quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Novas espécies de caranguejeiras são descobertas no Brasil



O corpo pequeno e coberto por pelagem rosada da Typhochlaena amma lembra muito pouco a imagem típica das aranhas caranguejeiras – conhecidas por serem grandes, peludas e assustadoras.

Com delicadas pintas em tons de amarelo, azul e rosa sobre o dorso marrom escuro, a Typhochlaena costae tampouco se parece com as aranhas gigantes que normalmente são vistas em filmes de terror.

Essas e outras sete espécies de caranguejeiras arborícolas foram recentemente descobertas no Brasil pelo pesquisador Rogério Bertani, do Laboratório Especial de Ecologia e Evolução do Instituto Butantan.

A pesquisa, realizada entre 2004 e 2008 deu origem a um artigo de 94 páginas publicado em edição especial do periódico ZooKeys, em outubro.

Ainda dentro do gênero Typhochlaena, Bertani também descreveu pela primeira vez a T. curumim e a T. paschoali. Do gênero Iridopelma, o pesquisador descreveu a I. katiae, a I. marcoi, a I. oliveirai e a I. vanini. Do gênero Pachistopelma, foi descrita a P. bromelicola.

As espécies são encontradas na região de Mata Atlântica e Cerrado nos estados do Pará, Tocantins, Paraíba, Maranhão, Piauí, Sergipe, Espírito Santo e Bahia. A análise também permitiu ao pesquisador redescrever algumas espécies previamente identificadas, como a T. seladonia e a I. hirsutum.

Embora para muitas pessoas as caranguejeiras sejam assustadoras por causa do tamanho – que pode chegar a 26 centímetros da ponta da perna anterior à ponta da perna posterior –, seu veneno é inofensivo para os humanos.

Estima-se que existam 2,7 mil espécies no mundo – 300 já foram descritas no Brasil. O país tem a maior fauna de grandes caranguejeiras, com cerca de 200 espécies. A maioria vive em tocas no chão, mas existem espécies arborícolas na Ásia, na África e, principalmente, nas Américas.

Fonte: Agência Fapesp
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