segunda-feira, 12 de novembro de 2012

MMA libera de R$ 632 mil para a preservação do Cerrado em Minas e Goiânia



A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou dois convênios que possibilitarão a execução de projetos na área de gestão de recursos naturais por extrativistas, agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais. O foco será o fortalecimento do uso da biodiversidade no Cerrado. 

A parceria entre o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e associações locais trará investimentos de R$ 632 mil e beneficiará populações do Norte do Estado de Minas Gerais e Centro-Oeste do Brasil.

No município de Montes Claros, no Norte de Minas, o Centro de Agricultura Alternativa receberá R$ 321 mil para trabalhar na conservação e produção de espécies nativas do Cerrado. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, (MMA) a ação será realizada por meio do monitoramento dos recursos manejados e desenvolvimento de estratégias de gestão e controle social dos recursos da agrobiodiversidade, junto às organizações de agricultores, contribuindo para o fortalecimento dos empreendimentos econômicos de produtos da sociobiodiversidade regional. Com duração prevista até outubro de 2013, o convênio será fiscalizado e acompanhado pelo FNMA.

A diretora do FNMA, Ana Beatriz de Oliveira, explica que a região norte de Minas Gerais é conhecida em todo o país por sua rica biodiversidade, área sítio de povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares, que, ao longo dos anos, utilizam de forma sustentável inúmeras espécies de plantas utilizadas na alimentação e como recurso medicinal. "Os habitantes beneficiados assumem papel de guardiões da natureza e conservação da biodiversidade local. O objetivo do projeto vai ao encontro dessa histórica relação dos povos com a natureza, fortalecendo as ações de conservação dos recursos naturais associado à geração de trabalho e renda junto aos povos e comunidades da região", disse.

Goiânia

O segundo convênio será para o Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado (Cedac), localizado em Goiânia, que contará com apoio financeiro de R$ 311 mil. De acordo com a Ana Beatriz, o objetivo da ação é fortalecer o desenvolvimento comunitário em rede das mulheres extrativistas que lutam para o reconhecimento do seu território na forma de reservas extrativistas, a partir do manejo múltiplo da biodiversidade do Cerrado e comercialização dos produtos originários do seu uso sustentável. O convênio tem o mesmo tempo de duração do primeiro convênio e também terá as ações fiscalizadas e acompanhadas pelo FNMA.

"Nesse trabalho já estão envolvidas mais de 200 famílias e o objetivo da ação é fortalecer a organização sócio-produtiva em torno do Cerrado e do modo de vida extrativista, de forma que cresça o número de famílias beneficiadas. Dessa forma, o convênio busca trabalhar em conjunto com os povos, capacitando e promovendo intercâmbios de atividades extrativistas", acrescentou.

Fonte: AMDA
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