março de 2013 a 11 de agosto de 2014, às segundas e terças-feiras das 19h às 22h e quartas-feiras das 19h as 21h30.

O curso é voltado para profissionais que atuam ou que desejam atuar em instituições de planejamento e gestão de recursos hídricos, companhias de saneamento, agências de regulação, secretarias estaduais e municipais de meio ambiente, como membros de comitês de bacias hidrográficas, representantes públicos municipais, estaduais e federais, representantes de empresas privadas, companhias de energia elétrica e do setor de transporte aquaviário.

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XI Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste – XI SRHN



A Associação Brasileira de Recursos Hídricos – ABRH, Regional da Paraíba, em parceria com universidades públicas e privadas, órgãos de governo e empresas privadas, promoverão o XI Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste – XI SRHN, entre os dias 27 e 30 de novembro de 2012, em João Pessoa (PB).

A ABRH é uma entidade que tem por finalidade congregar pessoas físicas e jurídicas ligadas ao planejamento e à gestão dos recursos hídricos no Brasil. 

O tema do Simpósio, “Mudanças Climáticas e Prevenção de Riscos Hidrometeorológicos”, foi escolhido considerando a sua relevância frente aos últimos eventos ocorridos em alguns estados do Nordeste e também em outras regiões no Brasil.

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III Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental



Tema Central
Gestão Ambiental nos Biomas Brasileiros

Data
19 a 22 de novembro/2012

Local
Goiânia/GO

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Código Florestal após mudanças do Congresso



Veja como ficou a MP do Código Florestal após as mudanças do Congresso:



Pesquisadores 'instalam' GPS em tubarões em programa de preservação



Pesquisadores da Universidade de Miami, no estado americano da Flórida, fizeram um estudo para descobrir como o ecoturismo afeta o comportamento dos tubarões. Há um debate entre os especialistas em conservação sobre se as empresas que oferecem pacotes de mergulho para observação de tubarões podem estar prejudicando esses animais.

O estudo usou um dispositivo de rastreamento por satélite, instalado nas barbatanas de tubarões que habitam áreas de mergulho. Uma das áreas pesquisadas é a Tiger Beach, nas Bahamas, onde turistas interessados em tubarões - amados e temidos por tantos - podem chegar perto dos animais.

Para efeito de comparação, os pesquisadores instalaram o GPS em tubarões da Tiger Beach, que têm contato constante com seres humanos, e também na Flórida, onde não existe esse contato.

"Isso requer uma coordenação tremenda e confiança entre a equipe para que seja mantida a segurança dos homens e dos tubarões", disse Neil Hammerschlag, um dos ambientalistas envolvidos no estudo. "A coisa mais importante é instalar o dispositivo no tubarão e, depois, que ele nade feliz e saudável."

Os pesquisadores acreditavam que os movimentos dos tubarões de Tiger Beach seriam restritos por eles serem atraídos "artificialmente" a áreas pequenas de ecoturismo com iscas. No entanto, eles ficaram surpresos ao saber que os animais ocupavam uma área de cerca de 8.500 quilômetros quadrados, cinco vezes maior do que a ocupada pelos tubarões da Flórida pesquisados.

Os pesquisadores também descobriram novas informações sobre os tubarões: "Nós descobrimos que os tubarões-tigre fazem migrações de longa distância, até então desconhecidas, de até 3.500 quilômetros no Oceano Atlântico aberto", disse Hammerschlag, que sugere que os tubarões estejam nadando nas águas ricas da Corrente do Golfo em busca de alimentos.

"Embora os mergulhadores usem artifícios para atrair tubarões, nossos resultados sugerem que isso não afeta seus movimentos em grande escala e no longo prazo", disse Hammerschlag, concluindo que o ecoturismo com tubarões na região pesquisada traz benefícios e deve ser incentivado.

Fonte: Folha Online

XXXVI Congresso Paulista de Fitopatologia



O XXXVI Congresso Paulista de Fitopatologia será realizado entre 19 e 21 de Fevereiro de 2013, em São Paulo, SP. O evento é uma promoção da Associação Paulista de Fitopatologia – APF e do Instituto Biológico.

A APF com o apoio das Instituições de Pesquisa e Universidades do Estado de São Paulo promovem esse congresso anualmente e tem por objetivo reunir, além dos fitopatologistas das áreas de ensino e pesquisa, técnicos da extensão rural, estudantes de graduação e pós- graduação, bem como empresas de vários segmentos da cadeia produtiva, ligadas à área de doenças de plantas.

Terão descontos as inscrições feitas até o dia 31 de dezembro de 2012.

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Uma nova visão das Caatingas do São Francisco



Flora das Caatingas do Rio São Francisco tem edições em português e em inglês. Terá lançamento no Jardim Botânico, do Rio de Janeiro, dia 10 de novembro de 2012.

Esqueça as imagens clássicas da Caatinga com a terra rachada, a paisagem marrom, seca, e com uma caveira de gado para compor o cenário. Essas fotos registram uma visão repetida até a exaustão nos noticiários em épocas de seca e nos teledramas regionais. É um recorte. O único bioma exclusivamente brasileiro é maior e mais atraente. Possui cores e diversidade, desafios e soluções, como retrata o livro Flora das Caatingas do Rio São Francisco – História natural e conservação.

O trabalho tomou 4 anos e foi organizado pelo professor José Alves de Siqueira. Ele apresenta 1.031 registros de espécies de plantas e comprova, com rigor científico, a riqueza da flora da Caatinga. Ou melhor, das Caatingas, como prefere o titular do Centro de Referência em Recuperação de Áreas Degradadas (Crad) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).  “Queremos quebrar um mito que, em algum momento, se formou. Diferentemente das reportagens sensacionais, somos diversos e heterogêneos e isso é bom”, avisa o autor.

José Alves liderou o trabalho, mas teve companhia. Ele divide a autoria com mais 99 pesquisadores e 39 instituições, além da Univasf. O prefácio é do professor Marcelo Tabarelli, coordenador da área de biodiversidade da Capes, além de autor de Ecologia e conservação da Caatinga. O capítulo sobre cactos tem a participação de Nigel Paul Taylor, estudioso do Royal Botanic Gardens, com trabalhos em ecossistemas áridos em diferentes recantos das Américas.

Os autores rodaram 340 mil quilômetros em 212 expedições para escrever as suas 515 páginas. O livro é um profundo trabalho sobre a flora da Caatinga, mas vai além e propõe estratégias para conservação do bioma, faz um estudo detalhado das plantas aquáticas do semiárido mais populoso do mundo e produz um modelo analítico sobre a distribuição de árvores nativas. Dedica um capítulo inteiro aos cactos (dos quais 90% estão ameaçados), revisa o que já foi escrito sobre as sementes da biota e alerta sobre a ameaça de invasão biológica que a região enfrenta, diz Siqueira.

A professora Dilosa Carvalho de Alencar Barbosa afirma que o livro acaba com um hiato de publicações científicas a respeito da fisiologia das plantas da Caatinga. “Mário Guimarães Ferri, da USP, publicou, em 1955. Depois, em 1981, eu também publiquei um trabalho científico”, lembra Diloso. “Até agora, nenhuma outra publicação voltou a tratar a flora da Caatinga”. Ela é uma das 4 autoras do capítulo sobre sementes.

O trabalho surgiu como subproduto da transposição do Rio São Francisco, uma vez que o Crad assumiu um dos 38 programas ambientais exigidos pelo Ibama para a execução da obra. Professores e alunos do Crad se depararam com uma obra de engenharia que se estende por 700 quilômetros, em 2 canais cimentados, 29 reservatórios, estações de bombeamento e pequenas usinas. “Uma obra colossal”, sintetiza Siqueira. Ele coordenou e executou o programa de conservação da flora com a coleta de plantas (vivas e mortas) e sementes, além do monitoramento da da flora sob impacto da obra. “Com olhos de biólogo da conservação, posso afirmar que, muito do que vi, foi chocante”, diz.

Siqueira compara a abertura dos canais que levarão as águas do Velho Chico para os rios da Paraíba e do Ceará com feridas no ecossistema feitas por tratores e escavadeiras. O corte exposto dos canais abre espaço para organismos oportunistas. No obra, verificou-se 62 espécies de plantas exóticas, 6 destas invasoras, e 3 espécies vistas pela primeira vez no país: Azolla pinnata R, Physalis pruinosa L e Enneapogon cenchroides. Siqueira e o pesquisador Juliano Fabricante classificam a invasão biológica como a segunda maior ameaça à biodiversidade, perdendo só para a destruição de habitats provocada pelo homem. 

O capítulo Flora das Caatingas do Rio São Francisco desmente afirmações que o bioma abriga poucas espécies exclusivas (endemismos). Além disso, revela espécies raras, sensíveis às mudanças climáticas e já trata do desafio que está posto para a conservação. “É o coração do livro. Apresentamos estratégias de conservação, diagnóstico das espécies e interpretação dos dados coletados”, resume Siqueira. Entre aspectos que surpreendem está o capítulo dedicado às plantas aquáticas. “Que só ocorrem nas lagoas temporárias da Caatinga”, diz . Os 6 autores identificaram 191 espécies de aquáticas em região semiárida, famosa pelos cactos. As cactáceas tem seu próprio espaço dentro do livro. Identificaram-se 108 espécies, boa parte exclusiva do bioma.

A conservação da biota e restauração de áreas afetadas pela ação do homem é outro tópico. Siqueira conta que foram selecionadas 17 espécies de árvores e feito um estudo sobre suas preferências de tipo de solo, índice pluviométrico e clima. Cruzou-se os dados com levantamentos sobre os diferentes tipos de solo, quantidade de chuva e variação de temperatura de localidades ao longo da bacia hidrográfica do São Francisco. O resultado permite saber onde é mais provável encontrar indivíduos de cada espécie. Um gestor ambiental interessado em restaurar um ambiente pode descobrir, com o levantamento, quais espécies de árvores se adaptam ou têm chances em cada região. “Esse trabalho apenas começou, nossa meta é estender essa modelagem para 100 espécies de arbóreas”, diz Siqueira.

O livro impressiona pela quantidade de dados científicos, mas também captura os olhos pelo plasticidade das fotografias, a maioria produzida pelo próprio Siqueira. 

s imagens permitem conferir texturas e detalhes entre as penugens nas folhas, mostra flores que só desabrocham na escuridão. Em outras, revelam a fauna local, como as fotos do raro tatu-bola. 

O leitor ainda lerá relatos dos primeiros naturalistas que viajaram pela região. Esse material mostra como a região se transformou e o quanto já perdeu.

Flora das Caatingas do Rio São Francisco acaba de chegar às prateleiras das livrarias, onde seu tamanho, maior que um dicionário Aurélio, a torna fácil de encontrar. Mas é longa a viagem para conhecer as maravilhas que a Caatinga pode oferecer. Ou melhor, as várias Caatingas descobertas pelos autores.

Fonte: O Eco

Petrobras lança edital para patrocínio a projetos ambientais e sociais



Organizações do terceiro setor e governamentais podem concorrer a R$247 milhões em patrocínio da Petrobras para projetos ambientais e sociais.

As inscrições podem ser feitas até 18 de novembro no site da estatal.

Para concorrer a R$ 102 milhões na área ambiental os projetos do terceiro setor devem tratar do tema "Água e Clima" e estar relacionados à gestão de rios, proteção de animais e de áreas da costa brasileira, por exemplo. A educação ambiental também será valorizada na seleção.

Já os projetos sociais, de R$ 145 milhões, que também podem ser apresentados por governos, devem levar em conta a geração de renda e a qualificação profissional, além da garantia de direitos das crianças e dos adolescentes. O foco estará em grupos de risco ou desvantagem social.

As propostas devem ser preenchidas no site da Petrobras (http://dec.petrobras.com.br/) pelas próprias organizações. O prazo de execução é no máximo de dois anos. Para ajudar a tirar dúvidas durante o preenchimento, a estatal disponibiliza atendimento online, em tempo real, das 9h às 21h.

Na área ambietal, a Petrobras pagará até R$ 3,6 milhões por projeto, que podem contar com outras fontes de financiamento no orçamento. O limite para projetos sociais é R$ 1,6 milhão.

Os vencedores serão anunciados nos primeiros meses de 2013.

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Curso Receptores Geodésicos e Portáteis de Navegação – GPS



Nos dias 08 e 09 de novembro de 2012 a Associação dos Engenheiros Agrimensores no Estado de Minas Gerais - ASSEAGRI-MG, realizará o curso Teórico e Prático de Receptores Geodésicos e Portáteis de Navegação – GPS.

As aulas serão ministradas nas dependências da Nova Central Sindical dos Trabalhadores de Minas Gerais - NCSTMG, situada à Avenida Afonso Pena nº 748, sala 408 - 4º andar, Centro - Belo Horizonte, no horário de 9h às 17h.

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Concurso Público UEMG (02 vagas para Biólogos)


A Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG lançou o edital 0001/2012 destinado a concurso público de provas e títulos para provimento de cargos da carreira de Professor de Educação Superior.

Biólogos podem concorrer a seguintes áreas/disciplinas: Ecologia de Ecossistemas; Ecologia do Fitoplâncton.

O local de atuação é na cidade de Frutal (MG).

O salário inicial, para professores doutores em regime de 40 horas semanais, com Dedicação Exclusiva, incluídas todas as gratificações citadas no edital, é de R$8.605,00.

As inscrições encerram-se em 5 de novembro e devem ser feitas no site www.uemg.br .

Mais informações:

A ciência em Hollywood


O que filmes como “Uma mente brilhante”, “2001: Uma odisseia no espaço” e “Procurando Nemo” têm em comum? Todos eles contaram com consultorias científicas para garantir algum grau de credibilidade. 

Mas como é a atuação do cientista na preparação de um blockbuster? A interação entre ciência e cinema é analisada no livro Lab Coats in Hollywood: Science, Scientists and Cinema (Editora The MIT Press), de David A. Kirby, professor na área de Science Communication Studies da University of Manchester. 

Entre outros aspectos, Kirby aborda como a precisão científica é negociada pelos cineastas diante das restrições orçamentárias, como os consultores tornam os filmes mais plausíveis e mostra ainda que o papel dos cientistas envolvidos vai além de corrigir conceitos científicos equivocados. 

Com 264 páginas, a obra custa 27,95 dólares no site da editora. Mas os interessados podem ter uma prévia do assunto assistindo aos vídeos da entrevista que Kirby concedeu na American University, na série “Science in Society Film & Lectures”. 

Veja mais informações sobre o livro em:

Assista aos vídeos, em inglês, em: 

Publicações científicas recebem apoio financeiro do CNPq e da Capes



Estão abertas, até 20 de novembro, as inscrições para a chamada pública 09/2012, que tem por objetivo incentivar a editoração e publicação de periódicos científicos em todas as áreas do conhecimento no país, numa parceria entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a  Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Será priorizado o apoio às revistas divulgadas por meio eletrônico, na internet, em modo de acesso aberto, ou nos formatos impresso e eletrônico simultaneamente. Os recursos disponíveis somam R$ 6 milhões, sendo R$ 3 milhões do orçamento do CNPq e R$ 3 milhões, da Capes.

As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente pela internet, por intermédio do Formulário de Propostas On line, disponível na Plataforma Carlos Chagas, acompanhado de arquivo contendo o projeto. A chamada e o regulamento podem ser conferidos no link http://migre.me/broiT .

Esclarecimentos e informações adicionais sobre a chamada podem ser obtidos pelo endereço eletrônico: editoracao@cnpq.br .

Apoio para olimpíadas e feiras de ciência



A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançaram nesta semana as chamadas públicas com o objetivo selecionar propostas para a realização de Olimpíadas Científicas, Feiras de Ciências e Mostras Científicas. As inscrições vão até o dia 22 de novembro.

Olimpíadas científicas, feiras de ciências e mostras científicas são instrumentos de melhoria dos ensinos fundamental e médio, para identificar jovens talentosos que podem ser estimulados a seguir carreiras técnico-científicas. As propostas a serem apoiadas deverão ter prazo máximo de execução estabelecido em 12 meses.

As propostas aprovadas para olimpíadas científicas serão financiadas com recursos no valor global estimado de R$ 3,3 milhões para aquisição de material de consumo, passagens e diárias, material bibliográfico, entre outros. A chamada também prevê o apoio para a realização de olimpíadas internacionais no Brasil.

As propostas aprovadas para Feiras e Mostras Científicas serão financiadas com recursos no valor global estimado de R$ 8,9 milhões, sendo que o valor do apoio depende da abrangência do evento, se nacional, estadual ou municipal/distrital. A chamada prevê o apoio ainda às Mostras Científicas Itinerantes (em especial planetários móveis).

Para ambas chamadas, o proponente deve ser obrigatoriamente o coordenador do projeto e ter vínculo formal com a instituição de execução. A equipe técnica poderá ser constituída por pesquisadores, alunos e técnicos. Outros profissionais poderão integrar a equipe na qualidade de colaboradores.

Mais informações:
http://migre.me/brnCA e http://migre.me/brnF0

A genética começa com Mendel?


Os achados de Mendel só chegaram ao conhecimento da comunidade científica quase 50 anos após serem publicados e serviram de base para a genética moderna. 

Com menos glamour, cientistas que o antecederam também fizeram pesquisas relacionadas ao cruzamento artificial entre plantas. Estas pesquisas são abordadas na nova edição da revista semestral Genética na Escola. Escrito por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria, um dos artigos conta a história de Thomas Fairchild (1667–1729), um dos antecessores de Mendel, que produziu, pela primeira vez, uma planta híbrida por meio de cruzamento artificial. 

A revista traz, a partir deste número, artigos organizados em sete seções, que exploram desde reflexões sobre conceitos de biologia a propostas de novos materiais didáticos. 

Na seção “investigações sobre o ensino” dessa edição, os autores analisam características da linguagem científica de dois artigos que falam sobre o papel do DNA como portador das informações hereditárias. 

Para ler esta edição, visite: 

Curso Dinâmicas e Instrumentação para Educação Ambiental



Ministrante
Professor Genebaldo Freire Dias - doutor em ecologia pela Universidade de Brasília (UNB) e diretor do programa de mestrado e doutorado em Planejamento e Gestão Ambiental da Universidade Católica de Brasília (UCB), onde também coordena o Projeto de Educação Ambiental.

Data
10 de novembro de 2012 (sábado)

Local
Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte/MG

Horário
8h às 12h30

Realização
Ekológika Consultorias 

Apoio
Fundação Zoobotânica-BH

Mais informações
(31) 3463-3168 / 9992-9502 /  9498-7351

Concurso Público UFTM (01 vaga para Professor)


A Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM lançou o edital 75/2012 para processo seletivo simplificado destinado à contratação de Professor Substituto de 3º Grau.

O profissional irá lecionar na disciplina de Bioquímica.

O local de atuação é em Uberaba/MG.

O candidato teve ter Mestrado em área da Ciências Biológicas e/ou Ciências da Saúde.

A remuneração total é de R$3.137,18.

Será admitida inscrição somente via internet, no endereço eletrônico www.uftm.edu.br, até o dia 04 de novembro.

Mais informações:

Concurso Público IBAMA (108 vagas para Analista Ambiental)


Foi publicado edital de concurso público do IBAMA, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o qual selecionará pessoal para vagas do cargo de Analista Ambiental.

O requisito para os candidatos é ter diploma, devidamente registrado, de  conclusão de curso de graduação de nível superior, fornecido por instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação, e registro no órgão de classe específico, quando for o caso.

As vagas para o cargo de Analista Ambiental estão distribuídas por 3 temas: Licenciamento Ambiental; Monitoramento, Regulação, Controle, Fiscalização e Auditoria Ambiental;  Gestão, Proteção e Controle da Qualidade Ambiental.

A remuneração é de R$5.441,24.

O edital 001/2012 apresenta 108 vagas de emprego, as mesmas são para lotação nos estados de Distrito Federal e Rio de Janeiro. 5% das vagas estão reservadas para pessoas com necessidades especiais.

As inscrições deverão ser feitas entre os dias 05 e 26 de novembro de 2012, através do site www.cespe.unb.br .

As provas do concurso estão previamente agendadas para o dia 20 de janeiro de 2013, no turno da tarde, nos estados do Distrito Federal e Rio de Janeiro.

Mais informações:

Nota do CRBio04:

Com relação aos questionamentos sobre o concurso do Instituto Chico Mendes e IBAMA apresentamos as seguintes ponderações:

O Conselho Federal de Biologia desde o primeiro concurso para Analista Ambiental fez gestões junto ao IBAMA e à Casa Civil solicitando que as vagas para analista ambiental fossem direcionadas para os profissionais com maior afinidade e competência para o cargo como os Biólogos, engenheiros agrônomos, florestais, ambientais, químicos, geógrafos etc. Contudo fomos informados que a lei que criou o cargo de Analista Ambiental o relacionou somente a exigência de curso superior completo, como ocorre com a maioria das dos planos de carreira do funcionalismo federal. Para qualquer mudança neste quesito há necessidade de alteração na Lei. E pelo exposto à época não se via vontade política para rever tal exigência, posição ainda vigente.

O CFBio entende que não há como questionar a validade do concurso pois ele não restringe a inscrição dos biólogos. Pelo contrario ao analisarmos o edital do concurso do IBAMA, vemos que asatribuições: "planejamento ambiental, regulação, controle, fiscalização, licenciamento e auditoria ambiental; monitoramento ambiental; gestão, proteção e controle da qualidade ambiental; ordenamento dos recursos florestais, pesqueiros e faunísticos; estímulo e difusão de tecnologias, informação e execução de programas de educação ambiental", quanto a composição dos conteúdos a serem exigidos nas provas de conhecimentos básicos e específicos estão em consonância com a profissão do Biólogo.

Acreditamos que pela formação do Biólogo teríamos mais condições e até mesmo obrigação de conquistar, dentro do processo seletivo o maior número de vagas previstas, uma vez que grande parte do conteúdo é trabalhada em nossos cursos de ciências biológicas. Ressaltamos que foi exatamente isso que aconteceu nas edições anteriores dos concursos promovidos pelo IBAMA para analista ambiental.

Ressaltamos que as ações do IBAMA e Chico Mendes são de caráter multidisciplinar, razão de sua demanda por diferentes perfis profissionais com a visão ambiental abrangente, para numa equipe multidisciplinar abordar os aspectos bióticos, físicos, jurídicos, sociais, econômicos, etc relativos a gestão ambiental.

Estágio em BH - Auxiliar de Vendas em Biotecnologia



A empresa Molecular Brasil - Soluções de Marketing e Vendas em Biotecnologia (http://www.molecularbrasil.com.br) está com 01 vaga em aberto para estagiário em Biologia até o 3° período.

Detalhes da Vaga
Estágio em Biologia- até o 3° Período
Carga horária: 30h/semanal (6h/dia) - 8h às 14h
Local de atuação: Belo Horizonte/MG
Auxiliar em serviços administrativos e vendas em produtos relacionados a Biologia/ Biotecnologia.
Remuneração: R$300,00 + Vale transporte
Acompanhamento de profissional formada em Biologia.

Interessados enviar currículo  até o dia 15 de novembro, com o título Vaga Estágio Biologia para o e-mail jeanne.martins@molecularbrasil.com ou contato@molecularbrasil.com.br .

XX Encontro Brasileiro de Ictiologia



A Sociedade Brasileira de Ictiologia (SBI) e o Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia (Nupélia), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), irão promover o XX Encontro Brasileiro de Ictiologia.

O evento será realizado de 27 de janeiro a 1º de fevereiro de 2013, em Maringá, localizada no norte do estado do Paraná.

O encontro deverá discutir vários assuntos de interesse da comunidade ictióloga. Temas como sistemática e biogeografia, genética, ecologia e biologia, hidrelétricas, peixes marinhos, pesca marinha e interior, introdução de espécies, peixes ornamentais, ictioplâncton, ictioparasitologia, isótopos estáveis e interações peixes-hábitats, dentre outros, serão abordados durante o evento.

Mais informações:

I Simpósio Internacional de Microbiologia e Biotecnologia (SIMB 2012)



O Programa de Pós-Graduação em Microbiologia Agrícola, juntamente com o Departamento de Microbiologia da Universidade Federal de Viçosa, irão promover o I Simpósio Internacional de Microbiologia e Biotecnologia (SIMB 2012), a ser realizado de 06 a 08 de dezembro de 2012, em Viçosa/MG.

O Simpósio contará com a participação de pesquisadores brasileiros e estrangeiros de renome internacional, os quais abordarão temas de interesse da microbiologia e biotecnologia.

O SIMB 2012 representa um fórum de discussão para integração das áreas de Microbiologia e Biotecnologia, estimulando debates sobre os mais recentes avanços na pesquisa básica e aplicada com micro-organismos. O evento será dedicado a acompanhar tendências, divulgar avanços científicos na área e permitir intercâmbio interdisciplinar de conhecimentos sobre os temas abordados.

Mais informações:

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Prêmio Nobel de Medicina de 2012 vai para um Biólogo



John B. Gurdon, biólogo que iniciou a pesquisa com Células Tronco, é o vencedor do Prêmio Nobel de Medicina em 2012. 

Nascido na pequena cidade de Dippenhall, no sul da Inglaterra, Gordon é professor na Universidade de Cambridge e coordena o Instituto Gurdon, antigo Instituto de Células Biológicas e Câncer, que mudou de nome em 2004 como reconhecimento ao britânico. 

Em 1962, ele fez seu estudo com sapos, ao substituir o núcleo de uma célula imatura no óvulo de fêmeas pelo núcleo de uma célula madura do intestino de um girino. Esse óvulo modificado acabou virando um girino normal, apesar de o DNA da célula madura conter toda a informação necessária para desenvolver cada uma das células do indivíduo. 

Fonte: UFG

Morre o biólogo Keith Campbell, um dos 'pais' da ovelha Dolly



O biólogo britânico Keith Campbell, um dos "pais" da ovelha Dolly, morreu no começo de outubro, aos 58 anos, segundo informou um porta-voz da Universidade de Nottingham, no leste da Inglaterra, onde Campbell era doutor.

O especialista em microbiologia foi um dos quatro membros da equipe do Instituto Roslin de Edimburgo, na Escócia, que em fevereiro de 1997 anunciou o nascimento da ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado a partir de células adultas de um exemplar de 6 anos.

Embora a clonagem de Dolly fosse liderada pelo embriologista inglês Ian Wilmut, mais de 60% da pesquisa são atribuídos a Campbell.

Em 2008, Wilmut foi condecorado pela rainha Elizabeth II como cavaleiro do Império Britânico por suas contribuições à ciência, embora um ano depois ele tenha admitido que a maior parte da pesquisa foi mérito de Campbell.

Desde o nascimento de Dolly – que foi sacrificada em fevereiro de 2003, aos 6 anos, por apresentar sinais de envelhecimento precoce e problemas pulmonares, em uma tentativa de evitar um sofrimento maior –, a clonagem animal avançou rapidamente e, até hoje, foi clonada uma grande variedade de mamíferos, como ovelhas, porcos, cabras, cavalos, cachorros e gatos.

Dois anos antes de o mundo conhecer Dolly, Campbell liderou a pesquisa que levou ao nascimento dos bezerros galeses Megan e Morgan, os primeiros mamíferos a serem clonados a partir de células-tronco embrionárias.

No anos 1980, o biólogo escocês ingressou no Marie Curie Institute, instituição que lhe concedeu uma bolsa de estudos para pesquisar os mecanismos de crescimento e diferenciação celular relacionados ao câncer, pelos quais se mostrou cada vez mais interessado.

Desde 1999, Campbell, que chegou a somar mais de 30 anos de experiência científica, dava aulas de desenvolvimento animal na universidade de Nottingham, na qual desenvolveu suas pesquisas sobre o processo de clonagem e reprogramação celular.

Fonte: G1

Biólogos monitoram comportamento de botos no litoral de São Paulo



Para os biólogos do Projeto Boto-Cinza, os 200 botos que vivem no estuário de Cananéia (SP) são quase família. Há mais de dez anos, uma parte da equipe se dedica a fotografar periodicamente os animais, anotando marcas de arranhões e machucados na cartilagem da nadadeira que ajudem a identificar cada um dos cetáceos.

“Se eu passar mais de seis meses sem fotografar um animal, corro o risco de achar que é outro indivíduo por causa das novas marcas que ele adquiriu neste tempo”, disse Eric Medeiros, biólogo do projeto, que estuda a população e comportamento dos cetáceos e trabalha com educação ambiental. Este método não invasivo, chamado de não-invasivo porque não implica em interferir com a vida do animal, é usado em outras partes do mundo para estudos populacionais de zebras, tartarugas, botos e baleias.

A relação tão próxima faz com que preferidos sejam eleitos. “Eu sempre gostei da Zinha. Eu conheço desde pequenininha e ela foi uma daquelas que demorou para desmamar, quase dois anos. Hoje tem seis anos e já tem filhote”, disse Lisa Oliveira, coordenadora do projeto.

O boto-cinza ( Sotalia guianensis ) é quase um “golfinho brasileiro”, habita o litoral que vai de Santa Catarina até Honduras. Está próximo da costa e em áreas de estuários, baías e mangues, locais que sofrem diariamente com a ação do homem.

Embora tamanha proximidade com os humanos, não há dados gerais que contabilizem quantos botos-cinza existem no mundo, por causa da dificuldade que é contar animais aquáticos, principalmente aqueles que vivem em águas turvas de um estuário, como é o caso dos animais de Cananéia. 

Os botos estão no topo da cadeia alimentar. Comem peixes, camarões e lulas. “Ele controla todas as populações que estão abaixo dele. Se você tira um predador de topo de cadeia como o boto, acaba desregulando todo o ecossistema que ele estava inserido”, explica Lisa. Os pesquisadores afirmam que é difícil prever o que aconteceria caso eles desaparecessem de Cananéia, ou do litoral brasileiro. O mais provável é que o resto da cadeia alimentar sofreria uma explosão populacional, no primeiro momento, e depois desapareceriam com a falta de alimento para todos eles.

Riscos 

Algumas populações no Brasil estão muito debilitadas, como os cerca de 50 botos que vivem na Baía de Guanabara. “Eles apresentam machucados no corpo e aparentam estar debilitados por causa da poluição e contaminação de metais pesados na água”, explica a coordenadora de pesquisa do Projeto Boto-Cinza, Letícia Quito.

Mas o problema dos botos de Cananéia é outro. Uma das principais riscos está na captura acidental de redes pesqueiras. A pesca de arrasto ameaça não só os botos, mas tartarugas e animais que vivem próximo ao solo marinho. Outro problema são as chamadas redes fantasmas, esquecidas no mar por pescadores se tornam uma armadilha para os botos, que se enrolam nestas redes e acabam morrendo.

Ao contrário das tartarugas, raramente os botos ingerem plástico. “Eles são muito espertos e também tem uma visão excelente, enxergam bem dentro e fora d’água”, disse Daniel Esteban-Gómez, biólogo que analisa as carcaças dos botos.

Ele conta que no estômago de um animal encontra-se em média 5% do peso dele em alimento. “Eles comem a todo instante, cerca de 90% do tempo”, diz o argentino que estuda uma estrutura do ouvido interno do animal que é feita de cálcio e a partir de análises é possível identificar o tipo de alimentação que o animal teve ao longo da vida.

Os pescadores da região se aproveitam da comilança. A estratégia de pesca dos botos consiste em rodear ou encurralar os peixes. Sabendo disso, os pescadores constroem os chamados cercos-fixos, armadilhas de pesca feitas de taquaras. O boto usa o cerco-fixo para encurralar peixes e se alimentar. Porém, alguns acabam entrando na armadilha e cabe ao pescador apenas recolher os peixes de dentro da armadilha.

Barulho no mar

O som das embarcações também atordoa os animais e atrapalha a comunicação entre eles. A bióloga Maura Martins estuda a interação entre embarcações e o boto-cinza. Ela afirma que é aconselhado que os barcos fiquem no máximo 30 minutos próximos aos animais. A 500 metros é preciso diminuir a velocidade do barco e a 300 metros diminuir o ruído. A 50 metros o barco precisa estar em ponto morto, parado. “A partir deste estudo conseguimos criar uma lei municipal que limita a aproximação das embarcações. Já é um ótimo começo”, disse.

Mas nem tudo é perfeito. Durante a alta temporada, jet skis causam pânico nos animais. Em 2003, um turista perseguiu até a morte um boto. Quando a carcaça foi analisada pelos pesquisadores, descobriu-se que se tratava de uma fêmea e que ela estava prenhe.

Os pesquisadores do projeto decidiram começar um trabalho com educação ambiental na região. Atualmente existem o selo Amigo do Boto para barqueiros de escunas, divulgação na praia e o projeto Pequeno Pesquisador, onde 12 jovens entre 12 e 17 anos vão a campo e acompanham por um ano os estudos científicos realizados no projeto.

“O meu pai era um que não achava importante preservar. Para ele a riqueza estava nas fábricas, naquilo que produzia alguma coisa. Hoje ele vê isso completamente diferente”, conta Talita Emanoelle Quadros, de 16 anos, uma das jovens do projeto. 

Cananéia fica no litoral Sul do estado de São Paulo a 260 quilômetros da capital paulista. Barcos e escunas da região fazem o passeio até a ilha do Cardoso, onde é possível ver vários botos pelo percurso. 

Fonte: Último Segundo

5° Encontro Nacional sobre Gerenciamento de Resíduos



Estão abertas as inscrições para o 5° Encontro Nacional sobre Gerenciamento de Resíduos. 

Os interessados deverão se inscrever até o dia 07 de novembro.

O evento, que abrange toda a hemorrede nacional, é organizado pela Fundação Hemominas e tem como tema central neste ano: “A destinação final de resíduos: um desafio para a sustentabilidade ambiental”. O Encontro acontece do dia 12 a 14 de novembro, no Centro Mineiro de Referência em Resíduos, localizado na Rua Belém, n° 40, bairro Esplanada, Belo Horizonte.

O programa aborda temas como a política nacional de sangue e hemoderivados, palestras, disposição final dos resíduos químicos, disposição final dos efluentes líquidos, alternativas viáveis frente à disposição final dos resíduos gerados nos serviços de hematologia e hemoterapia, apresentação de projeto piloto em produção mais limpa em um hemocentro, intervenções artísticas, apresentações musicais, dentre outras atividades.

Informações e inscrições:

Curso de Ornitologia da Teoria ao Campo



O Instituto Sul Mineiro de Estudos e Conservação da Natureza irá promover o curso de Ornitologia da Teoria ao Campo nos dias 24 e 25 de novembro.

As aulas serão realizadas na Reserva Particular Fazenda Lagora, em Areado (MG).

O curso inclui hospedagem, alimentação e certificado.

Mais informações:

XIX Congresso Brasileiro de Ornitologia



Entre os dias 18 a 23 de novembro de 2012, acontecerá o XIX Congresso Brasileiro de Ornitologia, na cidade de Maceió (AL).

O evento visa proporcionar a pesquisadores, professores, alunos e outros profissionais ou amadores um momento de intercâmbio científico, atualização e discussão de temas relacionados à Ornitologia nas diferentes áreas do conhecimento, como zoologia, ecologia, biogeografia, comportamento e conservação.

Mais informações:

Proteger a biodiversidade do mundo custaria US$ 81 bilhões por ano



Quanto custa proteger a biodiversidade do planeta? Para um grupo internacional de cientistas, o valor é de pelo menos US$ 81 bilhões por ano. O cálculo, publicado na edição de hoje da revista Science, leva em conta duas das chamadas Metas de Aichi, acertadas em 2010 na conferência das partes (COP) da Convenção da Diversidade Biológica (CDB), que estabelecem uma série de ações a serem tomadas nos próximos anos para que, em 2020, tenha sido possível frear a extinção de espécies.

Os países estão novamente reunidos, agora em Hyderabad, na Índia. Desta vez, enfrentam o desafio de aprovar compromissos financeiros para alimentar um fundo voltado justamente para financiar essas metas.

A estimativa dos pesquisadores foi feita sobre duas delas - reduzir o risco de extinção de todas as espécies ameaçadas; e estabelecer áreas protegidas em 17% dos territórios terrestres e 10% dos costeiros e marinhos.

A primeira, preveem, poderia custar de US$ 3 bilhões a US$ 5 bilhões por ano, enquanto a salvaguarda de locais importantes para a preservação da biodiversidade poderia demandar US$ 76,1 bilhões por ano. Antes que alguém possa dizer que os números são assustadores, os pesquisadores argumentam que equivalem a menos de 20% do que é gasto anualmente em todo o planeta com refrigerantes - e cerca de 1% a 4% do valor total dos serviços ecossistêmicos providos por essas espécies e hábitats.

O grupo, que contou com pesquisadores da organização BirdLife International e universidades americanas, europeias e de outros países, chegou a esses valores partindo da análise do que poderia ocorrer com as aves, o grupo de vida selvagem mais bem conhecido no mundo.

Segundo Stuart Butchart, da BirdLife International, ao se calcular os valores para a proteção das aves foi possível extrapolar os custos totais, usando dados relativos para aves, mamíferos, répteis, anfíbios, peixes, plantas e invertebrados.

A estimativa para criar e manter áreas protegidas supera um pouco os cálculos da própria convenção. No início da semana, em entrevista ao Estado, o secretário executivo da CDB, Braulio Dias, disse que imagina um custo máximo de US$ 600 bilhões até 2020 para cumprir a meta.

Capital natural. Butchart defende que essas somas não podem ser vistas como contas a serem pagas, mas sim como investimentos em capital natural. "Elas são ínfimas diante dos benefícios que recebemos da natureza, os serviços ecossistêmicos como polinização das nossas plantações, regulação do clima e provisão de água limpa."

Esse é o mesmo questionamento feito pelo biólogo Carlos Joly, da Unicamp, um dos principais especialistas em biodiversidade do País. "A pergunta a ser feita é: qual é o custo de não atingirmos essas duas metas? Considerando que o gasto anual dos países com despesas militares é da ordem de US$ 1,7 trilhão, o custo destas duas Metas de Aichi é relativamente baixo."

Para Butchart, é uma responsabilidade que tem de ser dividida pelos países, pois todos se beneficiam da biodiversidade. "Nós sabemos quais ações e políticas são necessárias e quanto elas custam. Os governos precisam cumprir os compromissos que fizeram há dois anos e mostrar que não foram promessas vazias. Quanto mais os governos adiarem os investimentos, mais difícil será cumprir as metas e mais elas custarão", afirma.

Fonte: O Estado de S.Paulo

VII Congresso Brasileiro sobre Crustáceos



O Congresso Brasileiro sobre Crustáceos é um evento científico promovido bianualmente pela Sociedade Brasileira de Carcinologia, reunindo os principais pesquisadores da área de carcinologia no Brasil e também do exterior.

Este ano o evento será realizado de 11 a 14 de novembro de 2012, em Belém (PA).

O congresso contará com palestras, oficinas, apresentações orais, mesas-redondas, mini-cursos e painéis.

Mais informações:

Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO’2012)



A Associação Brasileira de Oceanografia – AOCEANO irá promover a quinta edição do Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO’2012), que será realizada entre os dias 13 a 16 de novembro de 2012, no Centro de Convenções Sul América, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Paralelamente ao CBO’2012, será também realizada a VII Feira Técnico-Científica Brasil Oceano.

Nesta quinta edição do Congresso, a AOCEANO conta com o apoio da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE.

Mais informações:

Curso de Impactos Ambientais



Entre os dias 19 a 22 de novembro, será oferecido pelo IETEC, o curso de Avaliação Impactos Ambientais.

O objetivo é o de orientar os participantes quanto a importância do EIA/RIMA para obtenção de licença ambiental.

Podem participar gerentes e profissionais responsáveis por projetos e processos, engenheiros de obras, especialistas em controle ambiental e demais interessados em apresentar alternativas adequadas para a solução dos impactos sobre o meio ambiente. 

O curso será realizado de 18h30 às 22h30, na sede do IETEC (Rua Tomé de Souza, 1065, Savassi, Belo Horizonte - MG). 

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (31) 3223-6251 e (31) 3116-1000, e pelo e-mail cursos@ietec.com.br

Curso Criação de Animais Silvestres



A Organização Ponto Terra (www.pontoterra.org.br) irá realizar em Belo Horizonte (MG) o curso Criação de Animais Silvestres, que será realizado nos dias 30 de novembro e 1º e 02 de dezembro.

O objetivo é fornecer elementos para o planejamento, implantação e execução de todos os processos necessários à criação com finalidade econômica de pacas, emas, psitacídeos (araras e papagaios), catetos, cutias, queixadas e capivaras.

Haverá aulas práticas em criadouro de destaque.

Mais informações:
(31) 3275-3929

Curso Gestao de ResÍduos Sólidos Urbanos



Data
10 de novembro de 2012 (sábado)

Local
CEE - UFV - Viçosa/MG

Ministrante
Dr. Marcos Alves de Magalhães - Engenheiro Agrônomo

Inscrições
http://www.institutoicone.com/inscricoes/?evento=residuos-ufv

Pós-graduação em Microbiologia da PUC Minas



A PUC Minas lançou uma nova modalidade de pós-graduação lato sensu com cursos no formato semi-presencial em módulos, com uma oferta de Microbiologia.

As inscrições estão abertas e irão até 26 de novembro, pelo site pucminas.br/pos-semipresencial/2013_01/, para turma com início em janeiro de 2013.

O novo formato se diferencia pela união da educação presencial e a distância. As aulas presenciais acontecem em três módulos de uma semana cada um, com aulas em janeiro e julho. Entre os módulos, os alunos farão atividades complementares relacionadas às disciplinas presenciais e também cursarão as matérias a distância, no ambiente virtual de aprendizagem, da PUC Minas Virtual.

Mais informações:

I Workshop da Pós-graduação em Biossistemas da UFABC



O I Workshop da Pós-graduação em Biossistemas da UFABC ocorrerá entre os dias 26 e 30 de novembro de 2012 no campus de Santo André (SP).

A submissão de trabalhos deverá ocorrer até 07 de novembro.

Mais informações:

Concurso Público Polícia Civil – SP (56 vagas para Perito Criminal)


Está disponível o edital de abertura do concurso público da Polícia Civil de São Paulo, cujo objetivo é contratar Perito Criminal para atuarem no estado.

As inscrições serão admitidas exclusivamente pela internet, através do endereço eletrônico www.vunesp.com.br, até o dia 12 de novembro de 2012.

São 56 vagas de emprego oferecidas pelo edital 001/2012. Biólogos podem se candidatar para a área de "Ciências Biológicas".

As cinco fases do concurso são: prova escrita; teste psicológico; teste de aptidão física; comprovação de idoneidade e conduta escorreita; prova de títulos.

As remunerações mensais são de R$6.709,32, em regime especial de trabalho.

As datas, locais e horário de aplicação das provas, serão divulgados através de um edital de convocação, que será publicado no site da Vunep (organizadora do concurso) e no DOU.

As provas serão aplicadas nas cidades de Bauru, Campinas, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba.

Mais informações:

Concurso Público Secretaria Administração – BA (138 vagas para Biólogos)


O concurso público da SAEB – BA, Secretaria da Administração do Estado da Bahia, tem a finalidade de realizar a admissão de profissionais para atuarem no âmbito local. 

O edital 003/2012 destinada a suprir a falta de servidores nas Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA). 

Biólogos podem concorrer ao cargo de Especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos (138 vagas abertas, distribuídas em 07 áreas/temas).

A remuneração é constituída pelo vencimento básico de R$ 2.347,89, acrescido de gratificação no valor de R$ 2.700,07, totalizando R$ 5.047,96.

As inscrições deverão ser feitas até o dia 08 de novembro de 2012, através do endereço eletrônico www.cespe.unb.br .

Mais informações:

Concurso Prefeitura de São Francisco de Paula – RS (01 vaga para Professor)


Estão abertas as inscrições para o concurso público da Prefeitura de São Francisco de Paula – RS, o qual contratará profissionais para atuarem junto as vagas vinculadas com a administração local.

O edital 016/2012 possui 01 vaga em aberto para Professor de Biologia. A remuneração mensal é de R$1.474,49.

Os profissionais deverão se inscrever até o dia 08 de novembro de 2012.

As datas, locais e horários de aplicação das provas do concurso serão divulgadas após a homologação das inscrições, por meio de um edital complementar.

Informações e inscrições:

Semana da Biologia Marinha e Gerenciamento Costeiro


2º Southern-Summer School on Mathematical Biology



O Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista (Unesp) sediará curso de verão sobre modelos matemáticos em biologia de populações, ecologia e epidemiologia. O curso deverá ocorrer de 21 de janeiro a 2 de fevereiro de 2013. As inscrições vão até 25 de novembro de 2012.

O curso, ministrado em inglês, é destinado a estudantes de pós-graduação ou final de graduação em física, matemática, biologia, ecologia ou disciplinas correlatas. Tem como pré-requisito o conhecimento de cálculo diferencial e de fundamentos de equações diferenciais.

O curso é composto de duas partes. Na primeira semana, uma introdução básica à biologia de populações, com oficinas de modelagem baseadas em projetos durante a tarde.

Na segunda semana, ocorrerão três cursos avançados: “Spatial models in ecology”, com Christina Cobbold (University of Glasgow, Reino Unido); “Mathematical models and control strategies of infectious diseases”, com Gabriela Gomes (Instituto Gulbenkian de Ciências, Portugal); e “Evolution of structured populations”, com Ophélie Ronce (Institut des Sciences de l’Évolution de Montpellier, França).

São oferecidas 40 vagas. É possível candidatar-se separadamente para a primeira ou segunda semana, ou para ambas.

Mais informações e inscrições: 

Explorar a biodiversidade de forma sustentável é chave para a segurança alimentar



Conhecer a biodiversidade brasileira e explorá-la de forma sustentável. Para Fernanda Dias Bartolomeu Abadio Finco, professora da Universidade Federal do Tocantins (UFT), esse é o caminho para garantir a segurança alimentar da população.

“Não basta ter alimento, ele tem de ser sustentável e contemplar aspectos econômicos, sociais, ambientais e culturais das comunidades”, afirmou Finco durante o Seminário sobre Segurança Alimentar e Nutricional realizado na FAPESP em 1º de outubro.

O evento reuniu os vencedores do 57º Prêmio Bunge e do 33º Prêmio Bunge Juventude, que em 2012 contemplou os temas “Avaliação Educacional” e “Segurança Alimentar e Nutricional”.

Contemplada na categoria “Juventude”, Finco apresentou resultados de sua pesquisa de doutorado, realizada na Universidade Hohenheim, na Alemanha, cujo objetivo era descobrir e divulgar as propriedades funcionais de frutas típicas da região Norte do Brasil.

“Além de promover o consumo desses alimentos entre a população local, o objetivo é agregar valor aos produtos. Pode ser que alguém se interesse em estudar o processo tecnológico de polpa, por exemplo. Isso pode fomentar o extrativismo”, explicou Finco.

Para identificar frutas interessantes para a pesquisa, o primeiro passo foi conhecer os hábitos alimentares e os aspectos socioeconômicos da população. Foram entrevistados 57 moradores de duas comunidades rurais da Área de Proteção Ambiental Ilha do Bananal/Cantão, região de transição entre o Cerrado e a Floresta Amazônica localizada no Tocantins.

O trabalho de campo revelou que 84% dos entrevistados estavam em situação de insegurança alimentar, ou seja, não tinham acesso garantido a alimentos. Paradoxalmente, quase 40% estavam com sobrepeso e 14% eram obesos.

Apesar de os dados indicarem baixo consumo de frutas e hortaliças por essa população, Finco viu na bacaba – fruta extraída de uma palmeira amazônica – uma boa candidata para a pesquisa. “Chegamos a estudar também o jenipapo, mas nos concentramos na bacaba, pois ela mostrou mais potencial”, disse.

A segunda etapa do trabalho foi investigar em laboratório a presença de substâncias antioxidantes na bacaba. “A literatura científica mostra que o consumo de alimentos ricos em antioxidantes está associado a menor risco de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, câncer e doença cardiovascular”, disse Finco.

As análises bioquímicas revelaram a presença de 1.759 compostos fenólicos com potencial ação antioxidante na bacaba. Por meio de ensaios laboratoriais, a pesquisadora comparou a atividade antioxidante dessa fruta com a de outros alimentos funcionais.

“Embora a bacaba perca para o açaí no teor de antioxidantes, está bem à frente do mirtilo ou da cereja, que são alimentos reconhecidos como funcionais, mas de acesso mais difícil no Brasil”, contou.

Por último, a pesquisadora investigou o efeito do extrato de bacaba em linhagens de células de câncer de mama e verificou que os antioxidantes da fruta induzem a apoptose, ou seja, o suicídio das células malignas.

“Mostramos que, no caso da bacaba, isso ocorre pela ativação de complexos proteicos conhecidos como caspases. Mas cada extrato vegetal age de forma diferente”, ressaltou.

A pesquisa foi concluída em agosto de 2011 e teve como desdobramento um projeto de cooperação internacional entre o Brasil e a Alemanha batizado de Eco-Nutrição, no qual Finco coordena uma equipe interdisciplinar.

“Investigamos agora as propriedades funcionais do babaçu. Temos interação com uma empresa, parceria com o doutorado em Ciência Animal da UFT, com pesquisadores da Embrapa, com economistas. A ideia é montar uma rede e buscar apoio governamental. Também pretendemos voltar às comunidades estudadas para trabalhar com educação nutricional”, disse Finco.

Biodiversidade e segurança

Em um debate realizado no fim do seminário, Adalberto Luis Val, membro da Fundação Bunge e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), também ressaltou a importância da biodiversidade brasileira para a segurança alimentar.

“Entre os países produtores de alimento no mundo, o Brasil é o único capaz de ampliar a produção acima de suas necessidades. Mas não podemos fazer isso à custa da destruição dos ambientes que temos hoje no país. Não podemos avançar sem conhecer essa biodiversidade”, afirmou Val.

Também participaram do debate de encerramento Sérgio Alberto Rupp de Paiva, da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, e Valdemiro Carlos Sgarbieri, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O evento foi aberto pelo presidente da FAPESP, Celso Lafer, e pelo presidente do conselho administrativo da Fundação Bunge, Jacques Marcovitch. 

Fonte: Agência FAPESP

Pesquisadores alertam sobre implacável extinção do Rio São Francisco



Após 212 expedições para percorrer o Rio São Francisco - trajeto equivalente a dar oito voltas na Terra ou andar 344 mil quilômetros - , entre julho de 2008 e abril de 2012, pesquisadores mapearam a flora do entorno do Velho Chico enquanto ocorrem as obras de transposição de suas águas, que deverão trazer mudanças profundas em sua paisagem. Mais do que fazer relatórios exigidos pelos órgãos ambientais que licenciam a obra, o professor José Alves Siqueira, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina, Pernambuco, reuniu cem especialistas e publicou alerta sobre a inexorável extinção do São Francisco.

No primeiro capítulo do livro "Flora das caatingas do Rio São Francisco: história natural e conservação", Siqueira mostra os elementos de fauna e da flora que já foram perdidos. "É como uma bicicleta sem corrente, como anda? E se ela estiver sem pneu? E se na roda estiver faltando um raio, e quando a quantidade de raios perdidos é tão grande que inviabiliza a bicicleta? Não sobrou nada no Rio São Francisco", desabafa o professor da Univasf.

Ao registrar o estado atual do Velho Chico, Siqueira estabelece pontos de comparação para uma nova pesquisa, a ser realizada no futuro, medindo os impactos dos usos do rio. Além do desvio das águas, há utilização intensa para abastecimento humano, agricultura, criação de animais, recreação, indústrias e outros. Desaguam no rio milhares de litros de esgoto sem qualquer tratamento.

Barramentos - sendo pelo menos cinco de grande porte em Três Marias, Sobradinho, Itaparica, Paulo Afonso e Xingó - criam reservatórios para usinas hidrelétricas. Elas produzem 15% da energia brasileira, mas têm grande impacto ambiental. Alteraram o fluxo de peixes do rio e a qualidade das águas, acabaram com lagoas temporárias e deixaram debaixo d'água cidades ou povoados inteiros, como Remanso, Casa Nova, Sento Sé, Pilão Arcado e Sobradinho.

Com o fim da piracema, uma vez que os peixes não conseguiam mais subir o rio para se reproduzir, o declínio do número de cardumes e da variedade de espécies foi intenso. Entre as mais afetadas, as chamadas espécies migradoras, estão curimatá-pacu, curimatá-pioa, dourado, matrinxã, piau-verdadeiro, pirá e surubim.

Conforme reportagem do portal O Globo, as barragens não foram as únicas culpadas pelo esgotamento de estoques pesqueiros do Velho Chico. Programas de incentivo da pesca que não levaram em consideração a capacidade de recuperação dos cardumes, aceleraram a derrocada da atividade. Espécies exóticas, introduzidas no rio com o objetivo de aumentar sua produtividade, entre elas o bagre-africano, a carpa e o tucunaré, se tornaram verdadeiras pragas, sem oferecer lucro aos pescadores.

A região do São Francisco, que já foi considerado um dos rios mais abundantes em relação a pescado no país, precisa lidar com a importação em larga escala de peixes, sobretudo os amazônicos, para suprir o que não consegue mais fornecer. Uma das espécies mais comercializadas na Praça do Peixe, a 700 metros do rio, é o cachara (surubim) do Maranhão ou do Pará. Nos restaurantes instalados nas margens do Rio São Francisco, o cardápio oferece tilápias cultivadas ou tambaquis importados da Argentina.

A mudança provocada pelo homem tanto nas águas do Velho Chico quanto na vegetação que o circunda foi drástica e rápida. Tendo como base documentos históricos disponíveis, entre eles ilustrações de expedições de naturalistas importantes, como as do alemão Carl Friedrich Philipp von Martius, é possível ver a exuberância do passado. Menos de dois séculos depois, segundo reportagem do Globo, restam apenas 4% da vegetação das margens do Rio São Francisco. Desprovidas de cobertura verde, elas sofrem mais com a erosão, que assoreia o rio em ritmo acelerado. Os solos apresentam altos índices de salinização e os açudes ficam com a água salobra. Aumentam as áreas de desertificação. O Velho Chico está praticamente inviável como hidrovia. Espécies foram extintas e ecossistemas estão profundamente alterados.

Diante de tamanho caos, os pesquisadores afirmam que são necessárias intervenções imediatas pra tentar mudar em escala regional o cenário de degradação do Rio São Francisco. Além disso, sobram críticas em relação às discussões que envolvem o novo Código Florestal. O organizador do livro sustenta que já há conhecimento científico sólido em relação à necessidade mínima de 30 metros de vegetação nas margens dos rios para a proteção da qualidade da água, estabilização de encostas e prevenção a enchentes.

Fonte: AMDA

Extração ilegal de madeira em todo planeta movimenta até US$ 100 bilhões por ano



A extração ilegal de madeira nas florestas tropicais em todo o planeta já responde entre 15% e 30% do comércio global e movimenta até US$ 100 bilhões ao ano. De acordo com relatório organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em parceria com a Polícia Internacional (Interpol), de 50% a 90% da exploração madeireira ocorrida na Amazônia, África Central e Sudeste Asiático é realizada pelo crime organizado.

No documento, entitulado "Carbono verde: Negócio sujo", as entidades afirmam que grupos criminosos estariam utilizando táticas para movimentar a cadeia madeireira e descrevem 30 formas engenhosas aplicadas para aquisição e "lavagem" de madeira ilegal. Métodos primários incluem falsificação de licenças de corte e subornos para obter licenças, além de invasão ilegal de sites do governo para obter registro de concessões ou alterar licenças ambientais.

Segundo o relatório, no Brasil, em 2008, cartéis ilegais do estado do Pará tiveram acesso ao sistema de transporte e licenças de corte, o que permitiu o roubo de cerca de 1,7 milhão de metros cúbicos (m³) de madeira. Na época, um procurador local acusou 107 empresas e 230 pessoas de envolvimento e processou as empresas em US$ 1,1 bilhão. Entre os principais importadores de madeira ilegal do Brasil estão Estados Unidos, União Europeia e China.

Pnuma e Interpol consideram também que métodos ilegais de exploração no país estariam relacionados à expansão agrícola de pequenos agricultores na região do Amazonas ou à expansão do cultivo da soja e da pecuária no Mato Grosso. De acordo com o órgão da ONU, a criação de gado é responsável por até 70% da perda de cobertura vegetal na Amazônia.

"A exploração madeireira ilegal pode roubar as chances de um futuro sustentável de países e comunidades, caso as atividades ilícitas sejam mais rentáveis do que as atividades legais de Redd (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação)", disse o diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, durante divulgação do relatório.

Sistema internacional de combate ao crime organizado

Conforme reportagem publicada no portal de notícias G1, a Noruega financiou um projeto piloto para desenvolver um sistema internacional de combate ao crime organizado. Entre os principais objetivos da iniciativa estão o fortalecimento das investigações nacionais e centralização da concessão de licenças ambientais, o que facilitaria a transparência.

Além disso, haveria a classificação das regiões geográficas consideradas críticas, com o intuito de restringir o fluxo de madeira e outros produtos, além de incentivar investigações de fraude fiscal, com foco em plantações e usinas.

Fonte: Pnuma