segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Prefeito do Rio quer construir campo de golfe em área de proteção ambiental



No pacote de projetos apresentado pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), na segunda-feira (05), está a retirada da proteção ambiental de uma área de 50 mil metros quadrados em terreno da Barra da Tijuca, na zona oeste, onde deverá ser construído um campo de golfe para a Olimpíada de 2016. O local referido trata-se de trecho da Área de Proteção Ambiental de Marapendi, para conservação da vida silvestre.

De acordo com Paes, a decisão foi baseada no fato de o trecho estar degradado e que não será gasto dinheiro público na obra. A construção do campo de golfe e do prédio do centro de mídia e transmissões da Olimpíada, no Parque Olímpico, seria financiada com aumentos de gabarito. "Eles (os empresários) aceitaram porque terão ganho imobiliário. Nenhum deles faz filantropia. Vamos usar o lucro para uma boa causa", explicou o prefeito.

De acordo com reportagem do Hoje em Dia, a vereadora de oposição, Sônia Rabelo (PV), criticou as propostas de mudança de parâmetros ambientais e urbanísticos na zona oeste. "O verde do campo de golfe não significa preservação da vida silvestre. Foi uma imposição da federação internacional de golfe, e a decisão já está tomada, antes da votação". Rabelo defende que o campo seja construído na zona norte. "Temos absoluto desconhecimento do que está sendo proposto. Cada um desses projetos levaria dois ou três meses, se houvesse uma perspectiva de discussão".

A apresentação foi feita a um grupo de 27 vereadores tendo em vista que, a partir do dia 15 de dezembro, inicia-se o recesso na Câmara Municipal, sobrando pouco mais de um mês para discussão dos projetos de lei.

Fonte: Hoje em Dia

Um comentário:

Eliane Farias disse...

DENUNCIA
Sobre o Resort da rede HYATT que o prefeito concedeu na Área de Proteção Ambiental da Reserva de Marapendi, na Barra da Tijuca, é preciso que todos saibam que o desrespeito mostra-se cada dia mais, muito maior que imaginávamos. O terreno de 45 mil m², antes verde teve na quinta-feira (15) árvores sendo derrubadas no terreno.
Por se tratar de uma área de preservação ambiental os erros são realmente muito amplos e chega-se ao ponto de principiantes ou ASSASSINOS levando em consideração que NÃO foi feito o remanejamento das espécie existentes no local! Temos relatos de ate tiros em capivaras.
Os tratores passaram por cima de ninhos de espécies em extinção como o quero-quero, e ate do nosso símbolo da copa 2014 o nosso TATU-BOLA...
“Quando começaram a cortar as árvores os bichos não tiveram para onde correr” relata um dos funcionários da empresa. Capivaras foram vistas próxima ao restaurante Barril 8000 e sabemos que algumas, dentro do terreno foram mortas a tiro.
Onde estão as licenças necessárias para tal crime? Para uma construção é preciso obedeça rigorosamente a normas urbanísticas e ambientais previstas na LEGISLAÇÃO, que haja um Plano Básico Ambiental com o objetivo de orientar, acompanhar e adequar a implementação e o atendimento aos compromissos assumidos pelo empreendedor e exigidos pelos órgãos ambientais municipal e estadual para a obtenção de suas licenças.
Onde estão estas licenças? Quem são os responsáveis pela obra?
Um engenheiro do projeto, que não quis se identificar, disse ao Jornal do Brasil, na tarde de ontem (16), que o terreno foi dividido em três zonas: Zona de Ocupação Controlada (ZOC), Zona de Conservação da Vida Silvestre (ZCVS) e Zona de Proteção da Vida Silvestre (ZPVS). As edificações serão limitadas a ZOC, na ZCVS serão feitas pequenas intervenções além da recuperação da vegetação nativa, e na Zona de Proteção nada será feito.Ajudem-nos a apurar estas denuncias, cobremos dos representantes legais explicações e exigimos o cumprimento da LEI.A população carioca não ficara calada nem inerte!!!!!!!!!!!!!!!!