sexta-feira, 30 de março de 2012

Curso de Gestão de Resíduos Sólidos





Apresentação
O gerenciamento de Resíduos visa abordar o controle sistemático da geração, redução, segregação, armazenamento e coleta de resíduos atendendo a legislação aplicável, normas técnicas, exigências de órgãos ambientais e boas práticas industriais por meio das melhores ferramentas de gestão.

Público-alvo
Profissionais de nível médio, técnico e superior de ensino, concluído ou em curso, interessados em conhecer e se especializar no Gerenciamento de Resíduos Sólidos.

Carga horária
10 horas (com certificação)

Local
Conselho Regional de Biologia do Rio de Janeiro (CRBio/2)
Rua Álvaro Alvin, 21 - 12º andar – Centro
Próximo ao Metrô Cinelândia

Data e Horário
20 de abril (sexta-feira)
9h às 18h

Mais informações e inscrições
www.biotecnal.com.br

I Workshop on Sample Preparation for Electron Microscopy


O Centro de Microscopia da UFMG promove o primeiro workshop sobre preparação de amostras para microscopia eletrônica, com participação de pesquisadores com reconhecimento internacional neste campo do conhecimento. O evento incluirá ciclo de palestras e demonstrações práticas (estas para grupo restrito de participantes) sobre técnicas de ponta em preparação de amostras nas áreas de ciências da vida e de materiais.

Durante o workshop, serão apresentadas e discutidas tecnologias de ponta na preparação de amostras para análise por microscopia eletrônica nas áreas de ciências da vida e de materiais. O workshop incluirá ciclo de palestras e demonstrações práticas (estas restritas a grupos menores) e contará com a participação de pesquisadores com reconhecimento internacional na área de microscopia.

Período

20 a 27 de abril de 2012

Local
Auditório 3 do Instituto de Ciências Exatas (palestras) e laboratórios do Centro de Microscopia da UFMG.

Palestrantes externos
Jeanne Ayache, Institut Gustave Roussy
Danièle Spehner, Université Louis Pasteur
Bruno Humbel, Lausanne University
Hendrik Bos, Leiden University Medical Center
Isabel Porto-Carreiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Mais informações

MMA divulga lista dos 52 municípios brasileiros que mais desmatam o Cerrado


O Ministério do Meio Ambiente (MMA) publicou ontem (26), portaria com os 52 municípios brasileiros que mais desmatam o Cerrado e, em função disso, serão alvo de vigilância e medidas de recuperação de áreas degradadas. O Maranhão é o Estado com o maior número de municípios na lista: 20, seguido por Bahia e Tocantins. Em Minas Gerais, são duas as cidades que passam a ser monitoradas: Buritizeiro e João Pinheiro.

Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, foi o município que mais desmatou o Cerrado, de acordo com dados oficiais mais recentes. Em um ano, perdeu 394 quilômetros quadrados de vegetação nativa, ou 5% da área do município piauiense. É seguido no ranking por Urucuí, também no Piauí, Formosa do Rio Preto e São Desidério, na Bahia, e Mateiros, em Tocantins.

O ritmo de corte da vegetação nativa tem sido mais acelerado do que na Amazônia. O desmatamento alcançou 48,5% do bioma, acompanhando o avanço da fronteira agrícola na região. Segundo Mauro Pires, diretor de combate ao desmatamento do MMA, as motosserras na região agem em nome da produção de carvão, da pecuária e da chamada lavoura branca, que inclui o plantio de soja, algodão e arroz.

Diferentemente do que ocorreu com a lista de municípios prioritários da Amazônia para o combate ao desmatamento, os municípios do Cerrado não terão suspensas novas autorizações de corte da vegetação nativa nem corte do crédito. Embora já tenha alcançado quase metade do bioma, o desmatamento no Cerrado está longe de atingir o limite legal, definido pelo Código Florestal: de 65%, na Amazônia Legal, e de 20% no restante da área do bioma.

"Trata-se de um desafio a mais, na Amazônia é mais simples", reconheceu Pires, insistindo em que o objetivo do governo é manter áreas de vegetação nativa e recuperar aquelas degradadas. Os critérios para a entrada da lista de municípios prioritários do Cerrado foram dois: o desmatamento de mais de 25 quilômetros quadrados entre 2009 e 2010 e o registro mais de 20% de vegetação nativa remanescente.

Atualmente, a lista de municípios prioritários da Amazônia reúne 48 cidades e, para sair dela, os municípios têm de reunir mais de 80% das propriedades com registro no Cadastro Ambiental Rural, além de reduzir o desmatamento a menos de 40 quilômetros quadrados no ano.

Fonte: Jornal Hoje em Dia

Comunidade científica faz recomendações para a RIO+20


O funcionamento do sistema terrestre que viabilizou a civilização nos últimos séculos está ameaçado e o resultado disso poderá ser uma emergência humanitária de escala global, com a intensificação das crises sociais, econômicas e ambientais. As ações amplas e urgentes necessárias para reverter esse cenário só serão viáveis com o estabelecimento de um novo pacto entre a ciência e a sociedade, com maior conectividade entre as lideranças de todos os setores.

Essa é a principal conclusão da Declaração sobre o estado do planeta, divulgada nesta quinta-feira (29/03) depois de intensos debates envolvendo cientistas especializados em temas socioambientais, durante a reunião Planet Under Pressure, realizada em Londres (Inglaterra) entre 26 e 29 de março.

O documento sintetiza a posição da comunidade científica em relação aos temas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20) e foi elaborado com o objetivo de influenciar a agenda de discussões e as decisões que deverão ser tomadas durante a conferência. A RIO+20 será realizada no Rio de Janeiro entre os dias 20 e 22 de junho.

O evento em Londres foi organizado pelos quatro programas da Organização das Nações Unidas (ONU) voltados para a área ambiental: International Programme of Biodiversity Science (Diversitas), International Human Dimensions Programme on Global Environment Change (IHDP), World Climate Research Programme (WCRP) e International Council of Scientific Unions (ICSU).

Durante o evento, as intrincadas conexões entre todos os diferentes sistemas e ciclos que governam o oceano, a atmosfera, os sistemas terrestres e a vida humana e animal que depende desses ambientes foram discutidas por mais de 3 mil especialistas em temas como mudança climática, geoengenharia ambiental, governança internacional, futuro dos oceanos e da biodiversidade, comércio global, desenvolvimento, combate à pobreza e segurança alimentar.

Segundo a declaração, a alta interconectividade da sociedade contemporânea pode ser aproveitada para estimular as inovações em uma velocidade sem precedentes. Mas, para isso, será preciso disponibilizar um acesso mais aberto ao conhecimento, o PIB deverá deixar de ser a única medida de progresso e será preciso estabelecer novos paradigmas de trabalho em cooperação internacional.

Para que seja possível uma administração planetária mais eficaz, também será preciso desenvolver novos modos de participação em todos os níveis, lideranças mais fortes em todos os setores da sociedade e maior conectividade entre os que geram novos conhecimentos e o resto da sociedade. Será preciso, ainda, repensar os papéis da ciência, da política, da indústria e da sociedade civil.

Mais informações:
www.planetunderpressure2012.net

quinta-feira, 29 de março de 2012

Sonda acha condições favoráveis para a vida em lua de Saturno



A sonda espacial Cassini registrou jatos de água gelada em vários voos próximos à superfície de uma lua de Saturno, Encélado, que poderiam indicar um habitat propício para a existência de vida, informou a Nasa em seu site.

"Mais de 90 gêiser de todos os tamanhos estão emitindo vapor de água, partículas de gelo, e componentes orgânicos na superfície do Polo Sul de Encélado", disse Carolyn Porco, chefe da equipe de Imagens Científicas da sonda espacial Cassini.

Estes gêiser, que surgem através de fendas na superfície gelada da sexta lua de Saturno, poderiam revelar a existência de um vasto mar subterrâneo.

"Cassini voou várias vezes através destas partículas e as analisou. Além de água e material orgânico, encontramos sal nas partículas de gelo. A salinidade é a mesma que a existente nos oceanos da Terra", explicou Carolyn.

A cientista afirmou que parece "coisa de louco", mas é como "se nevasse sobre a superfície deste pequeno mundo", em referência às condições favoráveis à vida microbiana neste satélite.

"No fim, esse é o lugar mais promissor que conhecemos para a pesquisa em astrobiologia. Não precisamos sequer mexer na superfície. Basta voar entre estas colunas de partículas. Ou podemos pousar sobre a superfície e tirar mostras", disse.

A sonda Cassini, lançada em 1997, é uma missão na qual participam a Nasa, a ESA (Agência Espacial Europeia) e a Agência Espacial Italiana, cujo objetivo é estudar as mudanças climáticas em Saturno e em suas luas.

No ano passado a Nasa decidiu prolongar a missão, que transmitiu informações do sistema de Saturno durante quase seis anos, até 2017.

"O tipo de ecossistemas que Encélado pode abrigar poderiam ser como os existentes nas profundezas de nosso planeta. Embora tudo aconteça inteiramente à revelia de luz solar", acrescentou.

Cassini foi lançada ao espaço em outubro de 1997 junto com a sonda Huygens da ESA, e chegou às imediações de Saturno em 2004 para iniciar o estudo de Titã, a maior lua do planeta.

Fonte: EFE

Adaptação à vida em árvores permite que gatos sobrevivam a quedas de grandes alturas



A sobrevivência de uma gata na cidade de Boston, Estados Unidos, depois de uma queda de 19 andares, levantou a questão de como os gatos conseguem escapar vivos de quedas de grandes alturas.

A dona da gata, Brittney Kirk, tinha deixado uma janela entreaberta na semana passada para que a gata Sugar se refrescasse, mas ela saiu e caiu em um gramado.

Segundo biólogos e veterinários, a habilidade dos gatos de sobreviver a estas grandes quedas é uma questão simples de física, biologia da evolução e fisiologia.

"Este episódio recente não surpreende. Sabemos que animais exibem este comportamento e há muitos registros de sobrevivência de gatos (a grandes quedas)", disse Jake Socha, biomecânico na Universidade Virginia Tech.

Em um estudo realizado em 1987, que analisou casos de 132 gatos que caíram de grandes alturas e foram levados para uma clínica veterinária especializada em emergências em Nova York, os cientistas observaram que 90% dos animais sobreviveram e apenas 37% precisaram de atendimento de emergência para continuar vivos.

Um dos gatos, que caiu de uma altura de 32 andares diretamente no concreto, teve apenas um dente quebrado e um problema no pulmão. Ele foi liberado 48 horas depois.

Feitos para a sobrevivência

Cientistas afirmam que os corpos dos gatos foram construídos para resistir a quedas, desde o momento em que estão em pleno ar até o instante em que atingem o chão.

Eles possuem uma área de superfície do corpo grande em relação ao peso, o que reduz a força com que chegam ao chão em uma queda.

A velocidade máxima alcançada por um gato em queda é menor comparada a humanos e cavalos, por exemplo.

Um gato de tamanho médio com seus membros estendidos alcança uma velocidade máxima (ou velocidade terminal) de cerca de 97 quilômetros por hora, enquanto que um homem de tamanho médio chega à velocidade máxima por volta dos 193 quilômetros por hora, segundo estudo de 1987 dos veterinários Wayne Whitney e Cheryl Mehlhaff.

Árvores

Gatos são animais que vivem, essencialmente, em árvores. Quando não vivem em casas ou nas ruas de uma cidade, eles tendem a viver em árvores.

Biólogos afirmam que, sendo assim, cedo ou tarde eles acabam caindo. Gatos, macacos, répteis e outras criaturas vão saltar para capturar presas e vão errar, ou um galho da árvore vai se quebrar, ou o vento vai derrubá-los. Então, os processos evolutivos deram a eles a capacidade de sobreviver a quedas.

"Ser capaz de sobreviver a quedas é algo muito importante para animais que vivem em árvores e gatos estão entre estes animais", disse Jake Socha.

"O gato doméstico ainda mantém as adaptações que permitiram que eles fossem bons vivendo em árvores."

Segundo os biólogos, por meio de seleção natural, os gatos desenvolveram o instinto para sentir qual lado é o lado para baixo, algo análogo ao mecanismo que humanos usam para o equilíbrio.

Então, se eles tiverem tempo o bastante, conseguem torcer o corpo como um ginasta e posicionar os pés embaixo do corpo e, com isso, cair de pé.

"Todos que vivem em árvores têm o que chamamos de reflexo aéreo para endireitar", disse Robert Dudley, biólogo no laboratório de voo animal da Universidade da Califórnia Berkeley.

Pernas e paraquedas

Gatos também conseguem estender as pernas para criar um efeito de paraquedas, segundo Andrew Biewener, professor de biologia de organismos e evolucionária na Universidade de Harvard. No entanto, ainda não se sabe exatamente como isso desacelera a queda.

"Eles estendem as pernas, o que vai expandir a área de superfície do corpo", disse.

E, quando eles chegam ao chão, as pernas fortes dos gatos, feitas para escalar árvores, absorvem o impacto.

"Gatos têm pernas longas e bons músculos. São capazes de saltar bem, os mesmos músculos direcionam a energia para a desaceleração ao invés de quebrar ossos", explicou Jim Usherwood, do laboratório de movimento e estrutura do Royal Veterinary College.

Pulos e Gatos Urbanos

As pernas de um gato estão posicionadas em um ângulo diferente das pernas de homens ou cavalos por exemplo.

De acordo com Jake Socha, este ângulo diferente faz com que as forças "não sejam transmitidas diretamente" em uma queda.

"Se o gato caísse com as pernas diretamente embaixo dele, em uma coluna, e (as pernas) o segurassem firmemente, aqueles osso se quebrariam. Mas elas (as pernas) vão para o lado e as juntas se dobram, e agora você está pegando aquela energia e colocando nas juntas, com menos força indo para os ossos", disse.

Steve Dale, consultor especialista em comportamento de gatos para a Winn Feline Foundation, afirmou que gatos domésticos em áreas urbanas tendem a estar acima do peso e fora de forma e, por isso, suas habilidades para conseguir se virar durante uma queda e cair em cima das patas é menor.

"Aquela gata (de Boston) teve sorte. Mas muitos, provavelmente a maioria, teriam tido problemas graves no pulmão ou então fraturas nas pernas, talvez danos na cauda e também uma fratura na mandíbula ou um dente quebrado", afirmou.

"A lição que se aprende é, por favor, coloquem telas nas janelas", acrescentou.

Fonte: BBC Brasil

LATA D´AGUA NA CABEÇA



Por Aline Moura - Bióloga/ especialista em Meio Ambiente

Quem não se lembra dessa pérola do sambista Candeias Júnior. “Lá vai Maria sobe o morro e não se cansa...” A música que sabiamente flagra a saga de uma lavadeira em busca de água e de uma vida melhor para os filhos ainda é o retrato do cotidiano de várias Marias pelo país afora. Nos estados do norte e do nordeste, principalmente, a falta de acesso a rede de abastecimento de água sacrifica milhares de famílias, condenando-as a viver precariamente e em condições subnormais, obrigando as pobres Marias a percorrer grandes distâncias para encontrar  uma fonte de água barrenta , de péssima qualidade que é utilizada tanto   para servir aos filhos  como para realizar as atividades domésticas.

O valor da água somente é dado por quem enfrenta dificuldades para conseguí-la, como é o caso das Marias do sambista. Para os personagens do enredo, o significado do líquido vai bem além da junção de duas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio. Cada caneca é utilizada com sapiência e cada gota vale peso de ouro. 

Situação contrastante com a que vivemos no lado “nobre” do mapa, esbanjando o pouco que ainda temos e poluindo o restante. O uso é irracional, abusivo e até vergonhoso quando nos deparamos com cenas de seca, doenças e mortes provocadas pela falta de água ao redor do planeta.

Usufruímos da água sem o menor critério e necessidade. Em algumas cidades as perdas por vazamento em tubulações chegam a 40% e os desperdícios continuam nos lares, empresas e comércios afora. Uma torneira pingando por dia, por exemplo, consome cerca de 46 litros de água, uma descarga de 15 a 30 litros e a lavagem de um automóvel 100 litros.

Se formos direto à fonte, a situação é ainda mais preocupante: as cabeceiras dos rios – fonte de abastecimento – estão perdendo espaço para a urbanização acelerada das cidades.  Na microbacia do rio São João, quase 80% das nascentes sofreram impactos nos últimos anos de acordo com dados do diagnóstico do Projeto São João Vivo. O impacto  representa não só  a  perda na qualidade da água mas sua  migração para outros pontos, sacrificando os tributários do rio principal,que deixa então de receber parte do volume de água.Um proprietário de um terreno rural que não resguarda sua nascente da ação do gado por exemplo, provavelmente perderá  para  outros terrenos a vazão outrora abundante.

Se temos alguma coisa para comemorar no Dia Mundial da Água, 22 de março é pela existência do ciclo hidrológico, onde á água passa por fases até culminar nas chuvas que abastecem o lençol freático e os rios, ou seja a água estará sempre movimentando em ciclos, mas a notícia ruim é que todo esse volume perde gradativamente a qualidade, podendo tornar-se em muitos casos, inviável o tratamento. Aí então poderemos virar todos Marias com a lata d’ água na cabeça.

Lançamento do livro "Anfíbios e Répteis - Introdução ao Estudo da Herpetofauna Brasileira"



A pré-venda terá início em 2 de abril e o valor promocional de R$ 105,00 (poderá ser parcelado em 3 vezes sem juros) pelo Site da Anolis Books (www.anolisbooks.com)

Sinopse: O Brasil apresenta uma rica herpetofauna, com 941 espécies de Anfíbios e 732 de Répteis registradas. Em vista dessa riqueza, é fundamental estudar e conhecer melhor essa diversidade, e este livro procura fornecer subsídios para tal.

Repleto de ilustrações, apresentando 280 fotografias coloridas que representam várias espécies da Herpetofauna Brasileira, o livro contém 320 páginas e também um riquíssimo levantamento bibliográfico sobre esses animais, perfazendo mais de 1500 publicações citadas.

Entre os temas abordados estão: a importância e a conservação da herpetofauna, a classificação e distribuição das famílias de Anfíbios e Répteis pelo Brasil, com referências de trabalhos sobre taxonomia e filogenia para os gêneros, apoio para a identificação das espécies (referências de chaves e guias para os grupos em cada região do país), métodos de amostragem e coleta, e ecologia de Anfíbios Anuros, Lagartos e Serpentes, abordando vários aspectos da vida desses animais, como ocorrência nos hábitats, alimentação, período de atividade, reprodução, predadores e mecanismos de defesa. 

Também aborda cuidados e condutas em campo, com dicas de segurança para prevenção de acidentes, ofidismo, tratando da ação do veneno das serpentes, sintomas nas vítimasm aspectos epidemiológicos, prevenção e primeiros socorros, e ainda lendas e crendices, relatando o imaginário acerca destes animais.


Fonte: Paulo Bernarde (www.herpetofauna.com.br)

Concurso Público Pindamonhangaba – SP (Cadastro de Reserva para Biólogos)


O concurso público da Prefeitura de Pindamonhangaba (SP) tem como objetivo efetuar contratações para seu quadro de pessoal efetivo.

O cargo Biólogo é destinado a cadastro de reserva. 

O salário base é de R$2.331,79, com jornada de trabalho de 30 horas/semana. 

É necessário que o candidato tenha 06 meses de experiência na área de atuação após o registro no CRBio.

As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, através do endereço eletrônico www.makiyama.com.br, até o dia 08 de abril de 2012.

Mais informações:

Ciência na Mídia



A FAPESP realizará o seminário "Ciência na Mídia" no dia 16 de abril, no auditório da Fundação, em São Paulo.

O objetivo do evento é promover uma reflexão, por meio de um diálogo entre pesquisadores e jornalistas, sobre as formas pelas quais os diversos veículos de comunicação têm divulgado a atividade científica.

A abertura contará com participações de Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, e de Clive Cookson, editor de ciência do jornal britânico Financial Times.

Em seguida ocorrerá o debate sobre o tema “Ciência na TV”, com Paulo Saldiva, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e Roberto Wertman, do Espaço Aberto Ciência e Tecnologia da Globonews, com mediação de Mônica Teixeira, da Univesp TV.

O tema “Ciência em mídia impressa” terá como debatedores Fernando Reinach, do Fundo Pitanga, e Reinaldo José Lopes, da Folha de S.Paulo, e mediação de Mariluce Moura, da revista Pesquisa FAPESP.

“Ciência e produção de notícias” será o último debate, com participação de Thomas Lewinsohn, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas, e de Sonia López, ex-editora da agência noticiosa europeia AlphaGalileo. O mediador será Carlos Eduardo Lins da Silva, consultor de comunicação da FAPESP e ex-secretário de redação da Folha de S.Paulo.

Mais informações e inscrição: 

Grupo encontra hominídeo com dedão de pé de macaco na Etiópia



Tem gente que vive com um pé no passado, mas um estranho hominídeo de 3,4 milhões de anos abusava do direito de ser saudosista.

Enquanto outros membros primitivos da linhagem humana já tinham dominado totalmente a arte de andar com duas pernas, a criatura ainda tinha um dedão do pé que funcionava como polegar, como o dos chimpanzés e gorilas de hoje, por exemplo.

Isso não o tornava totalmente incapaz de caminhar como bípede, mas decerto comprometia a elegância e a eficiência de seu passo --ele teria de apoiar a maior parte de seu peso no lado de fora do pé, como fazem os grandes macacos atuais.

A descoberta do hominídeo "passadista", cuja espécie ainda é um mistério, está na revista científica "Nature" desta quinta-feira.

Os responsáveis por ela são o etíope Yohannes Haile-Selassie e o americano Bruce Latimer, ambos da Universidade Case Western Reserve, em Ohio (EUA).

As informações sobre a criatura ainda são parcas porque os pesquisadores, por enquanto, só acharam oito ossos do pé direito do hominídeo. Os dados são suficientes, no entanto, para reconstruir como a criatura andava.

"O andar bípede é o que separa os seres humanos e seus ancestrais diretos dos outros primatas e, na verdade, de todos os outros mamíferos", diz Bruce Latimer. "Encontrar um hominídeo que foge desse padrão é surpreendente."

O VELHO E O NOVO

Surpreendente, mas não exatamente único. O hominídeo mais antigo cujo esqueleto quase completo chegou até nós, o etíope Ardipithecus ramidus, de 4,4 milhões de anos, também possuía um dedão do pé (ou hálux, como preferem os cientistas) com características semelhantes às vistas em macacos: curto e distanciado dos demais dedos do pé.

A interpretação mais comum desse fato é que, embora passasse algum tempo no chão, na posição ereta, o A. ramidus também seria capaz de agarrar galhos de árvore com os pés, locomovendo-se no alto da floresta.

No entanto, por volta de 3,5 milhões de anos atrás, uma única espécie de hominídeo parecia ter tomado conta da África Oriental. Era o Australopithecus afarensis, a espécie da famosa fêmea "Lucy" --um ancestral do homem já quase totalmente bípede.

O problema é que o novo e misterioso hominídeo é praticamente contemporâneo de "Lucy", mas seu pé é de um "modelo" 1 milhão de anos mais antigo. Mal comparando, é como se humanos atuais convivessem com o Homo erectus na mesma região, já que ambos eram da Etiópia.

Além do dedão com capacidades de polegar, os outros dedos do "novo" hominídeo etíope também eram mais compridos que os de hominídeos mais recentes. No geral, o pé da criatura se parecia mais com o de um gorila.

Os cientistas querem tentar achar mais fósseis antes de determinar a identidade da criatura. Pode ser, por exemplo, que se trate de um espécime tardio da linhagem do Ardipithecus.

De qualquer modo, não seria a primeira vez que múltiplas espécies de ancestrais do homem, cada uma com adaptações diferentes para modos de vida diversos, são identificadas na mesma região e época pelos cientistas.

Outro exemplo, alguns milhões de anos depois, envolve os chamados australopitecos robustos, que desenvolveram enormes mandíbulas para mastigar gramíneas e sementes duras.

Fonte: Folha Online

quarta-feira, 28 de março de 2012

Concurso Público São Jerônimo – RS (01 vaga para Biólogos)


Encontram-se disponíveis as inscrições para o concurso público da Prefeitura de São Jerônimo (PE), que objetiva o recrutamento de novos profissionais para atuar junto a administração local do Município.

O cargo Biólogo possui vencimento mensal de R$ 1.773,61 e 30 horas semanais de jornada de trabalho.

As inscrições devem ser feitas no site www.premierconcursos.com.br, até o dia 02 de abril de 2012.

Mais informações:

Concurso Público de Chuí – RS (01 vaga para Biólogos)


A Prefeitura Rio Grandense de Chuí (RS) está com as inscrições abertas para concurso público, que irá contratar Biólogo sob a égide do Regime Jurídico Estatutário Local.

O vencimento mensal é de R$1.481,82.

Os interessados deverão preencher a ficha de inscrição até o dia 09 de abril de 2012, através do endereço eletrônico www.objetivas.com.br .

A prova objetiva está pré-agendada para o dia 13 de maio de 2012.

Mais informações:

Concurso Prefeitura de Atibaia - SAAE (Cadastro de Reserva para Biólogos)


O concurso público da Prefeitura de Atibaia (SP) realizará a admissão de profissionais para atuar junto ao SAAE (Companhia de Saneamento Ambiental) sob a égide do Regime Celetista (CLT).

Será possível se inscrever acessando o site www.shdias.com.br, até o dia 24 de abril de 2012.

O cargo Biólogo é destinado a cadastro de reserva e o vencimento é de R$3.310,05.

É necessário o candidato ter Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e conhecimento na área de saneamento básico.

Mais informações:

Curso Teórico e Prático de Receptores Geodésicos e Portáteis de Navegação - GPS



A ASSEAGRI-MG (Associação dos Engenheiros Agrimensores no Estado de Minas Gerais) realizará o curso Teórico e Prático de Receptores Geodésicos e Portáteis de Navegação - GPS, nos dias 12 e 13 de abril de 2012, em Belo Horizonte (MG).

As aulas serão realizadas de 9h às 17h, na Nova Central Sindical de Trabalhadores Minas Gerais (Av. Afonso Pena nº 748, sl 408 - 4º andar, Centro).

Mais informações:

Comissão Fullbright seleciona bolsistas para doutorado



A Comissão Fullbright abriu inscrições para o Programa de Bolsa de Doutorado Sanduíche, direcionado para estudantes brasileiros de doutorado nos Estados Unidos. As inscrições poderão ser feitas até o dia 30 de março pelo site da comissão.

O programa prevê a concessão de até 50 bolsas de estudos, no valor mensal de US$ 1,3 mil, que terão nove meses de duração, entre os meses de setembro de 2012 e maio de 2013.

Os candidatos deverão ter desempenho acadêmico comprovado. Os interessados deverão apresentar projetos de pesquisa de excelência para serem desenvolvidos, parcialmente, em uma instituição norte-americana.

Caso considere necessário, a Comissão poderá oferecer treinamento em inglês nos Estados Unidos, com até três meses de duração, para os bolsistas com nível insuficiente de proficiência na língua.

Para participar do processo seletivo, o interessado deve ter nacionalidade brasileira, não possuir nacionalidade norte-americana, estar matriculado em um curso de doutorado reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), não ter usufruído de bolsa de doutorado anteriormente, possuir proficiência em inglês e ter cursado o mínimo de créditos exigidos pelo curso para a realização de doutorado.

Além da bolsa mensal, os candidatos selecionados terão um auxílio- pesquisa variável entre US$ 2 mil e US$ 7 mil, de acordo com a instituição, e um auxílio-instalação de US$ 990. A Fullbright arcará ainda com a passagem aérea de ida e volta e o seguro-saúde do candidato.

Mais informações: 

terça-feira, 27 de março de 2012

I Simpósio Brasileiro de Eletrofisiologia Celular



Os programas de pós-graduação em Bioquímica e Imunologia e Fisiologia e Farmacologia da UFMG irá realizar o I Simpósio Brasileiro de Eletrofisiologia Celular, a ser realizado nos dias 26, 27 e 28 de abril, no Centro de Atividades Didáticas (Av. Antônio Carlos, 6627, Pampulha).

O evento objetiva avaliar quais foram os avanços e quais são as principais dificuldades vivenciadas pela comunidade científica, a fim de traçar, de modo democrático e participativo, estratégias para o fortalecimento da eletrofisiologia no país e também para sua inserção no contexto internacional.

O Simpósio contará com palestras internacionais, incluindo a participação do Prof Dr. Bertil Hille (Department of Physiology and Biophysics – University of Washington – USA) que exerceu uma influência muito grande em todos os eletrofisiologistas não só do Brasil mas também do mundo.

Mais informações:

Concurso Público Búzios – RJ (10 vagas para Professor e 01 vaga para Biólogos)


Estão abertas as inscrições para o concurso oúblico da Prefeitura de Armações de Búzios (RJ).

O cargo Biólogo possui 01 vaga disponível e o salário base inicial é de R$ 2.984,71.

O cargo Professor II - Ciências Biológicas/Biologia tem 10 vagas em aberto. A remuneração mensal é de R$1.793,52, para uma jornada de trabalho de 20 horas semanais.

Os interessados deverão realizar as suas inscrições até o dia 15 de abril de 2012, através do endereço eletrônico www.funcab.org .

Mais informações:

Processo Seletivo UnB (01 vaga para Professor)


A UnB - Universidade de Brasília publicou o edital 112/2012 que selecionará Professor Substituto da área de Anatomia Vegetal por tempo determinado.

O candidato deve ter, no mínimo, mestrado na área. A remuneração é de R$3.016,45.

As inscrições deverão ser realizadas no Campus Darcy Ribeiro, Departamento de Botânica, no período de 28 de março a 10 de abril de 2012, das 8h30 às 11h30 e das 14h30 às 17h30.

Mais informações:

Congresso Abipti 2012



A Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (Abipti) abriu as inscrições para o seu congresso, que será realizado nos dias 14 a 16 de agosto, em Brasília (DF).

Com o tema “Tecnologia para um Brasil inovador e competitivo”, o objetivo do encontro é gerar subsídios para a demanda e oferta de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação em apoio ao esforço de reorientação do cenário atual do país.

“Os principais obstáculos à inovação no Brasil” e o “Potencial das instituições de pesquisa e desenvolvimento” são alguns temas que serão discutidos durante o encontro, voltado para pesquisadores, gestores, empresários e profissionais atuantes nas áreas de ciência, tecnologia e inovação.

O evento será realizado no San Marco Hotel, localizado no Setor Hoteleiro Sul, Quadra 5, Bloco C, em Brasília (DF).

Mais informações e inscrições: 

segunda-feira, 26 de março de 2012

Processo de Seleção para Empreendimentos - Incubadora 3D


A Prefeitura Municipal de Aparecida de Goiânia, por meio da Secretaria de Indústria e Comércio, Trabalho e Tecnologia - SICTT lançou edital (http://migre.me/8qKas) destinadoa processo seletivo de empreendimentos para ingresso na Incubadora 3D, nas modalidades de Incubação Base Tecnológica, Incubação Tradicional, Incubação Social (Coleta seletiva e Reciclagem) e Hotel de Projetos.

Os interessados devem se inscrever até o dia 13 de abril de 2012.

A Incubadora 3D tem como objetivo  apoiar a criação, o desenvolvimento e a consolidação de empreendimentos que se proponham a desenvolver inovações ou agregar valor a processos, produtos e serviços.

No edital, há oito vagas para empresas de três modalidades para compartilhar informações de gestão, por meio de cursos, palestras e orientações de profissionais da área. 

A Incubação de Base Tecnológica possui as seguintes áreas temáticas: Tecnologia da informação, Indústria Aeronáutica, Eletro-eletrônico, Automação, Verticalização de Minérios  (refino e lingotes),  Biotecnologia, Energia (eficiência energética  –energia renovável), Design, Arquitetura, Marketing e tecnologias ambientais.

A Incubação Tradicional se destina as áreas de: Cosméticos, Construção Civil, Logística, Alimentos, Química, Confecção e Saúde.

Informações e inscrições:

Pesquisa reconstrói estruturas de proteínas ligadas à dependência do ópio



Cientistas americanos reconstruíram a estrutura de duas proteínas nas quais atuam substâncias como a morfina, e que são responsáveis pelo alto grau de dependência desta substância.

O sistema nervoso, principalmente o encéfalo e a medula espinhal, abriga quatro tipos de proteínas, denominadas receptores opióides, que são o alvo das drogas terapêuticas, que reagem com eles para produzir efeitos analgésicos, euforia e sedação.

Duas delas foram objeto de duas pesquisas realizadas por cientistas americanos, que tiveram seus resultados publicados nesta quarta-feira na revista "Nature".

Raymond Stevens, químico e biólogo do Instituto de Pesquisa The Scripps focou suas investigações na proteína Kappa, que interage com um tipo de alucinógeno de origem natural, enquanto Brian Kobilka, professor da Universidade de Stanford, estudou a proteína Mu, que se relaciona com substâncias como a morfina e a heroína.

Kobilka conseguiu reconstruir a estrutura da proteína Mu quando ela está inativa e observou que seu centro ativo é maior do que em outros receptores.

O estudo sobre o centro ativo é importante pois é nesse local que a proteína se une às moléculas que compõem as drogas derivadas do ópio, e entre elas se forma uma ligação que vai determinar em parte a potência da substância.

"O receptor opióide Mu é responsável pela da maioria dos efeitos, tanto benéficos como prejudiciais, das substâncias derivadas do ópio, como a morfina, a heroína ou a codeína, assim como de seus derivados químicos", explicou Kobilka à Agência Efe.

Embora esta proteína seja um antigo interesse do setor farmacêutico, os cientistas não têm ainda muita informação sobre ela.

"Ainda temos muito o que aprender sobre o funcionamento destes receptores do ponto de vista de sua estrutura. Nós reconstruímos os receptores quando a proteína está inativa, mas gostaríamos de investigá-las quando elas se ativam e se unem com as moléculas", explicou o cientista.

Os remédios derivados do ópio são os analgésicos mais eficazes para tratar a dor aguda e crônica, mas também causam um risco muito alto de dependência.

As pesquisas de Kobilka e Stevens são uma perspectiva única para que os laboratórios farmacêuticos elaborem remédios com melhores propriedades farmacológicas e que gerem uma menor dependência.

"Estas estruturas são um importante ponto de partida, mas ainda não entendemos as bases da dependência ao ópio. A questão agora é compreender como o enlace entre as proteínas e as moléculas dessas drogas influi nos processos de comunicação celular, que por sua vez atuam nos efeitos analgésicos e na dependência", finalizou Kobilka.

Fonte: EFE

I Simpósio Internacional de Atividades/Terapia e Educação Assistida por Animais – SINTAA



O I Simpósio Internacional de Atividades/Terapia/Educação Assistida por Animais - SINTAA será realizado no Auditório Carolina Bori do Instituto de Psicologia da USP, São Paulo, de 06 a 09 de Setembro de 2012.

O evento será uma oportunidade para a troca de experiências e conhecimentos sobre o tema e áreas afins, com renomados palestrantes internacionais, além de pesquisadores e profissionais do país.

Terão descontos as inscrições feitas até o dia 15 de julho.

No período de 16 de abril a 15 de junho será possível o envio de resumos.

Mais informações:

Pós-graduação em Gestão Ambiental



A FPM -Faculdade Patos de Minas irá realizar a pós-graduação em Gestão Ambiental. 

O curso oferece subsídios para a formação de um profissional apto a realizar o planejamento e gestão ambiental, imprescindíveis à execução das políticas nacionais de meio ambiente com o foco na sustentabilidade. 

O curso irá apontar as técnicas para o trabalho com meio ambiente, parâmetros de qualidade ambiental e legislação, habilitado, assim, o profissional para competir em um cenário empresarial e no ramo da consultoria com visão crítica, perspicácia e eficiência. 

As aulas ocorrerão quinzenalmente, aos sábados, em Patos de Minas (MG) e terão início em abril. 

Mais informações:

Concurso Público Petrobras (02 vagas para Biólogos)


A Petrobras acaba de abrir processo Seletivo Público oferecendo oportunidades para candidatos dos níveis superior e médio com formação técnica.

A inscrição deverá ser efetuada no período de 27 de março a 11 de abril de 2012.

O cargo Analista Ambiental Júnior - Biologia possui 02 vagas em aberto e a remuneração mínima é de R$6.883,05.

O edital do concurso prevê que, para o cargo Engenheiro Ambiental Júnior, sejam aceitas outras formações na área ambiental, desde que acompanhadas de certidão emitida pelo respectivo Conselho de Classe. O CRBio04 informa que poderá emitir o certificado para os Biólogos de sua jurisdição, após análise curricular.

As provas objetivas serão realizadas no dia 06 de maio, nas cidades de Aracaju/SE, Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Campinas/SP, Campo Grande/MS, Curitiba/PR, Florianópolis/SC, Fortaleza/CE, Goiânia/GO, João Pessoa/PB, Macaé/RJ, Maceió/AL, Manaus/AM, Mauá/SP, Natal/RN, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA, Santos/SP, São José dos Campos/SP, São Luís/MA, São Mateus do Sul/PR, São Paulo/SP, Três Lagoas/MS e Vitória/ES.

Informações e inscrições:

CRBio01 lança concurso na área ambiental



O Conselho Regional de Biologia - 1ª Região (SP, MT, MS) está lançando o “Concurso Ambiental do CRBio-01 para uma São Paulo  melhor” voltado aos estudantes de graduação dos Cursos de Ciências Biológicas de Instituições de Ensino Superior dos estados pertencentes à sua jurisdição. Tendo como tema “Soluções ambientais para uma São Paulo  melhor”, o Concurso premiará os projetos que melhor desenvolverem soluções para as questões ambientais da cidade de São Paulo, e que ao mesmo tempo também possam ser implantados em outros municípios. Além do debate sobre os problemas relativos ao meio ambiente, o CRBio-01 pretende promover maior interação entre as instituições de ensino e os estudantes de Biologia.

Durante a cerimônia serão realizadas as palestras: "Floresta Urbana: um desafio para as cidades" do Biólogo Dr. Sergio Brazolin, pesquisador do Centro de Tecnologia de Recursos Florestais do IPT; e "Infraestrutura Verde Urbana, as oportunidades de atuação do Biólogo: um relato pessoal", do Biólogo Renier Marcos Rotermund, coordenador de Biodiversidade da Divisão de Gestão Descentralizada Sul 3 (Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente).

A cerimônia de lançamento acontecerá no próximo dia 30 de março, das 14 às  17 horas na Câmara Municipal de São Paulo, Plenário 1º de Maio, Viaduto Jacareí, 100 – 1º andar, São Paulo. O CRBio-01 convida os estudantes de graduação,  coordenadores dos Cursos de Ciências Biológicas e todos os Biólogos a participarem do evento.

Mais informações:

Revista O Biólogo – Ed. 21 – Jan/Fev/Mar 2012



Já saiu a revista O Biólogo, edição número 21 (Jan/Fev/Mar 2012), publicada pelo CRBio01.

Os principais temas do veículo impresso são:

- Espeleobiologia, saiba mais sobre essa área de atuação na entrevista com a Bióloga Profa. Dra. Lina Bichuette, da UFSCar

- “Curso de Ciências Biológicas e formação do professor de Biologia”, artigo assinado pela Bióloga Profa. Dra. Maria Saleti Ferraz Dias Ferreira da UFMT

- Concurso Ambiental do CRBio-01 para uma São Paulo melhor, conheça o regulamento

- Publicada a 1ª parte da lista de Biólogos inscritos em 2012 no CRBio-01


Para ler a revista acesse o portal do CRBio01

I Congresso de Áreas Úmidas



Entre os dias 08 e 10 de agosto de 2012, acontecerá em Cuiabá, no Centro de Eventos do Pantanal, o I Congresso de Áreas Úmidas.

O evento pretende reunir participantes provenientes de várias regiões do país e do exterior, representantes governamentais, acadêmicos, pesquisadores, empresários e variados setores da sociedade, para um amplo debate que estimule fortemente todas as atividades relacionadas com a pesquisa, a sustentabilidade e a proteção das AUs.

Os resultados destas discussões poderão auxiliar na tomada de decisão para políticas públicas que visem a conservação e o uso sustentável desses importantes ecossistemas.

O congresso é uma promoção do Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP).

As inscrições para resumo vão até o dia 15 de abril.

Mais informações:

Pós-graduação em Microbiologia - PREPES PUC Minas



O PREPES PUC Minas estará com inscrições abertas de 02 de abril a 18 de maio para as ofertas de especialização para o 2° semestre de 2012. 

Estes cursos de pós-graduação lato sensu são divididos em módulos que acontecem em julho de 2012 e janeiro e julho de 2013, na unidade Coração Eucarístico, em Belo Horizonte.

Um dos cursos oferecidos pelo PREPES, de interesse dos Biólogos, é a pós em Microbiologia, que apresenta conteúdos atualizados de ciências biológicas no contexto da saúde e sua aplicação industrial, além de incentivar a pesquisa em microbiologia e prepara o profissional para a atividade docente.

Mais informações:

Concurso Público Quirinópolis – GO (Cadastro de Reserva para Biólogos)


Encontram-se abertas as inscrições para o concurso público da Prefeitura de Quirinópolis (GO), cujo objetivo é a contratação de novos funcionários para cargos locais sob a égide do Regime Jurídico Estatutário.

O cargo Biólogo é destinado a cadastro de reserva. O vencimento inicial é de R$1.359,16.

O requerimento da inscrição poderá ser preenchido através do site www.consultarconcursos.com.br, até o dia 06 de abril de 2012.

Mais informações:

Simpósio Nacional Microrganismos em Agroenergia



OBJETIVO
O evento visa discutir a importância do desenvolvimento e da aplicação de microrganismos e seus produtos em processos biotecnológicos. O Simpósio contará com a participação de palestrantes de instituições nacionais e internacionais. Veja a programação preliminar abaixo.

DATA
11 e 12 de abril de 2012

LOCAL
FINATEC, no campus da UNB, Brasília - DF

INSCRIÇÕES
Abertas até o dia 02 de abril de 2012. Após esta data as inscrições serão realizadas somente no local do evento mediante disponibilidade de vagas.

MAIS INFORMAÇÕES

quinta-feira, 22 de março de 2012

Procura por certificação "verde" para imóveis quase dobrou no Brasil no ano passado



Entre 2010 e 2011, a procura pelo selo Leed (sigla em inglês para Liderança em design em energia e meio ambiente), ou certificação “verde”, quase dobrou no Brasil. Além de colaborar com o meio ambiente, o selo garante redução dos custos operacionais e melhora na imagem das empresas – o "carimbo" demonstra que um empreendimento adota medidas sustentáveis e ecologicamente corretas tanto na obra como no dia a dia.

Apesar do custo da construção ser de 1% a 7% mais caro, em média, a valorização estimada na revenda é de 10% a 20%. O investimento proporciona até 30% de redução no valor do condomínio e diminuição média de 9% no custo de operação durante toda a vida útil, de acordo o Green Building Council Brasil (GBC Brasil), que orienta a respeito do selo Leed no país.

Dados do conselho apontam que o número de empreendimentos na fila para conseguir o certificado passou de 237 ao fim de 2010, para 434 em 2011. Até a terceira semana de fevereiro deste ano, já eram 475. A expectativa é fechar 2012 com aproximadamente 650.

Em função do tempo necessário para realização das obras após o pedido da certificação, o número de prédios já certificados com o Leed estava em 43 até o final de fevereiro. “Os prédios demoram dois, três, quatro anos para ficarem prontos. Agora é que os empreendimentos [na fila para ter o selo] estão começando a ficar prontos”, explica o gerente técnico do GBC Brasil, Marcos Casado. A expectativa é encerrar este ano com 75 selos.

No ranking mundial do número de empreendimentos registrados em busca da certificação, o Brasil aparece em quarto lugar, atrás dos Estados Unidos (38.940), China (com 807) e Emirados Árabes Unidos (758).

De acordo com o GBC, os prédios verdes ainda representam apenas 1%, em média, dos lançamentos imobiliários nas cidades brasileiras. “Hoje temos uma possibilidade de crescimento muito grande. Em países mais engajados, o mercado já é de 10%, 15%”, diz Casado.

Conforme noticiou o site de notícias G1, as estimativas do Green Building Council EUA, usadas pelo conselho no Brasil, apontam que o gasto nos prédios verdes com energia é 30% menor, há redução de até 50% no consumo de água, de até 80% nos resíduos e uma valorização de 10% a 20% no preço de revenda, além de redução média de 9% no custo de operação do empreendimento durante toda sua vida útil.

Selo nacional

De acordo com o site, outro selo verde existente no mercado brasileiro é o Aqua, criado pela Fundação Vanzolini, ligada à Universidade de São Paulo (USP) em 2008. “Percebemos um mercado que tinha interesse muito grande pela sustentabilidade do empreendimento da construção em si”, afirma Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo do processo Aqua. Atualmente são 39 empreendimentos certificados, que compreendem 53 edifícios. Os números também crescem a cada ano: foram nove edifícios certificados em 2009, 16 em 2010, 26 em 2011 e, até o começo de fevereiro de 2012, mais dois.

“A quantidade de selos está crescendo, e entre empreendedores que são formadores de opinião [citando varejistas e grandes construtoras]. O número, perto do que se constrói no Brasil, ainda é pequeno, mas grandes construtoras já têm [o selo] e pensam em fazer mais. Acho que a preocupação começa a se formar”, afirma Martins.

Fonte: AMDA

Sem Ciência não há política ambiental consistente



Por Gustavo Faleiros - Jornalista e Mestre em Política Ambiental pela Universidade de Londres

O trágico incêndio que destruiu 70% da Estação de Pesquisa na Antártica e vitimou dois militares brasileiros ainda está sendo investigado para que se conheçam as causas exatas. Mas ele trouxe à tona questões sobre a maneira errática com a qual os governantes (mal)tratam o investimento em Ciência no Brasil. Do jeito que vamos, comprometemos pesquisas sobre o clima e o desmatamento.

Logo após o desastre no Polo Sul, um dos mais respeitados cientistas do programa antártico, o geólogo Jefferson Simões, diretor do Centro Polar da Universidade Federal do Rio Grande do Sul resumiu o problema em uma reportagem do jornal O Estado de São Paulo. “O problema é que em um ano há orçamento de 10 milhões de reais e no outro, 5 milhões de reais”.  

Coincidência ou não, apenas alguns dias antes do incidente na Estação Comandante Ferraz, o Ministério da Fazenda havia anunciado um corte de 20% no orçamento do Ministério de Ciência e Tecnologia. Consultas ao orçamento mostram que, antes mesmo desde corte, o investimento no programa antártico em 2012 será o menor em 7 anos.

Um movimento totalmente contraditório às promessas de Dilma Rousseff durante a posse do novo ministro de Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp. Na ocasião, a presidente frisou que sem pesquisa e inovação não existe desenvolvimento. “O grande instrumento de construção do futuro deste país passa necessariamente por, no presente, nós ampliarmos as oportunidades e a qualidade da Educação e assegurarmos que o Brasil seja capaz de produzir Ciência, seja capaz de produzir Tecnologia e seja capaz de inovar”, disse Dilma.

De fato, basta olhar para os Estados Unidos, a Alemanha, o Japão, para se constatar que se o Brasil quer ter relevância no cenário mundial deve investir em Ciência.  Mas influência e crescimento econômico não devem ser os únicos objetivos: a inconsistência nas políticas científicas ao longo dos anos contribui claramente para a piora das políticas ambientais. Um exemplo é o orçamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). 

Em 2009 pesquisadores do INPE já haviam reclamado que o contingenciamento de verbas colocava sob risco o programa de construção de satélites em parceria com a China - o CBERS. O satélite CBERS 3 está atrasado em dois anos de seu cronograma original. Com a falha do satélite americano Landsat 7 e o término do incrível Landsat 5 (durou 27 anos), do CBERS 2B e do japonês Alos, o Brasil gastará pela primeira vez em muitos anos dinheiro com a compra de imagens de satélite para fazer o monitoramento da Amazônia. Serão 6 milhões de reais que vão financiar a obtenção de imagens da constelação de satélites britânicos DMC.

Não surpreende neste cenário que o físico Gilberto Câmara tenha pedido as contas de seu cargo de diretor-geral do INPE. Em entrevista a ((o))eco ele disse que deixa o cargo “frustrado”. Sua principal crítica ao anunciar o pedido de demissão é que novos pesquisadores não estão sendo contratados e o quadro do INPE em breve não será suficiente para lidar com as necessidades do Brasil tanto em inovação como em observação do uso de recursos naturais.

No país que se comprometeu diante do mundo a proteger suas florestas, reduzindo o desmatamento na Amazônia em 80% até 2020, investir em Ciência é essencial. São organizações como a SBPC e a ABC, por exemplo, que tentam impedir que, com a reforma do Código Florestal, o Congresso dê carta branca para que se queimem mais florestas. As mesmas queimadas cujas emissões de carbono contribuem para o aquecimento global e, portanto, para o derretimento das calotas polares. Algo que os cientistas brasileiros investigavam com a ajuda dos laboratórios da finada estação Comandante Ferraz. Os pesquisadores já parecem ter ligado as pontas, mas os nossos governantes, infelizmente, não.

Fonte: O Eco

WSPA promove campanha para proteção dos leões marinhos no Chile


A Sociedade Mundial de Proteção Animal - WSPA (http://www.wspabrasil.org) está em campanha para proteger os leões marinhos. O Chile, que protege os animais, pretende, porém, permitir o abate maciço deles por meio de brechas na legislação

De acordo com a campanha, a intenção do governo chileno é apenas uma reação intempestiva e emocional à atual escassez de peixes em águas chilenas, quando, na verdade, o verdadeiro culpado para este quadro é a pesca predatória exercida no país ao longo de décadas.

A WSPA alega que se o projeto for aprovado, os leões marinhos sofrerão maus tratos ainda piores, como serem capturados e exportados para virarem atração em zoológicos e aquários. Além de correrem risco de morrer, os animais poderão ter órgãos ou membros de seus corpos exportados para a Ásia, a fim de serem utilizadas como medicamentos afrodisíacos.

Ao todo, 9485 pessoas já aderiram à campanha e assinaram uma carta online produzida por um dos milhares de apoiadores desta luta. Confira o texto completo aqui.

Faça parte você também desta luta na proteção dos leões marinhos:

Para assinar a carta online para o presidente do Chile, Sebastián Piñera, clique aqui

Relatório Valoração do Jardim Botânico da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte



Considerando que os jardins botânicos são importantes instrumentos para a preservação de espécies ameaçadas, atividades recreativas e desenvolvimento de pesquisa, é legítima a preocupação com sua manutenção e disseminação. A valoração econômica ambiental pode ser uma ferramenta metodológica importante para gestão de espaços dessa natureza, uma vez que traduz em valores monetários os diversos serviços ecossistêmicos prestados.

A Universidade Federal Fluminense, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, realizou um estudo sobre a  Valoração do Jardim Botânico da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte (JB/FZB-BH).

O estudo relatou os resultados obtidos pela aplicação do método do custo de viagem ao JB/FZB-BH, para estimar o valor anual de seus serviços ecossistêmicos. 

Por meio da aplicação de questionários, foram coletadas informações socioeconômicas a respeito das despesas incorridas pelos visitantes para, por exemplo, se deslocarem até o local, o que permitiu a estimação da curva de demanda pelos serviços recreativos do JB/FZB-BH. 

Os valores estimados para o uso recreativo anual do JB/FZB-BH foram de R$ 109.021.816,60 e R$115.481.256,00, dependendo da forma funcional do modelo usado para estimação da curva de demanda pelos serviços recreativos do JB/FZB-BH.

Mais informações:
http://goo.gl/KdQ67 (em inglês)

10º Congresso Ambiental



A 10ª edição do Congresso Ambiental reunirá os maiores especialistas acadêmicos e juristas, juntamente com os representantes de diferentes setores industriais e empresariais.

O encontro trata da objetiva tradução das políticas públicas de implicações ambientais para a realidade corporativa nacional.

O evento acontecerá de 14 a 16 de maio, no Hotel Pergamon, em São Paulo (SP).

Mais informações:

Há abuso no uso de 'sustentabilidade', diz criadora do termo



O conceito de desenvolvimento sustentável e sua irmã, a sustentabilidade, têm sofrido abusos, especialmente das empresas. Quem diz é a mãe das crianças, a norueguesa Gro Harlem Brundtland.

Ex-premiê da Noruega, Brundtland, 73, chefiou a comissão que em 1987 produziu o relatório "Nosso Futuro Comum", onde o conceito de desenvolvimento sustentável foi cunhado. O relatório serviu de base para a Eco-92.

Desde 2007, ela integra juntamente com Fernando Henrique Cardoso, Kofi Annan, Jimmy Carter e outros líderes mundiais o grupo dos Elders, formado por Nelson Mandela para discutir a paz e os direitos humanos.

Ela diz que o desenvolvimento sustentável, aos 25 anos, ainda não foi implementado. E que, mesmo com o sequestro da noção de sustentabilidade por empresas que não têm práticas nada sustentáveis, o par não deve ser abandonado. "Mesmo que alguém inventasse outra definição, e eu ainda não vi isso, eles encontrariam um jeito de fazer mau uso dela."

Brundtland abre nesta quinta-feira (22) em Manaus o Fórum Mundial de Sustentabildade, evento anual que traz lideranças do setor ao Amazonas. Não chegará a se encontrar com FHC, que faz palestra no evento no dia seguinte.
Em entrevista à Folha, ela falou de suas expectativas para a Rio +20.

Folha - A sra. não está de saco cheio dessa palavra "sustentabilidade"?
Gro Harlem Brundtland - Para mim a expressão é "desenvolvimento sustentável". Esse é o conceito. Nos últimos dez anos, mais ou menos, as pessoas começaram a usar "sustentabilidade" como uma forma alternativa de dizer. Eu sempre tive muito cuidado em não usar a palavra "sustentabilidade" sozinha enquanto conceito que cobre a visão para o futuro. Nós precisamos de sustentabilidade em diversas áreas, mas também precisamos de desenvolvimento sustentável. E eu não estou de saco cheio disso, porque não aconteceu ainda.

A sra. não acha que houve muito abuso e mau uso do conceito? Ele parece ter sido sequestrado por empresas para fazer "greenwash" (dar aparência de verde).
Sim. Acho que há mais abuso quando fala de sustentabilidade. Porque essa palavra foi introduzida depois, num contexto diferente, como se entregasse aquilo que o desenvolvimento sustentável significa. Você precisa olhar cada empresa para saber se elas estão adotando a sustentabilidade ou a responsabilidade social corporativa. Palavras sempre podem ser mal usadas. Mas você não pode simplesmente dizer: "Esse conceito foi distorcido, então deixamos o conceito de lado". Porque eu não acho que nós possamos encontrar uma maneira nova e melhor de descrever do que trataram a nossa comissão e a Rio-92. Não vale a pena reinventar a roda porque alguém a roubou ou tentou roubá-la. Ela vai ser roubada de novo. Mesmo que alguém inventasse outra definição, e eu ainda não vi isso, eles encontrariam um jeito de fazer mau uso dela.

Vinte e cinco anos depois do Relatório Brundtland e 20 anos depois da conferência do Rio, o desenvolvimento sustentável entregou o que prometeu? Por que é tão difícil achar exemplos dele na prática?
Eu acho que a totalidade do conceito, a visão dos pilares econômico, ambiental e social numa abordagem integrada de longo prazo, um padrão de desenvolvimento sustentável, não aconteceu em lugar nenhum. Mas muitas mudanças aconteceram, movimentos numa melhor direção. O Protocolo de Montréal, entre a minha comissão e a Rio-92, é um exemplo. O mundo se livrou das substâncias que afetam a camada de ozônio.

Mas críticos dizem que isso só aconteceu porque já era de interesse das empresas.
Eu já ouvi isso. Mas acho que a história não é assim tão simples. Acho que as pessoas mais progressistas na indústria entenderam que aquilo não podia continuar. Esse é um exemplo simples, de um único setor, muitos outros casos de sucesso em setores específicos aconteceram. Mas, é claro, não houve sucessos globais semelhantes, e os gases de efeito estufa são um exemplo de abordagem ampla e global que envolve todos os setores da economia. Daí a dificuldade de chegar a um resultado.

E, no entanto, o clima não será tratado na Rio +20.
Existem os trilhos da convenção [do clima das Nações Unidas]. Não queremos mais uma conferência do clima no Rio. Depois do colapso de Copenhague, houve no México passos no sentido de os países discutirem cara a cara o que é preciso fazer no futuro. E em Durban, no ano passado, as pessoas se deram conta de que não existe maneira de lidar com a questão climática se você fizer crer que isso é algo que os países da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico] podem resolver sozinhos. As emissões da OCDE eram 50% do total mundial, agora são menos de 30%.

A sra. é europeia, e os europeus sempre negociaram acordos internacionais com metas e prazos. Durban mudou isso, passou a focar em processos. O Rio aparentemente está nesse rumo. A sra. não acha que isso pode dar à sociedade a impressão de que só se está entregando promessas?
Isso é uma questão de realismo. Os europeus se deram conta de que os líderes mundiais não serão capazes de chegar a esse grau de detalhamento sobre metas e sobre a divisão de quem faz o quê. Mas eu não acho quer a UE vá parar de tentar colocar regras e metas na sua agenda interna. Voltando ao Rio, se nós não chegarmos a acordo sobre as metas de desenvolvimento sustentável, precisamos pelo menos concordar que elas precisam ser desenvolvidas. Talvez também algum acordo sobre as áreas que elas deverão cobrir. Que deve haver um sistema global de regras de desenvolvimento sustentável que se aplique a todos os países.

A questão do financiamento ao desenvolvimento sustentável pode impedir um acordo no Rio?
Pode ser. Mas, se você se lembrar do que aconteceu em Copenhague, mesmo sob pressão de uma crise econômica houve um compromisso significativo de finanças. Isso pode acontecer novamente no Rio. A economia agora parece melhor do que há um ano ou dois atrás.

Países emergentes como o Brasil reclamam bastante de que os ricos já usaram todos os seus recursos naturais e agora o ônus da conservação ficou conosco. Eles têm razão em reclamar?
Essa litania está aí desde a comissão. E no relatório da comissão nós reconhecemos que não, não podemos dizer ao mundo em desenvolvimento "desculpem, nós já enchemos a lixeira e agora vocês não podem mais jogar o seu lixo". Então nós precisamos transferir tecnologia, ajudar o mundo em desenvolvimento a superar a pobreza, dando dinheiro. Aí a pergunta é: o mundo desenvolvido fez isso? E a resposta é não o bastante. Você pode reclamar de que não tenha havido esforço suficiente para superar essas diferenças, mas não pode esquecer que este é o mundo em que vivemos, nem discutir o que deveria ter acontecido no Reino Unido quando eles começaram a Revolução Industrial.

Quais foram os principais avanços no desenvolvimento sustentável nestes 20 anos?
Houve uma mudança considerável no uso de energia, nos padrões de eficiência energética. O que você pode ganhar aumentando a eficiência energética está longe de estar realizado, as coisas estão acontecendo, ainda que lentamente. Este pode ser um dos grandes temas para o Rio.

A agenda da conferência está diluída demais?
Esta é uma conferência grande, com muitos países diferentes, muitos interesses diferentes. Você viu o "Rascunho Zero"? Ele é muito fraco. Mas rascunhos zero sempre são fracos. Porque qualquer coisa controversa, que tenha objeção de alguns países, é deletada. Mas eu nunca vi uma conferência internacional que se pareça com o rascunho zero. Quando os países se juntarem, e as ONGs pressionarem, ele será melhorado. E eu prevejo que, na conferência, ele será melhorado ainda mais, em áreas cruciais. Porque países levantam objeções no rascunho zero, deletam coisas, mas aí as forças começam a se mobilizar e essas coisas voltam ao texto.

Quais seriam, na sua opinião, os indicadores de que a conferência do Rio foi um sucesso?
Espero que haja acordo quanto à criação de um Conselho de Desenvolvimento Sustentável [na ONU], quanto à instituição de relatórios nacionais regulares de desenvolvimento sustentável com transparência, pelos quais os países prestem contas para o resto do mundo.

E o maior risco de fracasso?
Não sei. Há a questão financeira, da qual falamos mais cedo. Mas, sabe, existe muito dinheiro hoje que está parado porque as pessoas têm medo. Quem tem dinheiro não sabe onde investi-lo. Então, uma clareza maior sobre institucionalizar sistemas que possam melhorar o uso de fundos públicos e de investimentos privados muito mais amplos em energia, por exemplo, é uma questão importantíssima que pode sair do Rio. O Rio pode obter um acordo sobre a realocação desse dinheiro, que é necessária e útil: mais empregos, menos energia, menos uso de recursos naturais.

Existe algum país que possa liderar na economia verde?
A Coreia do Sul fez muitos esforços nessa direção.

Como o Brasil está indo?
O país é tão grande e há tantos aspectos que eu não sei o bastante para responder. Mas muita coisa está acontecendo. Há uma melhora na questão do desmatamento na Amazônia, que pode ser medida. Mas está muito melhor agora do que quando viemos em 1985. Eu me lembro que estive em Manaus com um governador famoso [Gilberto Mestrinho] que achava uma estupidez isso de os ambientalistas virem dizer o que fazer com a Amazônia. Quanto estivemos em Cubatão, aquilo era um dos casos mais graves de poluição industrial. Hoje é um exemplo de como as coisas mudam.

Fonte: Folha Online

Descoberto antepassado do crocodilo que viveu há 130 mi de anos



Cientistas britânicos anunciaram a descoberta de um antepassado de crocodilo que teria vivido há 130 milhões de anos e que pertence a uma nova espécie.

A descoberta se baseia em um crânio fossilizado que um pesquisador encontrou por acaso em 2007, nos arredores dos pântanos de Swanage, uma vila litorânea do condado de Dorset, no sul da Inglaterra, disse o principal responsável pela pesquisa, Mike Benton.

Durante cinco anos, cientistas da Universidade de Bristol examinaram minuciosamente o crânio, de um metro de comprimento e em bom estado de conservação, e o compararam com amostras de outros espécimes.

Então finalmente declararam que se trata de uma nova espécie de crocodilo, um antepassado dos répteis de água salgada que viveu no Cretáceo Inferior, quando os dinossauros ainda viviam na Terra.

O animal foi batizado de Goniopholis kiplingi, em homenagem a Rudyard Kipling, autor de "O Livro da Selva", pelo interesse dele em ciências naturais.

"Este novo crocodilo se parecia muito com os atuais quanto à forma e a dentadura. Era um animal muito grande, embora não gigante", comentou Benton, paleontólogo da Universidade de Bristol.

O réptil, que segundo o pesquisador media entre quatro e cinco metros do nariz à ponta da cauda, se alimentava de peixes, tartarugas e, provavelmente, de pequenos dinossauros que habitavam os pântanos e lagos das florestas tropicais.

Embora outros restos do Goniopholis já tenham sido encontrados na Inglaterra há mais de um século, os ossos do crânio descoberto são mais alongados, além de apresentarem outras diferenças sutis em sua mandíbula superior.

"(O crânio) trata de uma amostra bastante notável. Encontra-se em bom estado e não está esmagado, algo bastante incomum porque, na maioria dos casos, os fósseis são danificados pelas rochas", detalhou Benton.

Tecnologias avançadas de scanner e reconstrução por computador foram utilizadas na análise do fóssil para elaborar um modelo em 3D.

Segundo o paleontólogo, a descoberta ajudará os pesquisadores a calcular o número de espécies. "Parece que este crocodilo só viveu na Inglaterra. Por isso, agora sabemos que deve ter havido duas ou três espécies deste tipo naquele tempo."

O fóssil ficou exposto após um deslizamento de pedras em uma praia de Dorset, que faz parte da região conhecida como Costa Jurássica, uma área declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, que se estende ao longo do canal da Mancha.

A partir de agora, o fóssil e sua reconstrução em 3D estarão expostos no Museu de Dorchester, sudoeste da Inglaterra.

Fonte: EFE